quinta-feira, 28 de maio de 2026

LANÇAMENTO DA SEGUNDA EDIÇAO DE REMANSO

                                                                                    *Sara Cavalcante    

No remanso da memória
Hoje a emoção faz morada,
Jones Braga traz ao povo
Uma história eternizada.
Em páginas, fatos e lembranças,
Com respeito e gratidão,
Homenageia seu pai querido,
José Mercedes Braga então.

Homem simples de origem,
Mas gigante em ideal,
Que ajudou a construir
Nossa história municipal.
Filho da terra querida,
Da velha “Manga do Iguará”,
Levou no peito a coragem
Que o tempo não apagará.

Jones, filho admirado,
Hoje escreve com emoção,
Transformando a trajetória
Do seu pai em inspiração.
Cada página revela
A força de um cidadão,
Que fez da própria existência
Um exemplo pra geração.

E embora o escritor
Hoje não possa chegar,
Pois a saúde lhe impede
De aqui nos abraçar,
Sua presença permanece
Neste momento a brilhar
Pois quem escreve com a alma
Jamais pode se ausentar.

                             A segunda edição do livro Remanso, de autoria de José Mercedes Braga, foi lançado dia 23 de maio em Nina Rodrigues Maranhão. Acima uma homenagem da escritora Sra Cavalcante.

 

 


*Sara Coelho de Sousa Cavalcante, professora, poeta, cronista, natural de Nina Rodrigues (MA). Membro fundador da Academia Ninense de Letras e Artes - ANLA

 

 

HOMENAGEM À ACADEMIA DA PRINCESA DO IGUARÁ

                                                                                        *Benedita  Azevedo

       Olá queridos confrades,

       Aceitando este convite

       De uma confreira irmã,

       O meu coração transmite

       Com alegria os sonhos

       Destes semblantes risonhos

       Tristeza aqui não existe!

 

       As terras bem progressistas

       Desde o século dezoito,

       Aquelas do Iguará,

       Foram mesmo muito afoitos

       Aqueles grandes fidalgos,

       Que receberam afagos

       Feito vinho com biscoito.

 

        Rainha de Portugal

        Autoriza a aquisição

        De imensas glebas de terra

        Para sua criação,

        Com sesmarias na mata,

        Ali se reúne a nata

        Aumentando a devoção.

 

       Nasce Raimundo Nonato

       Escravo, vaqueiro e santo,

       Na Fazenda Mulundus,

       O seu prestígio era tanto

       Que até hoje a romaria

       Seu grande prestígio guia

       Pessoas de todo canto.

 

       Mil oitocentos e cinco

       Foi criada a freguesia

       Da região do Iguará

       O povo também queria;

       Mil oitocentos vinte três

       Vou contar mais uma vez

        João Ferreira Couto ria...

 

       Do apelido recebido

       Na adesão do Maranhão.

       Em mais dez anos teriam

       A grande consagração,

       Na sede Manga Iguará

       Que vila por fim será

       Recebida com emoção

 

       A Guerra da Balaiada

      Tendo à frente um vaqueiro,

      Eclode em Manga Iguará,

      Raimundo Gomes certeiro

      Viu a guerra durar anos!

      O que não estava em seus planos

      Morrer mais de um companheiro.

 

       Oitocentos quarenta e um

       Foi o Duque de Caxias

       Pacificar o Estado.

      Se fosse tu que farias?

       Antonio Bernardino Coelho

       Reúne com seu conselho

       Pra resolver o que queria.

 

       Em um, oito, quatro cinco

      Leva lá pra Vargem Grande

       Sede da Vila, Manga ,

      A ideia se expande;

       a comarca do Iguará

       que era não mais será,

       ganhará um novo estande.

 

        Recebeu no seu batismo

        Nome de Nina Rodrigues

        profissional de muitas faces,

        mesmo que tu não ligues;

        perfeição em muitas áreas

        que achasse prioritárias,

        se quiser, vá, averigues!

 

        Março de dois mil e vinte seis

        Criação da Academia

        Ninense de Letras e Artes,

        Mas, leva em companhia,

        O consórcio Iguaraense

        Sou itapecuruense,

        Escrever, minha mania!

 


*Benedita Silva de Azevedo, natural de Itapecuru Mirim (MA). Licenciada em Letras, haicaista, cordelista, escritora, pesquisadora, antologista, residente no Rio de Janeiro.  Pertence a mais de 20 instituições culturais e literárias no Brasil, França e Portugal. Autora de vários livros de prosas e poesias e já organizou mais de 30 antologias. É membro fundador da Academia Itapecuruense de Letras.

                                                     

quinta-feira, 14 de maio de 2026

SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC

                                                  SESC 26 anos em Itapecuru Mirim

*Jucey Santana 

 Os anos 40 e 50 foram marcados por grande comoção político-social, motivada principalmente pelo advento das organizações das classes trabalhadoras, conflitos no campo, crescimento do setor fabril, movimento dos sem terra e o êxodo rural. Muitos partidos de oposição tomavam o assunto como bandeira ideológica dos trabalhadores. Foi uma década de muitas mudanças no Brasil com o final da Segunda Guerra Mundial.

    Em janeiro de 1946 Eurico Gaspar Dutra assumia a Presidência da República, com prenúncio de ares de maior liberdade e representatividade das classes empresarial e trabalhadora.

Como resultado foi assinado pelo presidente da República o Decreto-Lei n° 9.853, em 13 de setembro de 1946, que autorizava a Confederação Nacional do Comércio (CNC) a criar o Serviço Social do Comércio – Sesc.

O Sesc iniciou suas atividades no começo do ano de 1947, tendo por prioridade a implantação dos serviços de saúde e educação para os comerciários.

O Sesc no Maranhão

Ainda no ano de  1947 o Sesc se instalou no Maranhão,  com ações voltadas para a educação, saúde, esporte, turismo, promoção social, cultura e lazer, estando consolidado na memória histórica do maranhense ao longo de mais de sete décadas de caminhada, contribuindo  para a melhoria da qualidade de vida da população, especialmente para os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, estendendo esses benefícios a uma parcela significativa de pessoas da comunidade, que estavam à margem do processo de desenvolvimento social.

Sesc e a Educação

Um dos pilares do Sesc é o fomento à educação. Por conta disso, a instituição investe na educação dos níveis infantil, fundamental, além do ensino de pré-vestibular e idiomas a jovens e adultos.

Os primeiros anos de formação de uma criança é uma preocupação do Sesc, que pensa na criança como sujeito de direitos, desenvolvendo um trabalho educativo que estimula o seu desenvolvimento social, afetivo, cognitivo e motor, com projetos  como, Habilidade de Estudos – PHE, com metodologia de acompanhamento nas atividades extracurriculares, esportivas e culturais a estudantes do Ensino Fundamental, proporcionando recreação e reforço escolar, e o Projeto Sesc Ler, que foi criado em 1998 para auxiliar jovens e adultos não-alfabetizados, que não tiveram oportunidade de estudar.

 Bibliotecas e Feiras de Livros

O Sesc no Maranhão dispõe de inúmeras bibliotecas em suas unidades.

A Biblioteca Rosa Castro, na capital, recebe uma média de 4.000 leitores e pesquisadores por mês.

O Sesc, desde 2007, se tornou co-realizador da Feira de Livros de São Luís-Felis, com o objetivo de divulgar o livro, especialmente dos autores maranhenses.

Sesc e a  Cultura

O programa de Cultura do Sesc no Maranhão abre um legue de apoio à cultura regional, fazendo a interação entre a cultura literária dos autores maranhenses e a relação da literatura com outras linguagens artísticas: arte visual, música, dança, teatro e cinema, somando com a riqueza das expressões da cultura afro-brasileira, dando oportunidade aos comerciários e à população de conhecerem muitos talentos que despontam no cenário estadual. A instituição acredita no poder da arte em transformar a vida das pessoas, tendo como exemplo o já tradicional Balaio de Sotaque, evento junino esperado com ansiedade em todas a unidades Sesc, que valoriza a cultura maranhense.

 Sesc Itapecuru Mirim

O Sesc está presente em Itapecuru Mirim desde março de  2000, na gestão do prefeito Miguel Lauand que, diante do alto índice de analfabetismo registrado no município, solicitou ajuda ao Sesc. Na ocasião foi contratada a professora Elisângela Maria Marinho Pereira para coordenar o Projeto de Educação de Jovens e Adultos, Sesc Ler.

O projeto passou a funcionar na Escola Municipal Osvaldo Dias Vasconcelos, no bairro DER, com 35 estudantes por turmas.

Em 20 de março de 2003 foi inaugurada a Unidade, no bairro Roseana Sarney, em prédio próprio, com modernas instalações e estrutura adequada para o atendimento aos itapecuruenses. Na ocasião tinha por diretora regional a senhora Clarisse Bastos e contou com a presença e entusiasmo do presidente, o empresário  José Arteiro da Silva.

Atualmente o Sesc Itapecuru atende, por meio do projeto de Educação de Jovens e Adultos, Sesc Ler, duas turmas na unidade sede, e mantém ainda três polos nas comunidades Torre, Mangal Escuro e Felipa (zona rural). Também oferece o Projeto de Habilidade de Estudos-PHE, com reforço e socialização de alunos oriundos de estabelecimentos normais de ensino,  tendo sido implantada a  a Educação Infantil, desde 2018, antigo anseio da comunidade itapecuruense.

    Nas instalações do Sesc Unidade de Itapecuru Mirim, além das atividades pedagógicas são desenvolvidas atividades sociais, culturais, esportivas, recreativas e atendimento na biblioteca, sempre com foco na dimensão humanitária.

Gerentes Regionais da Unidade Sesc Itapecuru Mirim:

1 – Robert Lobato – 2003 a 2006.

2 – Francisca Teresa Bezerra Lauand Fonseca - 2006 a 2008.

3 – Cristiane Alves Costa – 2008 a 2011.

4 – Maria Betânia Pinheiro – 2011 a 2013.

5 – Maria Cristiane Correa Rosa - 2013

        *Do livro, Sinopse da História de Itapecuru Mirim (2018), de Jucey Santana

 

 

 

 

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

RAMPAS DE ITAPECURU MIRIM

                                                            As Rampas

 Jucey Santana

As rampas dos portos do rio Itapecuru tiveram grande importância, durante séculos, por garantir a acessibilidade de passageiros e cargas nos barcos à vapor que transitavam, soberanos nas estradas fluviais.

Em 1891, na gestão de Honorato Antônio Rodrigues, foi regulamentado o Código de Posturas do Município de Itapecuru Mirim, para disciplinar as regras de conduta dos habitantes, como pagamento de impostos, limpezas das ruas e calçadas, criação de bovinos, suínos, caprinos, ovinos, equinos, aves e outros.

O art. 16 do Código, regularizava as rampas, criando quatro Passagens Públicas neste rio Itapecuru, sendo duas nesta cidade, nos portos denominadas: Rampa da Manga e Rampa do Cobra, uma no Guaracy, no Porto da Laranjeira, e a quarta na Matta, no Porto de Caximbos.

As rampas eram administradas por um arrendatário (arrematação), que ficavam com a responsabilidade da manutenção e administração, de cada porto  e deveriam  estar a serviço das 5 horas da manhã às 9 horas da noite e refazer o contrato anual, no mês de janeiro.

A partir da inauguração da estrada de ferro em 1920, prestando relevantes serviços aos passageiros e ao escoamento da produção agrícola,  houve uma integração entre o transporte ferroviário e o fluvial, durante algum tempo. O prefeito José Carlos Bezerra (1922-1925), providenciou um  depósito/garagem para a guarda das cargas, do lado esquerdo do rio de acordo com sua promessa de campanha e construiu um bonde de tração animal, (burros), com sobras dos trilhos da estrada de ferro, para transporte de passageiros e de cargas, da garagem até  a estação ferroviária.  Mesmo com os transtornos ocasionados com a grande cheia de 1924, os danos foram reparados e entregues à população. O bondinho funcionou até o início dos anos 30.

A partir dos anos 30 a manutenção das rampas ficou a cargo dos prefeitos. Antes eram de responsabilidade dos arrendatários e dos empresários proprietários das companhias de vapores.

Com a preferência cada vez maior pelo transporte ferroviário, pela comodidade, pontualidade e conforto em detrimento do transporte fluvial, que durante as grandes secas ou as cheiras periódicas, ficavam muitas vezes parados ou necessitando de manutenção contínuas, as rampas foram gradativamente perdendo a sua importância.

Do livro, Sinopse da  História de Itapecuru Mirim (2028), de autoria de Jucey Santana

 

 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

PRÊMIO LITERÁRIO ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS

                                                      

                                     PRÊMIO LITERÁRIO ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS

I – APRESENTAÇÃO

O Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras, instituído pela Resolução 01/2022ALL, é promovido pela Academia Ludovicense de Letras e visa consolidar, incentivar e fomentar a cultura por meio da produção literária, nas categorias conto/crônica e poesia, destinadas ao público adulto, com obras escritas em língua portuguesa por autores maranhenses ou residentes no Maranhão.

Consideram-se como obras os textos com no mínimo 50 (cinquenta) e no máximo 90 (noventa) laudas.

 

II – DO CONCURSO

1.     Fica instituído o Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras, em sua 2ª edição, contemplando as modalidades conto/crônica e poesia.

2.     Este concurso terá tema livre e serão aceitas as modalidades conto/crônica e poesia.

3.     Serão sumariamente eliminados do concurso os textos que contenham indícios de plágio, cópias indevidas e utilização de IA ou outras práticas ilícitas previstas em lei.

4.     Não serão aceitas inscrições de obras póstumas ou escritas em coautoria.

 

 III – DOS PARTICIPANTES

1.     O participante deverá ter idade mínima de 18 (dezoito) anos, considerada a maioridade civil, em razão das implicações jurídicas, autorais e financeiras inerentes a concursos desta natureza.

2.     Fica vedada a participação de integrantes da Comissão Organizadora e da Comissão Julgadora, bem como de seus parentes até o 3º (terceiro) grau e de seus dependentes. Também fica vedada a participação dos membros da ALL.

 

IV – DAS DATAS

1.     O edital do Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras entrará em vigor a partir de sua publicação.

2.     O prazo de inscrição terá início no dia 1° de maio de 2026 e término no dia 10 de junho de 2026.

3.     A Comissão Julgadora, composta por membros externos à ALL, terá um prazo de 90 (noventa) dias para julgar todas as obras.

4.     O resultado do concurso será divulgado na primeira quinzena de outubro nas redes sociais e site da ALL.

5.     A cerimônia de premiação será realizada na segunda quinzena de outubro de 2026, data a ser confirmada nas redes sociais e site da ALL.

 

V – DAS INSCRIÇÕES

1.     Cada participante poderá se inscrever em apenas uma categoria e somente com uma única obra, inédita no todo ou em parte, em publicação impressa.

2.     As obras deverão ser entregues ou enviadas em formato impresso, devidamente encadernadas, observando-se, em ambas as categorias, o número mínimo de 50 (cinquenta) e o máximo de 90 (noventa) laudas.

3.     Os textos terão forma livre e não deverão conter nenhuma imagem ou ilustração, obedecendo à seguinte formatação: tamanho 12, fonte Times New Roman, espaço entrelinhas 1,5, com todas as margens em 2,5, impressos em folha A4, contendo na capa apenas o pseudônimo do seu autor, o título da obra e a categoria pretendida, sem qualquer referência que possa identificá-lo, no exterior ou no interior da obra. O candidato que descumprir o disposto neste item será eliminado.

4.     As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 01/05/2026 a 10/06/2026.

5.     Considera-se inscrição o envio ou a entrega de envelope no endereço da Praça João Lisboa, N. 102, Salas 101 e 102, Centro, São Luís - MA, CEP 65010-310, contendo, em seu interior, três cópias encadernadas da obra e um segundo envelope contendo a documentação exigida no item 6 deste edital.

5.1 Para as inscrições via Correios, o envelope deverá ser enviado para o seguinte endereço: Praça João Lisboa, N. 102, Salas 101 e 102, Centro, São Luís – MA, CEP 65010-310.

5.2 Somente serão aceitos os trabalhos que cumprirem os prazos especificados no item 4 deste edital.

6.     Os documentos para a inscrição deverão ser encaminhados observando-se os seguintes procedimentos:

I – Um envelope identificado externamente com os dizeres “Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras”, contendo tanto as três cópias da obra quanto um segundo envelope com a documentação exigida. No caso de remessa via Correios, o envelope deverá conter ainda o endereço da ALL.

II – O envelope da documentação deve vir lacrado, contendo:

       a) Título da obra na parte externa.

       b) Ficha de inscrição disponível no Anexo I do presente edital.

       c) Cópia da identidade (RG), cópia do CPF e cópia do comprovante de residência

 no caso de residentes no Maranhão.

6.1 A não apresentação dos documentos indicados implicará a automática     desclassificação da inscrição.

7. A inscrição implica automaticamente a aceitação incondicional e integral das condições deste edital por parte do candidato.

8. A Comissão Organizadora não se responsabiliza por problemas de dados cadastrais de participantes que apresentem informações incompletas ou inexatas nem por extravio dos Correios ou por qualquer outra eventualidade que impossibilite a chegada da obra dentro dos prazos previstos neste edital.

9. A Comissão Organizadora não se responsabiliza pelo teor das obras enviadas, respondendo os candidatos pelo seu conteúdo. 

 

 VI  – DO JULGAMENTO E COMISSÃO JULGADORA

1.     As obras inscritas serão analisadas por comissões julgadoras compostas por escritores, críticos literários e especialistas nas categorias conto/crônica e poesia, definidas pela Academia Ludovicense de Letras.

2.     A Comissão Julgadora concederá o Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras a duas obras de cada categoria, sendo primeiro e segundo lugares, havendo possibilidade, a critério da Comissão Julgadora, de menção honrosa.

3.     O critério para a análise e seleção das obras inscritas é o mérito literário, cabendo à Comissão Julgadora a decisão final, que será soberana e não suscetível de apelo.

 

VII – DA PREMIAÇÃO

1.     O Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras concederá os seguintes prêmios, em cada categoria:

            I – Prêmio de 5.000 (cinco mil) reais para o primeiro lugar.

            II – Prêmio de 2.000 (dois mil) reais para o segundo lugar.

2.     Os prêmios serão pagos mediante transferência bancária ou PIX, a ser ajustado entre a ALL e os premiados.

3.     Os 5 primeiros colocados receberão menção honrosa, que consistirá na concessão de um certificado pela ALL.

4.     As obras premiadas serão publicadas em formato de e-book.

 

VIII – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

1.     As despesas com o pagamento dos prêmios serão de responsabilidade da ALL, podendo esta contar com apoios e parcerias para tal fim.

2.     As eventuais despesas com estadia, alimentação e deslocamento para a cerimônia de premiação, bem como quaisquer outros gastos, ficarão às expensas dos premiados.

3.     Nenhuma obra enviada será devolvida aos candidatos, sendo devidamente eliminada após o certame.

4.     As solicitações de informações adicionais sobre o Prêmio Literário Academia Ludovicense de Letras podem ser encaminhadas para o e-mail premioliterarioall@gmail.com, sendo respondidas somente as dúvidas pertinentes e que já não tenham sido esclarecidas no presente edital.

5.     A Comissão Organizadora poderá alterar as datas previstas neste edital, bem como revogá-lo em qualquer uma de suas fases, por motivo de força maior, devidamente justificado.

6.     Somente serão divulgados os nomes dos autores vencedores.

7.     Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

 

São Luís – MA, 26 de abril de 2026

COMISSÃO ORGANIZADORA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO I

 

FICHA DE INSCRIÇÃO

 

NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A): _______________________________________________

NOME ARTÍSTICO: ________________________________________________________________

PSEUDÔNIMO: ____________________________________________________________________

TÍTULO DA OBRA: ________________________________________________________________

 

MODALIDADE LITERÁRIA DE INSCRIÇÃO (APENAS UMA):

 

[   ]  CONTO/CRÔNICA        [   ] POESIA

 

DOCUMENTAÇÃO

CPF Nº:  _____________________________

RG Nº: ______________________________

 

 

ENDEREÇO: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

TELEFONE/CELULAR (COM DDD):    (      )___________________

E-MAIL: _________________________________________________

 

 

MINIBIOGRAFIA:

 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

Local e Data: _________________________________

 

 

 

________________________________________________

Assinatura

sábado, 25 de abril de 2026

O INTERVALO ENTRE DOIS ABISMOS

                                          O intervalo entre dois abismos

                        *Paulo José de Oliveira

 Entre o peso de Dostoiévski

e o silêncio de Kafka,

há um lugar onde o coração aprende a existir sem respostas.

 

Eu já segurei como quem segura uma chama na mão,

achando que o ardor era prova,

que amar era resistir até virar cicatriz.

Confundi permanência com verdade,

e fiz da dor uma espécie de fé.

 

Havia noites em que eu acreditava

que tudo que fere é profundo,

que tudo que marca é destino.

E então eu ficava —

não por coragem,

mas por medo de que soltar fosse admitir

que eu tinha sonhado sozinho.

 

Mas o tempo...

o tempo não grita.

Ele ensina devagar,

como quem encosta a mão no ombro

e diz sem voz:

nem toda intensidade é amor.

 

Um dia entendi o gesto de partir.

Não como fuga,

mas como quem devolve ao peito o próprio nome.

Porque há dores que não são raízes,

são correntes.

E há silêncios que não são vazios,

são liberdade nascendo.

 

Eu segurei porque queria que fosse eterno.

Eu soltei porque queria que fosse verdade.

 

E entre ficar e partir,

descobri algo que ninguém me contou:

o amor que fica não precisa sangrar,

 

e o amor que dói demais

talvez nunca tenha sido casa.

 

Hoje não culpo quem segurou,

nem quem deixou ir.

Ambos estavam tentando amar

com as ferramentas que tinham.

 

Mas se me perguntarem o que aprendi

no intervalo entre dois abismos,

direi apenas isto:

 

há um tipo de amor que se prova no aperto,

e outro que se revela no alívio.

 

E às vezes,

o gesto mais sincero do coração

não é insistir —

é abrir as mãos

e finalmente respirar.

  


*Paulo José Santana de Oliveira, estudante, cronista e poeta, nasceu em São Luis (MA) em 11 de março de 1999. Filho  de Fábio Nogueira de Oliveira e Gabriela Santos de Santana, estudou no Colégio Santa Teresa, é graduando do curso de Ciências Contábeis da UFMA. Seus textos carregados de sensibilidade onde extravasa seus sentimentos, são publicados regularmente no www.wattpad.com-user-Peraltajs, com o pseudônimo de Peraltajs. É coautor das obras, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), organizada por Jucey Santana e Púcaro Literário IV (2024), organizado por Jucey Santana e João Cartlos Pimentel Cantanhede. Também tem poemas publicados no Jornal de Itapecuru e no blog literário de Jucey Santana: http://juceysantana.blogspot. com/