quarta-feira, 2 de abril de 2025

MARIANA LUZ

                       

          Um resgate necessário para a Literatura Maranhense

 

*Joizacawpy Muniz Costa

No livro Mariana Luz Vida e Obra, Jucey Santana, nos presenteia com um belo resgate da escritora itapecuruense Mariana Luz. Esta que ficou esquecida por um longo tempo.

Mariana ressurge na importante pesquisa e nas letras de Jucey Santana. Mariana Luz, dona de um fazer poético esmerado, um lirismo impecável, viveu uma dinâmica ativa entregue a produção cultural, passeando entre poesias, contos, teatro sem dever nada a qualidade de suas produções.

É bem verdade que passou muito tempo esquecida injustamente, pois seu notório fazer literário jamais poderia ficar esquecido num passado negando a propagação do legado de tão nobre escritora. Sua história chegou a se confundir com aspectos desagradáveis, porém através do resgate histórico feito pela escritora Jucey Santana, ela pôde reacender com o devido mérito de grande mulher das letras. 
“Mariana se esmerava nas palavras como quem garimpa joias do mais alto valor” [...].


Para além de trazer à tona toda importância de tão notável escritora itapecuruense, Jucey nos faz aportar em uma Itapecuru de outrora remontando histórias e lugares nos permitindo conhecer parte dessa história protagonizada por Mariana Luz num trabalho bem elaborado de pesquisa.


Mariana foi uma das grandes escritoras maranhenses que mereceu e merece reconhecimento por sua alta qualidade literária, que perpassa o tempo sem dissolver seu legado bem estruturado e eternizado na escrita. Além de escritora ela também foi professora e ensinou gerações de alunos itapecuruense. 

Jucey Santos de Santana, itapecuruense, pesquisadora,  membro das seguintes Academias de Letras e Artes: (AICLA) Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes,  Academia Vargengrandense  de Letras (AVLA), Academia Ludovicense de Letras (AVLA).  Federação das Academias de Letras do Maranhão .(FALMA), Academia Literária de Letras (ALMA), Academia de Letras e Artes de Presidente Vargas (ACLAPREV).


“Qual avezinha, tímida e medrosa 
Na deusa ramaria do arvoredo 
Oculta o ninho caro e estremecido
“Eu tenho dentro da alma o meu segredo”
(Mariana Luz).

 

 

           


*Joizacawpy Muniz Costa, maranhense; Pedagoga  com especialização em psicopedagogia, professora da Rede Municipal de São  Luís MA; escritora, poeta, Membro associada da AMEI, acadêmica Internacional da FEBACLA, acadêmica da AILAP, membro correspondente da Academia Zedoquense de Letras, membro da Sociedade de cultura Latina do Maranhão, Colaboradora da plataforma Facetubes; Membro Correspondente da Academia Vianense de Letras AVL; Membro Correspondente da Academia Poética Brasileira APB; membro AMCIBA Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes; membro  C.E.M Coletivo de Escritores Maranhenses autora dos livros Essência de uma Alma Poesias e Reflexões 2020, Marca das Palavras 2022.JJ Viegas Editora, Embalos Infantis Literarte 2023, Deixa-me Voar Viegas Editora 2024, Coautora da Coletânea "Poetas Maranhenses 2020" e em várias antologias.


sábado, 22 de março de 2025

MULHER GUERREIRA

                                                           Exemplo de superação

 

                                                                                                               *Anne Almeida

A vida é sobre viver com intensidade, sem medo de sentir tudo  o que vem do pacote. A alegria que arrepia, a tristeza que ensina e aquela dúvida que faz crescer.

Ama sem medo, aprenda a pedir desculpas, sem   restrição, agradecer sem ter vergonha, chorar quando preciso for, sem preconceito, quando sentir vontade  e sorrir das  pequenas  coisas ao redor. A vida é pra ser vivida, em sua plenitude.

Mostra ao mundo quem você é de verdade, sem receios, porque é isso que o faz único. Não espere o “momento certo”, porque ele pode nunca chegar.

Faz o agora ser o momento perfeito. Vive de um jeito que, quando olharem pra sua história, ela faça alguém sorrir e acreditar mais na vida.

E aqui, deixo um pouco da minha história para incentivar, inspirar e dizer do quanto vale a pena viver, em sua sublime plenitude divina.  

                                                                                                                                   Anne 

        Para  Anne

     Anne, flor querida,

     Seu olhar se irradia,

     Mesmo com as limitações

     Seu largo sorriso, brilha!

 

     Sua beleza ilumina,

     Seu coração um farol,

     Que te guia através da noite,

     Com força, qual um escudo.

                               Jucey Santana

 

Anne Almeida

      


*Cristiane Almeida Santos, terapeuta ocupacional e cronista, filha de José Domingos Barbosa Santos, e Regina Célia Almeida Santos, natural de São Luís, (MA), mãe de Vitor (13 anos) e Camila (7 anos), enfrenta há 11 anos,  uma jornada contínua de tratamento de câncer, com muita determinação para não se deixar abater, na dura caminhada, com o apoio da família e amigos, tendo por foco principal a salvaguarda dos seus filhos menores e a luta pela melhor qualidade de vida.


sexta-feira, 21 de março de 2025

A MULHER QUE ME TORNEI

             Clores Holanda

Àquela criança que fui um dia foi se desenvolvendo, criando corpo e vencendo os seus próprios desafios em pleno anos 60. Nesta década, o Brasil ficou marcado por alguns acontecimentos como a renúncia de um presidente, a casuística do regime parlamentarista, o radicalismo político, o golpe de Estado seguido da ditadura militar, do fechamento do Congresso, do elevado número de diferentes governos e da subversão armada. Estes feitos provocaram revoluções e deixaram muitas lições para a história. A ditadura militar foi instaurada, no ano de 1964. Ou seja, essa década foi marcada pela repressão, censura e violência, principalmente no âmbito político por falta de democracia. Imaginem eu ter sido criança nessa época! Não tinha noção da dimensão desses fatos passando despercebidos na minha inocente cabeça

No decorrer dos anos, involuntariamente as consequências foram se arraigando no meu subconsciente, à proporção que eu fui entendendo o desenrolar dos acontecimentos.  Na escola éramos submetidas às pressões psicológicas sem nenhum critério ocasionando sofrimentos; e, principalmente por ter estudado em Colégio de Freiras, cuja exigência era bem maior. Como consequências éramos submetidas à vários castigos quando cometíamos peraltices como: Bater na palma das mãos das crianças com palmatória quando não acertasse a tabuada; beliscão; constrangimento do espelho colocado no chão pelos meninos para olhar o fundo de nossas calcinhas como uma forma deles darem gargalhadas zombando da gente; entre outros. A partir daqui percebo ter dado início ao desrespeito à mulher pelos meninos.

Ao longo dos anos o meu maior desafio foi vencer a timidez. Tinha medo de expressar o meu pensamento, de reclamar e de reivindicar. Sofria muito; apenas cumpria ordens deixando calar a minha voz.  Hoje, solto o verbo, literalmente, através de meus posicionamentos, sem medo de dizer o que eu sinto e quero. Dessa forma, consegui vencer a mim mesma conquistando a tão desejada “liberdade” galgando os degraus da sabedoria fincada nos estudos, na dedicação ao trabalho em busca dos meus objetivos na perspectiva de fazer aquilo que me dar prazer. Isso somente veio a acontecer quando tive a certeza que querer é poder. Você pode ser tudo que quiser sendo uma mulher sem depender de ninguém. Lutar é o meu lema. Não quero parar. Hoje me considero uma mulher privilegiada. Sigo rumo as minhas convicções. Sou feliz por A mulher que me tornei.

Tenho orgulho de ser mulher. Nasci no mês de março, dia 11, data que se comemora a efeméride de nascimento da escritora e poeta Maria Firmina dos Reis, considerada a Primeira Romancista Negra do Brasil e também Patrona da Academia Ludovicense de Letras, sodalício que eu tenho orgulho de ser um dos membros fundadores; se comemora o Dia da Mulher Maranhense; e ainda nesse mês, dia 8 é celebrado O Dia Internacional da Mulher. E tenho a honra e gratidão por de ter sido convidada pela escritora e pesquisadora Jucey Santos de Santana para escrever esse texto em homenagem a mulher para publicar em seu blog. Enfim, Salve a Mulher em suas diversas atribuições! És um ser abençoado por Deus por ter sido escolhida por Ele para “Dar a luz” a outro ser com a missão de preservar as gerações.

 



 CLORES HOLANDA SILVA. Nasceu em Presidente Dutra – MA. É filha de Geraldo Holanda Cavalcanti e Maria Nazaré Gomes Cavalcante, ambos falecidos. Da irmandade de 10 irmãos é antepenúltima. É mãe de Marcella Holanda Vilhena, casada com Thallissonn Ricardo Costa Vilhena. Possui dois netos: Leonardo Holanda Vilhena (10 anos) e Benício Holanda Vilhena, 6 anos. Funcionária Aposentada da UFMA|. É Historiadora e Especialista em Gestão de Arquivos pela UFMA. Faz parte das seguintes instituições: Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Membro-Fundadora da Academia Ludovicense de Letras; Membro da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão; Sócia Efetiva da Associação de Amigos da Universidade Federal do Maranhão; Membro da Academia Norte-Americana de Literatura Moderna – Capítulo Brasil; foi Vice-Presidente da Federação das Academias de Letras do Maranhão; Membro Fundadora da reativação da Academia Maranhense de Trovas; Membro Fundadora da Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes; Membro Fundadora da Academia Maranhense de Letras Infanto-Juvenil; e, pertence ao Rotary Club São Luís Praia Grande, entre outras instituições. Possui vários artigos publicados no Brasil e Exterior. Tem participação em várias antologias. É Poeta, Escritora, Cronista, Trovadora, Artesã, Atriz e Modelo. Recebeu várias honrarias e troféus, destacando o de Título de Cidadã de São Luís recebido em 2020, de autoria do Vereador Pavão Filho. Em 2024 recebeu o troféu Mulher Evidência, prêmio outorgado por lei, em Recife – PE. Participou do projeto, Púcaro Literário,  O poeta e a História, organizado por Jucey Santana e João Carlos Pimentel Cantanahede.

 


Mães que inspiram amor e cuidado.

                                                                 



Alice Luz

   Homenagens Especiais


Neste mês iluminado
Quero versos dedicar,
Às mulheres mais amadas,
Que nunca cansam de amar.

Lembro com saudades doces,


Olívia, minha mãe querida,
Eterna no coração,
Lição de amor para a vida.

 

Janica, minha sogra, também presente,
Na lembrança e na emoção,
Sua força ainda vive,
No pulsar do coração
.

 

Eu, dizendo de mim mesma, sorriso sereno,
Que inspira calma e bondade,
Coração que acolhe e guia,
Com afeto e suavidade.

 

Rayssa, minha filha, ternura e luz,
Sempre forte e tão guerreira,
És abrigo e esperança,
Uma mãe tão verdadeira.

 

 

 

Aurelice e Auricélia, minhas irmãs,
Nomes de afeto infinito,
Mães que ensinam com ternura,
Amor puro, tão bonito.

 

Mayra, alegria em flor,
Que a família sempre une,
És presença que ilumina,
És amor que nos reúne
.

 

Para todas nós, mães queridas,
Gratidão é sentimento,
Por existirmos e por sermos mães,
Hoje, sempre, a todo momento.

 

 

Feliz  Mães / Mulheres!

      Alice

Alice, sou eu

Rayssa, minha filha e mãe do meu Neto Nicolas

Aurelice e Auricélia, minhas irmãs

Olívia, minha saudosa e querida Mãe

Janica, minha sogra, Mãe, companheira e amiga

Mayra, uma amiga que considero filha e mãe dos afilhados netos: João e Bernardo.