segunda-feira, 13 de julho de 2026

ITAPECURU: O CHÃO SAGRADO DAS POESIAS

                         

                     Nosso Chão

                                                                                                   *Álvaro Geovanne

Nas margens do Rio Itapecuru, a história vai passar,

Cada curva daquelas águas tem um verso pra contar

Ribeiras, ruas e praças, tudo é inspiração,

Nesse chão de escritores que brilha no coração

 

De Souzinha a Viriato, a herança é de valor,

Nesta terra de talentos, a palavra é puro amor

O saber que aqui floresce, como a mata no sertão,

Vai brotando em cada sonho, vai tomando a direção

 

Há um canto nas ladeiras, há memória no calor,

Há um povo que transforma o silêncio em esplendor

Cada pedra, cada esquina, cada vento a soprar,

Traz a marca de quem soube sua terra eternizar

Itapecuru não é só mapa, nem endereço a se dizer,

É raiz que me sustenta, é começo do meu ser

É o livro que se escreve no compasso do viver,

Onde a dor vira poesia e a saudade vem crescer

 

ITAPECURU, 156 DE HISTÓRIA E DE GLÓRIA 

 

Itapecuru-Mirim, terra de luz e tradição,

Cento e cinquenta e seis anos de pura emoção

Às margens do rio que batiza o nosso chão,

Cresce um povo que cultiva a fé no coração

 

Tuas ruas guardam segredos, honra e valor,

Em cada passo, um gesto de imenso amor

A resistência de quem lutou pelo progresso,

Faz do nosso futuro um constante sucesso

 

Nas festas de cores, no ritmo do nosso boi,

Celebramos o hoje e quem por aqui já foi

Terra de cultura, de luta e de união,

Itapecuru, tu és a batida da nossa canção

 

Cento e cinquenta e seis anos de história e de glória,

Escrevo teus versos, parte da tua própria memória

Sou teu poeta, teu filho, com orgulho a cantar,

Itapecuru-Mirim, é um privilégio te celebrar!

 

 

POESIA 1: A RESISTÊNCIA DE ITAPECURU-MIRIM

 Itapecuru-Mirim, terra de história e de chão,

Cento e cinquenta e seis anos de pura emoção

O Negro Cosme aqui lutou pela nossa liberdade,

Deixando o legado de garra pra toda a cidade

Casa da Cultura guarda o saber que não morre,

Enquanto o rio Itapecuru sereno sempre percorre

 

Raízes indígenas e quilombolas a nos guiar,

O orgulho de Itapecuru ninguém pode tirar

Casarões antigos contam segredos de um tempo,

Que sopra em nossa história como um forte vento

Sou Álvaro Geovanne, o menino que escreve aqui,

Honrando o berço sagrado onde aprendi a existir

 

POESIA 2: O BRILHO DA FÉ E DA CULTURA

 

Nossa padroeira abençoa este dia de festa,

Onde a nossa cultura nunca perde a seresta

No couro do boi e no passo do cacuriá,

A alma do itapecuruense começa a brilhar

Cento e cinquenta e seis anos de fé e união,

Batendo mais forte o nosso querido coração

 

A feira cheia, o povo com sorriso no rosto,

Celebrar Itapecuru é o nosso maior gosto

Que essa data brilhe como o sol no Itapecuru,

Do nosso povo guerreiro, de norte a sul

Sou Álvaro Geovanne, teu poeta de alma vibrante,

Festejando Itapecuru, nossa terra triunfante

 

     

 

A DAMA DAS LETRAS ITAPECURUENSES 

 

Mariana Luz, voz que brilha em nossa história,

Dona de uma sabedoria que nos traz a glória

Segunda mulher a entrar na academia Maranhense,

Mostrou pro Maranhão o seu imenso esplendor

Dama das letras, de um pensamento profundo,

Que espalhou a cultura por todo o nosso mundo

 

Ensinou a ler quem não tinha vez ou lugar,

Com a mão estendida, ajudou o povo a sonhar

A sua bondade era o farol na escuridão,

Lutando com garra pela nossa instrução

Mariana, exemplo de força e de dedicação,

Vive pra sempre aqui, no nosso vasto coração

 

Sua memória é o tesouro da nossa Itapecuru,

Brilhando como uma estrela lá no céu do sul

A primeira entre todas, a grande precursora,

Dos versos e do saber, nossa grande professora

Teu nome ecoa hoje, com amor e com louvor,

Mariana Gonçalves de Luz, eterna em seu valor

 



*Álvaro Geovanne do Nascimento dos Santos, Natural de Itapecuru Mirim (MA),  é escritor, cordelista, poeta e pesquisador nasceu em 2017.  Com apenas sete anos de idade passou a desenvolver o dom da escrita, se identificando com a poesia. A leitura se tornou seu hobby favorito, na tentativa de   compreender a história e a identidade de sua terra natal. Recebe apoio dos seus familiares e dos escritores da terra, como Jucey Santana e Brenno Bezerra.   Como autor e idealizador do projeto "O Menino dos Livros", dedica-se a registrar memórias e experiências que atravessam gerações. Através de uma perspectiva sensível e atenta às tradições locais, busca na literatura uma ponte entre a vivência cotidiana e a reflexão sobre o tempo em que vive.

alvarogeovannenascimento98@gmail.com



Obras publicadas:

1. O menino que colecionava nuvens (2025) 7 reais

2. Correio do quase (2025) 7 reais 

3. O correio que chegava antes da carta ser escrita (2025) 7 reais 

4. Meu Itapecuru (2026) 10 reais 

5. A faculdade dos sonhos (2025) 7 reais

6. O baú dos contos perdidos (2026) 15 reais

7. Fábulas de Itapecuru (2026) 15 reais

8. As aventuras de Álvaro I (2026) 15 reais 

9. As aventuras de Álvaro II: Em busca de um tesouro (2026) 15 reais

10. As aventuras de Álvaro III: Um novo bebê chegou? (2026) 15 reais

11. As aventuras de Álvaro IV: A origem de Thor (2026) 15 reais 

                        

 

sábado, 20 de junho de 2026

SALVE SÃO BENEDITO

                    

                                                 *Sara Cavalcante

                   Um tributo a São Benedito

                                               

   Na Itália, em bela terra,

   Na Sicília ele nasceu,

   Filho de negros escravos,

   Mas a liberdade recebeu.

   São Benedito querido,

   Muito o povo agradeceu.

 

   Desde cedo foi humilde,

   Conheceu discriminação,

   Mas venceu cada batalha

   Com amor no coração.

   Sua fé virou exemplo

   De coragem e devoção.

 

   Foi pastor ainda jovem,

   Depois frade se tornou,

   Nos caminhos franciscanos

   Sua vida consagrou.

   Mesmo sendo analfabeto,

   Grande sabedoria mostrou.

 

   Na cozinha do convento

   Era alegre ao trabalhar,

   Dividia o pão com todos,

   Sem jamais se negar.

   Por isso o mundo conhece

   Seu dom santo de ajudar.

 

   Muitos milagres fizeram

   Sua fama florescer,

   Multiplicava alimentos,

   Fazia enfermos viver.

   O santo negro e bondoso

   Nunca cansou de acolher.

 

   Sua devoção chegou

   Ao Brasil colonial,

   Virou símbolo de luta

   Contra o preconceito e o mal.

   Hoje é santo venerado

   Pelo povo em geral.

 

   No Maranhão querido,

   Em Nina Rodrigues também,

   Seu festejo atravessa

   Muitos anos indo além.

   É tradição que resiste

   Na memória que convém.

 

   Foi o Padre Laurindo

   Com irmã Iolanda ao lado,

   Que iniciou a grande festa

   Com o povo animado.

   Em quinze de junho de noventa e seis

   Tudo foi iniciado.

 

   As romarias enchiam

   As estradas de emoção,

   Com orações e promessas,

   Cantoria e devoção.

   O povo seguia unido,

   Na força da religião.

 

   Tinha dança e cultura,

   Muita festa popular,

   A cidade inteira viva,

   A sorrir e celebrar.

   E até hoje essa história

   Continua a ecoar.

 

   É na associação do Estica

   Essa festa popular

   Encontro de fiéis romeiros

   para juntos se alegrar,

   Tento barracas de vendas,

   Que o tempo não pôde parar.

 

   Grandes nomes se despedem,

   Dessa festa, porém.

   Temos o saudoso Zé Mila, e o Duarte também,

   A querida Mundoca e a irmã Iolanda meu bem.

 

   Dentre tantos outros nomes

   Que aqui não dá de listar

   Pessoas comprometidas

 

   Com esse ato popular,

   Mas que marcaram a história

   Da romaria do Estica.

 

   Até vinte e quatro de junho

   O festejo vai crescer,

   Pois São João Batista chega,

   Com seu brilho a aparecer.

   E São Benedito junto,

   Faz a fé florescer.

 

   Mesmo que em outubro

   Muita gente vá louvar,

   Em Nina Rodrigues é junho

   O mês santo de celebrar.

   Terra única e querida,

   Que nunca vai esquecer de amar.

 

   Salve São Benedito,

   Padroeiro cozinheiro!

   Salve o santo negro amado,

   Nosso guia verdadeiro!

   Viva São Benedito!

   Do povo fiel companheiro!

 


 

*Sara Coelho de Sousa Cavalcante, professora, poeta, cronista, cordelista e pesquisadora, natural de Nina Rodrigues (MA). Membro fundador,  da Academia Ninense de Letras e Artes – ANLA.