terça-feira, 9 de junho de 2026

PRÊMIO LITERÁRIO ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS, PRORROGA PRAZO DE ENTREGA DOS TEXTOS ATÉ 20 DE JUNHO

                                                                  


PRÊMIO LITERÁRIO ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS

 A Academia   Ludovicense de   Letras, anuncia    oficialmente  a prorrogação do prazo   de envio dos        textos, para o   II PRÊMIO LITERÁRIO ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS, agora, os interessados têm até o dia 20 de junho, de 2026, para participar da do Prêmio Literário, que busca valorizar o talento local por meio da literatura, com premiação aos 2 (dois) primeiros colocados de cada categorias literárias.

A Academia reforça que a intenção é garantir a participação do maior número possível de pessoas, valorizando cada produção com o tempo necessário para ser elaborada com qualidade. “Nenhum talento pode ser deixado de fora”, destaca o presidente da academia, em comunicado oficial.

Participem!
Novo prazo final para envio dos textos: 20 de julho de 2026.

  

                                     São Luís – MA, 09 de junho  de 2026

                                                 COMISSÃO ORGANIZADORA

 

 

 

sábado, 30 de maio de 2026

FALECEU O PROFESSOR BENEDITO RAPOSO

              

   
                     Uma Lenda na Matemática

                                                   * Jucey Santana

 

         Professor Benedito dos Santos Raposo era uma lenda no Maranhão,   no assunto Matemática. O professor Elon Lages Lima, um dos maiores algebristas brasileiros, em seu livro,   Meu professor de matemática e outras histórias, (1991), faz menção a três grandes   matemáticos maranhenses, Joaquim Gomes de Sousa, Miguel Vieira e o professor Benedito Raposo. 

 

          Assim como Joaquim Gomes de Sousa, “Sousinha” (1829/1864),   o professor Raposo é itapecuruense, nasceu em  4 de abril de 1934. Filho de Antônio Altair Montello Raposo  e Teresa de Jesus Santos Raposo, neto paterno de Raimundo Elesbão Raposo, comandante de barco a vapor do rio Itapecuru e pelo lado materno do libanês Domingos dos Santos Karam Jorge.

 Ainda criança, sua família mudou-se para São Luís, fixando residência no bairro do Anil.   A  avenida em que morou tantos anos,  que passa em frente ao antigo Lítero Recreativo Português  recebeu o nome do seu pai Antônio Raposo.

           Depois da conclusão do ensino médio em São Luís,  seguiu para a cidade de  Belém (PA), fazer vestibular, para o curso da sua escolha,  a Engenharia Civil.  Em Belém residiu com o irmão mais velho o oficial da Aeronáutica Altair Raposo.    Em Belém  começou a dar aulas de matemática, em escolas de 1º e 2º grau. Ao ingressar na Universidade Federal do Pará, iniciou a grande jornada e paixão pela Matemática pura e aplicada. Livros de cálculo diferencial eram resolvidos por ele em um piscar de olhos. Em Belém, conheceu a odontóloga Vera Baganha, filha de um professor do curso, e que se tornou sua esposa, nascendo da união quatro filhos: Anselmo, Alexandre, Andréa e  Aluísio.

              Ao voltar para o Maranhão, foi  nomeado Engenheiro, no Departamento de Estradas e Rodagens – DER, e lá conheceu o Dr. Haroldo Tavares, que o convidou para ensinar na Escola de Engenharia do Maranhão, em instalação. O professor Raposo aceitou e ministrou a primeira aula, aos primeiros futuros engenheiros do Maranhão, e esta primeira aula foi de Cálculo Diferencial e Integral. Daí em diante  a sua vida foi dedicada ao ensino de Cálculo. Todos os engenheiros civis e mecânicos, formados na Escola de Engenharia da UEMA, durante os seus trinta e cinco anos de docência, foram seus alunos.

               O seu maior divertimento era, quando ganhava um livro de matemática,  resolver todos os exercícios dele. Existem inclusive muitas histórias contadas por seus ex-alunos, como, por exemplo, ao mostrarem um exercício com o intuito de o testarem, ele respondeu: Rapaz, este exercício pertence ao livro tal, está na pagina tal e o resultado  tanto.  É um grande mestre,  um verdadeiro ícone do ensino da matemática.

            Uma de suas aulas mais brilhantes é a demonstração do teorema do Caos. A velocidade do seu raciocínio era algo espetacular, nunca se soube de alguém que conseguisse olhar um sistema de seis incógnitas, e de cabeça dar o resultado.

                Como engenheiro civil do Departamento de Estradas e Rodagens – DER tendo como diretor o Dr. José Carlos Duailibe, esteve à frente dos trabalhos de asfaltamento do trecho da estrada de Entroncamento à Chapadinha, ocasião em que passava muito s tempo em Itapecuru Mirim. Teve seu mérito reconhecido na cidade natal, com o nome gravado de uma rua na área residencial.

             O professor Raposo nunca faltou a uma única aula. Ele é um exemplo sabedoria e simplicidade, como todo gênio. Abaixo  algumas  homenagens que recebeu:

          − Turma de Engenheiros Civis “Benedito Santos Raposo” 1973-1978;

          Faixa do Ministério dos Transportes, quando foi diretor do  DER;

          − Medalha de Honra ao Mérito do CREA-MA 2006, como um dos  mais antigos Engenheiros dos Maranhão;

          Troféu de Jubileu de Pérola da Turma  Artur Bastos;

          Placa de Prata em 2012, Clube de Engenharia do Maranhão e CREA-MA  pelos 50 anos de formado;

          Patrono das turmas de Engenharia Civil nos anos de 1990 e 1992

Homenagem do DEMATI-UEMA por nunca faltar uma aula durante 35 anos – 2009.

Honra ao Mérito SECMA – 1995, pelos relevantes serviços prestados a Universidade Estadual do Maranhão.

Placa de Prata pela UEMA e Centro de Ciências Tecnológicas- CCT por relevantes serviços – 1999.

O professor era muito bem humorado, gostava de contar casos hilários dos seus alunos, com resultados incríveis!  Era admirados, por toda a classe acadêmica!

 O professor Raposo, foi convidado para ocupar uma cadeira na Academia Itapecuruense de Ciências e Letras, em 2011, por ocasião de sua fundação, e  em 2012, para  a Academia Maranhense de Ciências.  Declinou do convite de ambas as instituições,  atitude condizente com o seu espírito simples e desprovido de vaidades.

Benedito dos Santos Raposo, faleceu em 30 de maio de 2026, aos 92 anos de idade, deixando viúva, a Senhora Vera Baganha Raposo, filhos, netos e bisnetos.

                         Do livro Itapecuruenses Notáveis (2016) de autoria de Jucey Santana

 

 

 


quinta-feira, 28 de maio de 2026

LANÇAMENTO DA SEGUNDA EDIÇAO DE REMANSO

                                                                                    *Sara Cavalcante    

No remanso da memória
Hoje a emoção faz morada,
Jones Braga traz ao povo
Uma história eternizada.
Em páginas, fatos e lembranças,
Com respeito e gratidão,
Homenageia seu pai querido,
José Mercedes Braga então.

Homem simples de origem,
Mas gigante em ideal,
Que ajudou a construir
Nossa história municipal.
Filho da terra querida,
Da velha “Manga do Iguará”,
Levou no peito a coragem
Que o tempo não apagará.

Jones, filho admirado,
Hoje escreve com emoção,
Transformando a trajetória
Do seu pai em inspiração.
Cada página revela
A força de um cidadão,
Que fez da própria existência
Um exemplo pra geração.

E embora o escritor
Hoje não possa chegar,
Pois a saúde lhe impede
De aqui nos abraçar,
Sua presença permanece
Neste momento a brilhar
Pois quem escreve com a alma
Jamais pode se ausentar.

                             A segunda edição do livro Remanso, de autoria de José Mercedes Braga, foi lançado dia 23 de maio em Nina Rodrigues Maranhão. Acima uma homenagem da escritora Sra Cavalcante.

 

 


*Sara Coelho de Sousa Cavalcante, professora, poeta, cronista, natural de Nina Rodrigues (MA). Membro fundador da Academia Ninense de Letras e Artes - ANLA