sábado, 22 de outubro de 2016

PROGRAMAÇÃO AMEI NA FELIS




Dia 07 de novembro (segunda-feira)

14h – Lançamento: Livro ELETRÔNICA PAIXÃO de Artemise Galeno.
17h – Bate-papo: VIAGEM AO FUTURO – Escritores falam de suas obras ainda não publicadas – com Rayoline Cirino, Raysa Facuri, Gilmar Santos, Jeanderson Mafra e Heloísa Sousa, Histarley Monte Negro.
18h – Bate-papo: EXPERIÊNCIAS DE PUBLICAÇÃO DO PRIMEIRO LIVRO com Rayoline Cirino, Lorena silva, Duda Veloso, Déa Alhadeff, Nathalia Batista e Roger Rocha.
19h – Bate-papo: REALIDADE E FICÇÃO NAS OBRAS DE HELOISA SOUSA E AHTANGE FERREIRA com as autoras.
20h – Palestra: O SAGRADO FEMININO SEGUNDO YESHUA HÁ-NAZIR com o escritor e pesquisador SOHAM Jñana.

Dia 08 de novembro (terça-feira)

14h – Palestra: LITERATURA MARANHENSE NO CONTEXTO REGIONAL E NACIONAL com o professor e escritor Natinho Costa Fênix.
15h Oficina: CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS com a professora e escritora Heloísa Sousa.
18h – Bate-papo: DESAFIOS DA POESIA NA ERA DIGITAL com os escritores Eloy Melônio, Raysa Facuri e Antonio Melo.
19h – APRESENTAÇÃO MUSICAL: Hélio Bonfim ao som de violão e violino.
20h Relançamento: Livro SACRIFÍCIO de Duda Veloso.

Dia 09 de novembro (quarta– feira)

 15h – Contação de histórias: Livro O gato que queria ser sapo com a autora Cleo Rolim e A princesa e o sapo com a autora Assenção Pessoa.
16h Bate-papo: POESIA CONTEMPORÂNEA E EDUCAÇÃO com Antonio Ailton e Neurivan Sousa.
17h Relançamento: Livro A CENTELHA DE EROS de Felipe Castro.
19h – Lançamento do livro DIÁRIO DE UM CONTADOR DE ESTRELAS de Hélio Bonfim.
20h – Palestra: Yeshua Há-Nazir, o Jesus histórico com o pesquisador português SOHAM Jñana.

Dia 10 de novembro (quinta-feira)


14h – Contação de histórias: Livros As Aventuras de uma Gotinha D'agua e O Gatinho que não sabia miar com o autor Natinho Costa Fênix.
16h Relançamento: Livro EDUCAÇÃO FEMININA NO RECOLHIMENTO DO MARANHÃO: O REDEFINIR DE UMA INSTITUIÇÃO de Maria José Lobato Rodrigues.
17h Palestra: INCLUSÃO X LITERATURA com a escritora Sharlene Serra.

· 18h Lançamento: Livro CAMINHOS DO ITAPECURU: uma viagem pelo jardim do Maranhão de Tiago de Oliveira.
 19h – Relançamento: Livro BAILANDO NOS SONHOS. Lançamento: Livro TECENDO POESIAS de Kalil Guimarães.
 20h – Relançamento: Livro MARIANA LUZ: VIDA E OBRA de Jucey Santana e RESENHISTAS NA WEB de Brenno Bezerra.
Dia 11 de novembro (sexta-feira)

 14h – Contação de história: PEDRO MALASARTE com a escritora Edna Mendonça e AS PROEZAS DO FILHO DO PESCADOR com o escritor Antonio Melo.
 15h – Bate-papo: POESIA EM REDE: O ROMANTISMO NA PÓS-MODERNIDADE com os escritores Carlos Vinhorth, Jediael Everton, Mateus Borges e Rafaela Rocha.
 16h Relançamento: Livro PÉROLAS AO TEMPO de Rosemary Rêgo.
 17h Palestra: A SEXUALIDADE ENQUANTO COMPORTAMENTO com os escritores Histarley Monte Negro e Ahtange Ferreira.
 18h Lançamento: Livro SORAIA de Histarley Monte Negro.
 19h – Lançamento: Livro METAMORFOSE de Antonio Augusto.
 20h – Lançamento: Livro IDADE DA ÁGUIA de Sofia Tavares e RECITAL LÍRICO com Sofia Tavares e convidados.

Dia 12 de novembro (sábado)

 13h Palestra: A JORNADA DO ESCRITOR: CONSIDERAÇÕES SOBRE LEITURAS E ESCRITA com os escritores Lorena Silva e Mauro Cezar Borges Viera.
 14h Relançamento: Livro DO EU AO OUTRO: UM TRAJETO POÉTICO de Carlos Vinhorth.
15h Relançamento: Livro PREGOEIROS E CASARÕES de Antônio Guimarães.
 16h Lançamento do livro PALAVRAS SONÂMBULAS de Neurivan Sousa.
 17h Bate-papo: SER ROMANCISTA NO MARANHÃO com as escritoras Nathalia Batista, Duda Veloso, Déa Alhadeff e Rayoline Cirino e Lorena Silva.
 18h Relançamento: Livros NATURALMENTE te Amo e A SENHORA E O LAVRADOR de Jediael Everton Cutrim.
 19h – SARAU POÉTICO: recitação de poemas com os escritores Jedial Cutrim, Carlos Vinhorth, Jeanderson Mafra, Anna Elizandra, Sharlene Serra e Felipe Castro.
 20h – Palestra: POR QUE LER FRANZ KAFKA? com o escritor Saulo Barreto.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A BOITE GUARACY


E ROBERVAL VIANA ALMEIDA

         Por: Nato Lopes

        Quando a radiola tocava “Quanto tempo de sonhos perdidos / Quanto tempo (?) esquecidos / É melhor nem lembrar / Eu pensei que sabia de tudo...”, meus amigos já sabiam “Nato Lopes tá na boite”.  BOITE GUARACY.

 Nos anos 60, no Itapecuru Social Clube, não era permitida a entrada de negros, mulheres “separadas”, mães solteiras etc..

      Bruno Almeida, pai de Roberval, fundara o Ideal Clube, que atendia a esses membros da sociedade, com um local de diversão e lazer.

 Nos anos 70, Roberval Viana Almeida, retorna de São Luís, onde fazia seus estudos, inaugura a famosa “Luz Negra”, traz os jogos de luzes psicodélicas, momento em que muda o nome do Ideal Clube para BOITE GUARACY, estreando a música eletrônica, cuja radiola pertencia ao Senhor Patrício, parente próximo do Sr. Simplício Belfort.

       Com a grande aceitação dos novos estilos musicais, melhor estrutura física, pinturas de efeitos fluorescentes, a Boite Guaracy tornou-se ponto de referência para todos os gostos, sem distinção de cor ou posição social.

Um ponto de encontro para dançar, beber uma cervejinha, e conhecer novos amigos. Roberval criou também os festejos juninos na Boite, com o tradicional casamento caipira, sendo os noivos mais famosos: Walter do Departamento  como era conhecido e Maria de Seu Abdom, como era chamada. Os bailes aconteciam nos fins de semana, com vesperais aos domingos. 

 Êta tempo bom!

Bebi minha cerveja, fiz amigos, dancei e namorei dali saí pra casar, ali comemorei minha eleição para Vereador. Saudades dos velhos tempos.
Muito obrigado Adalgisa Viana Almeida.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A FESTA DA CRUZ


ATÉ  QUANDO?

             

Por: Jucey Santana
Mais um ano que a família Nogueira se desloca de São Luís para proporcionar aos itapecuruenses da tradicional Festa da Santa Cruz. Cabe-nos o questionamento, até quando teremos esta festa?
A Festa da Santa Cruz é uma das mais antigas e populares do calendário religioso de Itapecuru Mirim, ficando atrás somente do festejo de São Patrício  de Kelru.  De origem incerta, com informações a partir do trabalho abnegado de Francisco Antônio Gonçalves que durante mais de 50 anos,  fez da Festa da Cruz o maior evento religioso de toda a região.
Em 1862, quando foi nomeado sacristão do padre Francisco José Cabral, (Publicador Maranhense, 10.5.1882), o Alferes da Guarda Nacional, Antônio Francisco de Sousa Gonçalves, assumiu a coordenação como “Mordomo” da Festa da Santa Cruz. Não se tem notícia se a festa teve origem naquela época.
Antônio Francisco Gonçalves mobilizava toda a sociedade para  com as “Comissões Organizadoras” das noitadas. A festa durava nove dias, (novenário) e eram feitas as chamadas nos jornais de circulação da época com antecedência de três meses, juntando grandes multidões das redondezas e da capital.
Antônio Francisco Gonçalves, “reconstruiu e arborizou” a capela de Santa Cruz, no largo  (Pacotilha, 20.9.1887 e  Diário do Maranhão, 23.11.1879) e figurou como encarregado até 1908 (Pacotilha, 20.7.1908).

Em entrevista com octogenários conterrâneos, estes afirmam que “o povo antigo” falava da capela da Cruz, lá para o “o caminho do Pau de Arara”.  Talvez no local do Grupo Gomes de Sousa ou logo depois deste.
A partir de 1910 assumiu a coordenação da Festa os comerciantes Marianno Borges de Lima Castelo Branco e Salustiano Castelo Branco Silva que ficaram à frente dos comissionados por alguns anos assumindo a liderança do festejo, as famílias Sitaro e Bezerra a partir dos anos 20.
O comerciante e político Francisco Garcia Nogueira casado com Hilda Sitaro Bezerra foi mordomo responsável pela Festa da  Cruz, por mais de 40 anos, até a sua morte em 1972. Com o falecimento do “velho” Chico Nogueira  a festa entrou em declínio. Por alguns anos  não foi realizada.
Porém os familiares do  Chico Nogueira, retomaram o compromisso com o festejo e  continuam  organizando a festa no mês de outubro. Infelizmente o evento não tem o mesmo brilho de outrora.
Apesar de residirem fora de Itapecuru, cada qual cuidando dos  interesses pessoais, no mês de outubro a antiga  casa da família na praça da Cruz, construção da época da gestão do  prefeito Bernardo Tiago de Matos,  continua abrindo suas portas, quando  se reúnem em Itapecuru para celebrar  a Cruz.
Vale frisar que as festas religiosas de Itapecuru Mirim eram administradas por famílias influentes. A antiga Festa de Santo Antonio, (trezena), era considerada uma das grandes festas da região, tinha por  responsável Antonio Gabriel, filho de escravos, mais conhecido como  Velho Bié. A festa se realizava na antiga capelinha, onde atualmente é a substação da Cemar. Nos anos 40 a 50 a festa  desapareceu. O festejo de São Benedito era de responsabilidade de  Abdalla Buzar Neto e sua família.
A Festa do Espírito Santo era realizada por  Raimundo Francisco Veras, a de Nossa Senhora das Dores pelo casal Dominho e Cirene Sitaro e a  de São Vicente de Paulo, pela Confraria dos Vicentinos. Com o desaparecimento das famílias mantenedoras, as festas, gradativamente entraram em declínio.