sábado, 7 de agosto de 2021

VIXE...

     Odarci Mesquita

 

Vixe...

Quanto espaço no coração, 

Para deixar bem acomodado,

O morro da igreja de São Sebastião

 Cheio de palmeiras de carnaúba 

Compondo uma paisagem muito

 Própria e comum do meu torrão

A celebração no mês de janeiro

Da novena do padroeiro

Com alvorada animada pelo Jazz Santa Cecília

Orquestra formada por músicos 

Da terra, conterrâneos queridos

 Admirados por todos

À tardinha estavam novamente 

No largo da Igreja

Promovendo a alegria e animação

 Aos devotos de São Sebastião

 Das noites de lua

Subindo o morro da igreja

De mãos dadas com meus pais

Mãos firmes, fortes e protetoras

E assim íamos transpondo as dificuldades

Do terreno cheio de pedras e piçarra 

Para assistir e participar 

Da celebração das ladainhas em latim 

Todos contritos respondendo “Ora pronobis”

 

Eventos religiosos com Hinos cantados por Dona Nadir Figueirêdo

Acompanhada pelo som da Rebeca tocada  pelo Músico “seu Coelho”

E no violino maestro “seu João Câncio”

 

Os avisos importantes publicados 

Através da Voz Iguará, comandada 

Pela potente voz, respeitada e

Reconhecida, à seis da tarde

Hora sagrada e

Todos paravam para rezar

 E ouvir "Ave Maria".

 

Vixe...

Se mexer ... e sacudir... Mais um pouco...

O coração transbordará

E sairá mais e mais lembranças

 

Vixe...

Obrigada a você

Que já sabe que essas Lembranças são da meu

Torrão ... Vargem Grande-Maranhão

Minha querida cidade berço 

Que me proporcionou

Uma infância muito feliz.

 

 

 


Odarci Mesquita de Sousa, poeta, cronista e pesquisadora, nasceu em Vargem Grande (MA), em 21 de abril de 1946. Filha Francisco Alvino de Mesquita e Esperança Gonçalves de Mesquita.

Publicou em 2015 a obra memorialista, Arquivo de Lembranças,  que relatas suas memoria em sua cidade natal – Vargem Grande. Membro fundador da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, ocupante da cadeira nº 24 patroneada por Sebastião Cardoso Martins, Seu Batim.

 

         Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), pagina 72,  organizado por Jucey Santana


 

domingo, 25 de julho de 2021

NAQUELE SOFÁ

 Mr. Henri

 Hoje eu acordei e lembrei daquele dia que eu te beijei pela primeira vez, lembra?

Você estava com aquele vestido vermelho que tanto gostava, teus óculos esquecidos em cima do sofá e lendo um livro, seria "Como eu era antes de você"? Não lembro, mas você estava com um olhar diferente, você me olhava como se eu fosse uma pedra preciosa que tu querias muito. Naquele momento eu percebi o quão apaixonado estávamos um pelo outro. Eu te beijei, ou será que foi você? 

No calor do momento, nossas almas se entrelaçaram a ponto de eu me perder no delírio do universo. Borboletas dançavam balé clássico em meu estômago, seu coração estava tão acelerado como o bater de asas de um beija flor, a sua pele era macia como pêssego, teus olhos refletiam o mais puro e sincero amor. Foi ali, naquele sofá, que eu soube que queria passar o resto da minha vida do teu lado e foi ali que demos o primeiro passo, para um final feliz. Ou será que não?

 

 


*Harryson Guilherme Moraes Andrade   "Mr. Harry", professor, poeta e cronista, filho de Anilson de Sousa Andrade e Cleiciane dos Santos Moraes, nasceu em Vargem Grande (MA) em 15 de janeiro de 2001. É graduando  em Física na Universidade Federal do Maranhão - UFMA.   Romances são suas minhas preferências literárias, ama escrever sobre minhas próprias experiências amorosas.  É romântico,  produz pequenos contos e crônicas. Agradece a professora Alzira Carmargo que foi sua  orientadora na escola Raulina, e o encaminhou para o mundo da leitura e escrita. Escolheu o nome literário de Mr. Harry, que se identifica.

 

 

sábado, 17 de julho de 2021

POSSE DO DESEMBARGADOR TYRONE JOSÉ DA SILVA NA ACADEMIA DE LETRAS DE VARGEM GRANDE

                                                     Discurso da Posse

- Senhora Presidente Jucey Santana

- Eminentes membros desta Academia

- Prefeitos e Vereadores

- Demais autoridades

-Amigos da cidade de Vargem Grande e de Presidente Vargas

 


        
É com muita honra e orgulho que assumo a cadeira n. 40 desta Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, núcleo de Presidente Vargas,  que tem como patrono o  insigne  Dr. Antônio José Cassas de Lima.

        Devo dizer que essa distinção que me foi conferida por proposta da ilustre Presidente desta Casa de Letras e Artes, a quem manifesto meu profundo agradecimento,  justifica meu apego e apreço que sempre tive pelas letras e pelas artes. Não só no exercício diário do estudo que a profissão me obriga, mas pelas incursões na nossa literatura e nas artes, estas  notadamente no viés musical, além do prazer que sempre me traz em exercitar a externação de minhas opiniões em artigos ou trabalhos na área técnica.

    Honra-me mais ainda representar o patrono da cadeira, Dr. Antônio José Cassas de Lima, homem da mais alta envergadura como pessoa humana e como profissional. Além de ser um verdadeiro apaixonado pelo futebol, onde foi jogador, médico e dirigente.

        Dr. Cassas de Lima, como era mais conhecido, nasceu nesta cidade de Vargem Grande, no dia 02 de fevereiro de 1942, tendo falecido em junho de 2019. Foi casado com dona Maria da Graça Sousa Cassas de Lima, tendo três filhos: Vinícius, Ulisses e Geovane. Era médico ortopedista e integrante do quadro docente da Universidade Federal do Maranhão, onde ministrava aulas para os cursos de Medicina e Educação Física.

Como já dito, Dr. Cassas tinha também grande amor pelo futebol, tendo sido Presidente do Moto Club de São Luís, e Vice-Presidente da Federação Maranhense de Futebol. Foi também um dos precursores da projeção do futebol maranhense para o resto do Brasil e para o mundo, quando, inclusive, chegou a encaminhar um jogador  maranhense para o futebol europeu, onde alcançou  grande sucesso. Mas o que mais exerceu com afinco, foi a medicina esportiva onde dava assistência não só aos jogadores do seu clube, mas a qualquer atleta que o procurasse, principalmente com lesões ou outras complicações ortopédicas.

        Deve ser destacado também, que o Dr. Cassas tinha um lado humano muito sensível, disponibilizando sempre algum tempo para atendimento sem qualquer custo  de pessoas mais humildes. Chegou até a ser referido como médico dos pobres.

            Esse era, portanto, o patrono da cadeira que ora represento.   

            Envaidece-me também ser incluído nesse tão seleto grupo de cultura e arte, como integrante da sociedade presvarguence. De fato tenho imensa satisfação nessa presença de mais de 35 (trinta e cinco) anos, com a comunidade do Município de  Presidente Vargas, que se não sou filho genuíno,  criei raízes de convivência e amizade, onde inclusive desde essa data tenho propriedade, o que me faz considerar ser filho da terra. Circunstância essa, inclusive,  hoje simbolizada com a recente outorga do título de Cidadão do Município, que a Câmara  Municipal me concedeu.

         Quero aqui então,  nestas breves palavras enaltecer alguns trechos da história de Presidente Vargas.

         Presidente Vargas, cujo nome foi efetivamente em homenagem ao presidente Getúlio Vargas, nasceu do povoado Santa Luzia dos Daréu, então pertencente ao município de Vargem Grande. O nome do então povoado decorreu da antiga família proprietária de várias áreas de terras no lugar, inicialmente com a Sra. Maria Francisca Frazão Mendes, conhecida como Inácia Frazão, e logo a seguir o seu filho Pedro José Frazão, conhecido como “Marjó Pedro Daréu”, que fundou  o povoado  o qual passou a chamar-se “Santa Luzia dos Daréu”. O Sr. Pedro Daréu, veio a falecer em janeiro de 1944.

          Daí outras famílias se destacaram como a dos Uchôa, Mendes, Gomes, Pintos, Bezerras, Mendonça e Nicácio. Em 1962 algumas  lideranças, que então integravam a Câmara Municipal de Vargem Grande, resolveram criar o Município de Presidente Vargas, o que se deu pelo Lei Estadual n. 2.376 de 09 de junho de 1964, tendo o Município, contudo sido instalado apenas em 13 de fevereiro de 1965, data em que se, comemora seu aniversário. Tendo como padroeira  Santa Luzia.

         Finalizando, renovo meus agradecimentos aos eminentes membros dessa Academia que me alçaram à sua composição, meu agradecimento especial a nossa Presidente a pesquisadora  Jucey Santana por minha indicação, agradecendo também a presença dos amigos e de todos aqui presentes, saudando também aos demais empossandos nesta oportunidade, ficando meu compromisso de tudo fazer para corresponder a confiança e contribuir para cada vez mais engrandecer a nossa Academia.

Obrigado

quarta-feira, 14 de julho de 2021

EFEMÉRIDES IGUARAENSES

                    MÊS DE JULHO

        01.07.1935. Nomeada prefeita de Vargem Grande a professora Hildenora Gusmão Castelo Branco, pelo Interventor Antonio Martins de Almeida. Foi a segunda prefeito do Maranhão;

         01.07.1956. Inauguração da ponte de concreto sobre o Rio Itapecuru Mirim, que trouxe progresso para toda região. Antes o transporte era feito no lombo dos cavalos, burros ou em barcos a vapor pelo rios Itapecuru ou Munim-Iguará;

          02.07.1910. Nascimento do padre Raimundo Amorim Carvalho, na cidade de Pedreiras, Maranhão. Foi pároco de Vargem Grande, Nina Rodrigues (Manga) e Presidente Vargas (Santa Luzia) de 1947 a 1970,  ou seja 23 anos;

          07.07.1825. Confirmação da patente de Alferes do Regimento de Infantaria de segunda Linha da Ribeira do Iguará a Francisco Anonio Brandão; 

         09.07.1989. Nascimento do    professor e    poeta Wesley Sousa    Silva Costa, membro fundador da AVLA, cadeira 19;

        12.07.1979. Nascimento de André Luis Silva, membro fundador da cadeira número 11 da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes;

        14.07.1845. A VILA DA MANGA, ANTIGA SEDE DO IGUARÁ FOI TRANSFERIDA PARA VARGEM GRANDE JUNTAMENTE COM A FREGUESIA DE SÃO SEBASTIÃO, NA CONFORMIDADE COM A LP Nº 203;

          4.07.2019. SOLENIDADE DA FUNDAÇÃO DA ACADEMIA VARGEM-GRANDENSE DE LETRAS E ARTES – AVLA;

         17.07.1906. Falecimento em Paris, do médico e cientista, Rai- mundo Nina Rodrigues, patrono da cadeira 4 da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes;

        17.07.1922. Morreu o farmacêutico, músico, tabelião e Promotor Público de Vargem Grande, Horácio Manoel Gonçalves;

        18.07.1841. Designação do título nobiliárquico de Barão de Caxias, ao coronel Luís Alves de Lima e Silva pela pacificação do Maranhão na Guerra da Balaiada;

       18.07.1859. Criada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Manga do Iguará, pela LP nº 540. No local houve três freguesias: a primeira sob a invocação de Nossa Senhora das Dores, em 01 de março de 1805, por sentença do bispo Dom Luis de Brito Homem. Essa freguesia perdurou até 08.05.1833, com a criação da freguesia de São Sebastião do Iguará pela LP nº 13.   Com     a mudança desta juntamente com sede da vila para Vargem Grande em 14.07.1845, houve a necessidade de criação de outra freguesia nas terras da Manga do Iguará; 

        19.07.1954. Recriada a Comarca      de primeira  instancia de Vargem Grande, pela Lei Estadual nº 1.225; 

         21.07.1870. Elevação ao status de cidade da vila de Itapecuru Mirim pela Lei Provincial n° 919;

        22.07.1972. Nascimento da professora e escritora, Maria do Rosário Pompeia Figueiredo de Oliveira, acadêmica fundadora da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes;

         24.7.1854. O Presidente da Província sancionou a LP 367, liberando 400$000 (quatrocentos mil réis), para a construção do arco e da capela mor da Igreja de Nossa Senhora do Rosário que servia de paróquia de Nossa Senhora das Dores de Itapecuru Mirim, na gestão do clérigo, Camillo Henriques Lellis Pacova, também vigário de Vargem Grande;

       30.07.1807. Outorga da  Carta Patente de Capitão   do Mato do distrito de Iguará a João Ferreira Couto, o João Bunda, líder do movimento da Adesão do Maranhão a Independência do Brasil. Patrono da cadeira nº 03 da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes.

 31.07.2002. Falecimento da prefeita de Vargem Grande, Ana Maria Nascimento Fernandes, tendo sido gestora de 1997 até a data do seu falecimento;

 

Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), pag. 309. Organizado por Jucey Santana.