quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

TERRA ONDE NASCI E RENASCI

 *Darliane Figueiredo

 

Meu coração sempre pulsa aqui

Em Presidente Vargas dos Jaborandis 

Foi aqui que meu umbigo foi enterrado 

E meus estudos foram iniciados

Foi aqui que meus amigos foram eternizados... 

Momentos com a família confraternizados

E aqui quero ser enterrada.

 

A felicidade e paz reina aqui

Nesta cidade fundada nas margens do Rio Munim

Terra de Pedro Daréu, Emanoel, Rafael, Gabriel e Miguel

Pessoas que temos que  nos orgulhar,

 Do meu patrono tenho muito a falar

Mas prefiro resumir, tudo que ele fez já fala por si.

 

Horácio Manuel Gonçalves Junior (1916-2000)

Aos 4 dias do mês de fevereiro de 1916 na cidade de Vargem Grande, 

nasceu Horácio Manuel Gonçalves Junior, 

filho de Horácio Manuel Gonçalves e Esperança Magalhães.

Casado com Celestina tiveram cinco filhos: Rosa Amélia, Carlos Augusto, Delmira Ribamar e Lúcia. Horácio residiu em Vargem Grande, Povoado Leite e Presidente Vargas até o seu falecimento no dia nove de fevereiro de dois mil e dois.

 

Exercendo vários cargos e funções no município de Presidente Vargas,

 contribuiu grandemente para o desenvolvimento desta nação.

Foi Secretário Municipal de Educação, professor,

 chefe de Tributação, colaborou na organização e 

mapeamento das ruas e avenidas deste torrão.


E no futuro de vários cidadãos, a ele eterna gratidão.

Presidente Vargas não depende mais do jaborandi

O solo fértil daqui produz pequi, açaí, maxixe e murici, 

Produz a mandioca, feijão, pepino e milho que faz pipoca Vende farinha, coco babaçu, pimenta e urucu

Sem falar do chibel, cafofa e cuxá pra quem tem fome e sustendo do homem

Quem nos visita precisa provar a culinária deste lugar.

 

Os filhos desta terra são lavradores, professores, engenheiros, 

advogados, enfermeiros, comerciantes, motoristas e doutores.

Jovens corajosos que vão para capital estudar

Almejando melhores vida e ajudar a família e a PV de açúcar. 

Dói o coração, ver jovens indo embora por falta de opção, falta trabalho, oportunidade e educação. 

Vão... mas com objetivo de voltar com melhores condições, ajudar a família na construção ou mandar dinheiro na precisão.

 

Quem gosta de festejar, aniversario, carnaval e São João.

Dia da emancipação e 13 dia de procissão de santa Luzia Padroeira 

e protetora da visão. 

Que dar luz para nossa vida e coragem para nossa nação.

Aqui você não vai encontrar o luxo de outro lugar,

 mas tem praça para namorar, comercio para comprar, delegacia pra quem aprontar, correios para postar, escolas para estudar, hospital para consultar, Rio Salgador para banhar, lotérica para apostar, banco para sacar dinheiro pra gente gastar.

 

Este foi o chão onde brinquei, infância de pé sem chinelão, com toda vizinhança sem distinção, brincava de casinha, boneca e de pião.


Competia na bete, queimado, elástico e corda, sem celular,

Mas não era só diversão, frequentamos catequese, crisma, missa, romaria com procissão.

Até aparecer os circos e parque de diversão.

Fomos batizados, crismado e abençoados pelo Espírito Santo 

na novena do divino e nas Santas Missões.

 

A noite é difícil explicar, o céu tão estrelado

Que não se encontra em outro lugar,

 De tão lindo quem chega se encanta

Torna-se namorado e vem pra cá morar, 

Construir família e trabalhar

Senti o carinho, aconchego do lar, troca a correria,

Pela calmaria e simplicidade deste lugar.

 

Será que já saiu o progresso

Ou foi tudo ilusão. Será...

Que a Presidente Vargas tão sonhada 

Há tanto tempo assinada

Não foi o fim da exploração?

Hoje dentro da realidade

Onde está a liberdade desta cidade

Que não consegue se livrar de políticos charlatão.

 

Eu sou quilombola, sou pescador, sou lavrador

Vou comer na cozinha do meu compadre ou do senhor

 Levar roupa no mocambo com minha comadre

Que quando chega a visita, oferece fartura de verdade

 Povo forte, sem vergonha e medo da morte.

Povo sofredor, sem cultura e lazer, que vive padecer.

 

Guardo na memória a PV de açúcar

Só de lembrar felicidade me impregna, saudade me alucina


E como um fetiche tutelar no centro dos meus sonhos está cidade estar

Cidade de mistura de roça, de trabalhos na feira da praça, 

Do povo trabalhador, que dar valor a honestidade do labor.

 

Aqui nesta boa terra, de solo fértil e frutífero

Já passaram freiras, bispos e cardeais que com bonança, 

Pregou a esperança que com fé venceremos a ganância 

Passou as santas missões populares que com fé, alegria

E brava militância, rejuvenesceu nossa Cafofa sem matança.

 E hoje Santa Lúcia fulge e brilha alta bonança.

 

Lá estão os meus parentes, que lutam e seguem em frente,

 Sem receio ou temor de resistir a dor,

Dor da morte ou dor da fome, que não importa como

Um dia meu filho vira homem, e há de lutar

Não importa o preço que vai custar

Mas a realidade de sua cidade ele vai mudar.

 

Numa mesma emoção, lutaremos pelo cumprimento

Da constituição e convoco toda massa para que não aceite 

Ser enganados nem de graça.

Como esquecer dos artistas deste lugar 

Cantores e dançadores de tambores Casais do São Gonçalo ou das quadrilhas

Índias do bumba meu boi com sua beleza brilha

E sem contar da dança do coco é cocar que o melhor do coco é quebrar.

 

Terra das Marias, dona de casas e boia fria 

Mulheres de fibras, que cumpre sua missão 

Limpa casa, lava e soca o arroz no pilão

Ainda sobra um tempinho pra assistir televisão


 

Ou sentar na porta para saber da informação

 Cuida do lar, dos filhos e vai para reunião

Deixou de ser Amélia, hoje tem outra profissão.

 

Rogo a Deus para nós iluminar

Faísca de amor purificador para abençoar este lugar

Tão sofrida e explorada na mão de quem não amar

 O povo vive a lamentar,

Entra e sai governo e ela nunca de melhorar

Sofre nas mãos de ambiciosos que só conseguem enxergar ela como fonte de exploração, corrupção e negação do mínimo que o povo precisa.

 

Muito prefeitos passaram e muitos virão

Mas até hoje pulsa no coração um desejo de união

Alguém que olhe com carinho para a população,

Que lute como leão e seja honesto ao trabalhar com coração

E nos dar uma cidade limpa, organizada e bem administrada.

 

Não vamos perder a esperança

Há de vim dias melhores para esta criança

Que um dia se livrará do opressor e explorador.

Oremos por piedade, misericórdia e oportunidades

E o bom jesus tenha compaixão, bondade e generosidade

Que nos livres das falsas promessas e nos der felicidades.

 

Tenho muito a agradecer a este lugar

Que tenho orgulho de apresentar a quem vem visitar. 

Sua história podemos transformar

Cidade hospitaleira, de gente trabalhadora e guerreira 

Peço a Deus para abençoar este lugar

Protegê-la das mazelas e violências, das drogas e poluição 

Que possa ganha progresso e novas oportunidades.

 

 

 

DARLIANE FIGUEIREDO


*Darliane Cristina Bezerra Figueiredo, nasceu em Presidente Vargas (MA), filha de Miguel Rodrigues de Figueiredo e Maria do Amparo Bezerra Figueiredo, nasceu em 23 de Junho de 1990. Graduada em Pedagogia e História é graduanda em Psicologia. Durante os dez anos de atuação profissional fez várias especializações no segmento educacional, como: Gestão, Supervisão e orientação educacional, Estudos Étnicos Raciais no ambiente escolar, Atendimento Educação Especializado e Educação Inclusiva entre outras. Como funcionária pública, trabalhou em várias cidades no Maranhão, como: Nina Rodrigues, Presidente Vargas, Vargem Grande e Chapadinha.  Atualmente trabalha em São Luis, capital do Estado.

Sua paixão pelo mundo das letras surgiu com 12 anos, quando ganhou o concurso de redação da Fundação FUNORTE. Darliane gosta de estudar, ler, escrever, ouvir músicas, estar com a família, amigos, e produzir trabalhos científicos e no passatempo ama viajar e conhecer festivais pelo Brasil. É membro fundador da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, criada em 14 de julho de 2019, ocupante da cadeira 25, patroneado por Horácio Gonçalves Júnior.

 Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), pag. 39, organizado por Jucey Santana.

A JORNADA

 *Ailson Lopes

 

Em 2004 me aventurei a conhecer a festa de São Raimundo de Mulundus em Vargem Grande. Me reuni com alguns amigos da nossa iniciante tão sonhada banda de rock e lá fomos nós. Éramos adolescentes e curiosos com aquele evento que levava multidões de romeiros de Itapecuru Mirim. A ideia era levar a nossa pequena banda de rock e conseguir uma apresentação lá.

 

Não foi nada fácil conseguir a autorização dos meus pais,

mas, enfim, lá fomos nós...

 

Os itapecuruenses se deslocam em massa para Vargem Grande, com o benefício da prefeitura decretar ponto facultativo para favorecer os romeiros funcionários.

 

Acompanhamos a tradicional romaria dos devotos, nos aventurando naquela andança a noite toda, quebramos os chinelos, com calos nos pés, mas ninguém pediu arrego. Chegamos quase ao amanhecer no povoado Paulica, na véspera da missa dos romeiros, do penúltimo dia do festejo e seguimos direto para Vargem Grande.

 

É sempre impressionante a multidão de devotos que vem de todas as partes do Brasil para pagar suas promessas ao “Santo” milagreiro dos vaqueiros, tão conhecido por todos os católicos. Na última semana de agosto a cidade fica pequena para receber além dos devotos milhares de visitantes entre turistas, políticos da região em busca de apoio eleitoral, vendedores, clérigos, artistas e aventureiros na expectativa de tirar vantagens pecuniárias do festejo uma das maiores manifestações de fé popular do Maranhão. Deslumbrei-me diante da magnitude do evento, para mim tudo era novo.

 

Apresentamos nossa banda no largo da igreja, eu o amigo Jonh e mais dois amigos da banda. A nossa avaliação depois do nosso acanhado “show” era de “sucesso” total.

 

Ao final da apresentação, fomos então desfrutar dos entretenimentos que a cidade de Vargem Grande nos proporcionava, com atrações para todos os lados e ao gosto de cada um. Visitamos diversos locais entramos e saímos de festas em festas, enfim nos divertimos com o que mais gostamos: “músicas”.

 

Somente ao nascer do sol, retornamos para o local de repouso para recuperar as forças já que a jornada ainda não tinha acabado. Depois de abastecidos com um bom desjejum e algumas horas de sono, porque “ninguém é de ferro”. Visitamos a histórica cidade de Nina Rodrigues, antiga Manga do Iguará local de importantes acontecimentos histórico ocorridos no século XIX, com atrativos especiais aos turistas, como sua rica memória e um balneário extraordinário formado pelos Rio Iguará e Munim, servido por dezenas de restaurantes de comidas regionais, local im- perdível para os romeiros de São Raimundo. Retornamos ainda com tempo de ver a saída da procissão e fazer nossas orações no Santuário de São Sebastião. Foi um acontecimento marcante na minha vida, o registro da grande devoção popular à São Raimundo dos Mulundus.

 

 


*Ailson Lopes Costa,
itapecuruense, musicista, compositor, artista plástico e cronista. Acadêmico dos Cursos de História e Pedagogia, foi instrutor da Escola de Desenho da Casa de Cultura Professor João Silveira de 2014 a 2017, é membro fundador da banda de Rock Alternativa dirigida pelo escritor e poeta Junior Lopes.

Como cronista participou do Púcaro Literário I (2017) e Púcaro Literário 200 anos de Itapecuru Mirim (2018). Publica constantemente suas crônicas no blog literário da escritora Jucey Santana. É membro efetivo da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes (AICLA), ocupante da cadeira nº 39 patroneada pelo músico Bertulino Campos.

 

Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), pag. 86. Organizado por Jucey Santana.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A ESCRITORA SAMIRA FONSECA LANÇA LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DA LEGIÃO DE MARIA EM ITAPECURU

   No dia 18 de dezembro de 2020, no Salão de Formação Paroquial Edel Quinn, aconteceu o lançamento do livro Legião de Maria: a história do exército mariano em Itapecuru-Mirim, da escritora Samira Fonseca. O livro trata sobre o contexto histórico do grupo religioso fundado em 1960 na paroquia de Itapecuru-Mirim por padre Albino Campos e mais nove fiéis católicos. A Legião de Maria ajudou a paróquia a expandir a fé católica na cidade, por meio da construção de capelas nos bairros distantes do centro da cidade e propagando o evangelho de porta em porta.   

A escritora, que é membro da Academia Vargem- grandense de Letras e Artes – AVLA, passou dois anos coletando no acervo legionário documentos que viessem a fundamentar o resgate da memória oral dos membros do grupo, o que resultou em um maravilhoso livro de 172 páginas contendo um belíssimo acervo fotográfico dos legionários de Itapecuru-Mirim, desde a fundação até os dias atuais.

O lançamento se deu depois da bênção do diácono Railson Lima, estavam presentes, além dos legionários, fundamentais para a pesquisa, o imortal e artista plástico Beto Diniz, o qual fez a ilustração da capa; o também imortal da AICLA Júnior Lopes, o professor e poeta Theotonio Fonseca de Sousa, professores da rede municipal e estadual, acadêmicos de Letras da Universidade Estadual do Maranhão e o secretário de educação de Presidente Vargas e imortal da AVLA, Hilton César, se fez presente representando o núcleo de Presidente Vargas e a presidente da casa de Nina Rodrigues, Jucey Santana. 

 A escritora disse estar feliz pela realização desse resgate histórico da catolicidade do município e declarou em uma rede social: “Foram muitas histórias coletadas da memória oral desses homens e mulheres que construíram a história desse grupo, mas o que me deixou mais alegre foi encontrar nas primeiras atas do grupo, o nome de Raimunda Nonata Nascimento Fonseca, minha bisavó. Foi como se Maria Santíssima tivesse a colocado no grupo, para que 60 anos depois uma descendente viesse a escrever como tudo aconteceu”.


30 ANOS DO JORNAL DE ITAPECURU

      

        *Gonçalo Amador

Tudo começou quando eu recebi a visita do jornalista Cordeiro Filho em minha residência em Itapecuru Mirim, no início do mês de outubro de 1990. Havia acabado de sair do Jornal Imparcial, onde trabalhei durante muitos anos e adquiri muita experiência. Anos atrás havia trabalhado com o Cordeiro Filho, nas edições do livro “Perfil do Maranhão” e desde então  cultivamos uma sólida  amizade que muito me orgulho, razão pela qual ouvia com atenção  suas ponderações e conselhos. Na citada visita, ao observar o desenvolvimento  da cidade, meu amigo me estimulou a investir em um periódico na região. lembro-me ainda as suas palavras:

- Gonçalo, porque você não faz um jornal em Itapecuru? Veja como a cidade cresceu, está com ares de cidade grande, com muito movimento e o comercio em expansão. Você tem  conhecimentos para isso   e com certeza, conseguirá muitos patrocínios.

Aquelas palavras  me despertaram  e fiquei idealizando como faria para pôr em prática a sugestão do dileto amigo.

Surgiram dois nomes importantes naquele momento, Benedito Buzar que era o secretário de Estado da Cultura, ao qual dirigi-me e contei sobre o  projeto; prontamente, ele disse que era louvável a minha ideia de fazer um jornal, chegou até a me prometer uma ajuda na medida do possível, e, assim, ele cumpriu a promessa, sempre redigindo textos de grande importância cultural para colaborar com as edições do jornal de Itapecuru; dificilmente saía uma edição sem que houvesse um artigo  de Benedito Buzar, tinha, inclusive, leitores que faziam questão de comprar um exemplar do JI se estivesse falando de Buzar, alguns falavam que o jornal só sairia com o apoio de Buzar, concordava e sou grato a ele, que sempre me apoiou.

Lutei para realização do projeto da fundação do Jornal em tempo record sob a orientação dos dois amigos os jornalistas Cordeiro Filho e Benedito Buzar em todo o mês de outubro de 1990 e do   dia 23 de dezembro do mesmo ano, fizemos o lançamento da 1ª edição do JI no Itapecuru Social Clube.

O Senhor Benedito  Nascimento Coroba, recém formado em direito,  foi um dos primeiros entrevistados pelo Jornal. Ele sempre   demonstrou um grande respeito pelo nosso trabalho. Sempre que o entrevistava  ele estava costumava estar acompanhado do saudoso José Jorge,  de Tarcísio Chaves, o popular T Chaves, de José Henrique   e de Abizais, seus grandes amigos,  dentre outros nomes.  

Ao longo destes 30 anos de existência o Jornal já contou com inúmeros colaboradores entre os quais, Diógenes e Maurício, que escreviam a coluna “Itapecuru Night”, que falava da vida noturna na cidade. O saudoso jornalista Coracy Gomes escreveu a “Coluna Presença”, que falava de política e empresários. Em dezembro de 2020 o JI completará 30 anos de circulação, isto sem nenhum registro trabalhista ou até mesmo pedido de resposta, passamos por altos e baixos, mas continuamos na mesma estrada e jamais fugiremos dos nossos objetivos, de levar informações à população, com ética, honestidade, sem tendências de qualquer natureza, cultivando amizades ao longo destes 30 anos.

Registramos muitos momentos importantes como a  festa de aniversário de um ano do Jornal, ocasião que recebemos o apoio do governo do estado, publicando as ações do governo.

O evento ocorreu  na praça Gomes de Sousa, no centro de Itapecuru Mirim, com várias atrações culturais, da região e da capital. Como, dança do coco,  tambor de crioula tambor de mina, show musical  entre outras atrações. Ao completar 5 anos, em 1995, foi realizada outra grande festa, com homenagens aos parceiros ocasião que foi instituído o certificado de “Amigo do JI”, em que várias personalidades foram contempladas.

Outras datas que comemorativas festejadas em alto estilo foram os 25 anos do JI que contou com a participação dos membros da Academia de Ciências Letras e Artes - AICLA, principalmente da escritora Jucey Santana e Brenno Bezerra que estiveram à frente de todo o evento. Na ocasião foi criada a “Comendo 25 anos do Jornal de Itapecuru”, para homenagear os colaboradores e autoridades. Pela passagem dos 30 anos do Jornal de Itapecuru,  o Jornal de Itapecuru foi um dos homenageados da III Festa Literária de Itapecuru Mirim – III FLIM, projeto da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes,  - AICLA, que tenho a honra de ser um membro efetivo. A homenagem aos 30 anos do Jornal pela Academia, me deixou bastante honrado pelo reconhecimento.

 

 


*Gonçalo Amador Nonato,
jornalista, natural da cidade de Presidente Vargas (MA), é um notável defensor da cultura maranhense. Iniciou sua trajetória jornalística na Empresa Pacotilha, proprietária do Jornal Imparcial, onde trabalhou durante 15 anos. Em 23 de novembro de 1990, fundou o Jornal de Itapecuru, na cidade de Itapecuru Mirim.

Organizou uma obra, inédita, Livro Reportagem - o qual registra fatos relevantes que foram noticia, nas páginas do Jornal de Itapecuru, durante os trinta anos, que pretende publicar brevemente. É Membro efetivo da Academia Itapecuruense Ciências, Letras e Artes (AICLA), ocupante da cadeira número 37 patroneada por Nonato Buzar, membro fundador da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, ocupante da cadeira 05 patroneada por Pedro José Frazão.

 

 

 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

EFEMÉRIDES IGUARAENSES

                                               MÊS DE DEZEMBRO

          04.12.1862. Nascimento do médico e cientista vargem-grandense, Raimundo Nina Rodrigues;

          07.12. 2011. Fundação da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes;

         10.12.1971. Nascimento da escritora, teatróloga, Musicista e professora Mariana Luz, patrona da cadeira 8 da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes;

         13.12.1838. Eclosão da Guerra da Balaiada na antiga vila de Manga do Iguará, liderado pelo vaqueiro, Raimundo Gomes, o Jutaí;

         15.12.1907. Retornou a sua paróquia, Vargem Grande, o padre Custódio José da Silva Santos depois de mais de três meses em tratamento de impaludismo, em sua terra natal, Miritiba, (atual Humberto de Campos). O querido clérigo foi alvo de muitas homenagens;

       15.12.1989. Emancipação da paróquia de Santa Luzia de Presidente Vargas, da paróquia de São Sebastiao de Vargem Grande; sob a orientação de Dom Reinaldor Punder;

       16.12.1933Pelo decreto 539, Vargem Grande perdeu a autonomia política e foi anexado ao território de Itapecuru Mirim tendo por prefeito das duas cidades, Joaquim de Freitas Belchior;

      17.12.1911. Faleceu aos 73 anos, Luiza Roza Nina Rodrigues, esposa do coronel Francisco Solano Rodrigues, mãe do médico Raimundo Nina Rodrigues;

        25.12.1871. Batizado de Mariana Luz na Igreja Nossa Senhora do Rosário, que servia de Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Itapecuru Mirim;

        25.12.1958. Padre Raimundo Carvalho, recebe o título eclesiástico de cônego;

 

      25.12.1961. Desmembrada de Vargem Grande, a histórica vila da Manga do Iguará (atual Nina Rodrigues), adquirindo status de cidade, graças aos esforços de Raimundo Nonato da Silva, o Nona e Francisco Mascarenhas, o Cabeleira;

          31.12.1948. Desmembrado de   Vargem Grande o   distrito de    Curuzu, atual São Benedito

  do Rio Preto, pela Lei nº 269;

         31.12.1957. Nascimento de José Jorge Gomes Rodrigues, patrono da cadeira    33 da Academia Vargem-vargrandense de Letras e Artes.

 

 


 

Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem 

Grande (2020),  pag. 320, organizado por Jucey Santana.