quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

EFEMÉRIDES IGUARAENSES

 Mês de janeiro

    01.01.1947. Padre Raimundo Amorim Carvalho, foi nomeado para a paróquia de 

São Sebastião de Vargem Grande;

    04.01.1892. Recriada a comarca do Iguará que   havia sido     extinta em 1891,depois  da da proclamação da República;

 

    04.01.1991. Falecimento de Antônio Uchoa Frazão (Tonico Frazão),  um dos responsáveis pela emancipação política e administrativa do antigo distrito de Santa Luzia do Daréu, atual município de Presidente Vargas. Patrono da cadeira 31 da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes;

 

    07.01.1780. De ordem de Sua Majestade, foi criado o posto de capitão da Companhia de Cavalaria de Iguará;

       15.01.1944. Morte de Pedro José Frazão, o Pedro Daréu, funda- dor da povoação de  Santa Luzia, atual Presidente Vargas, patrono da cadeira nº 05 da Academia Vargem-grandense de Letras;

       17.01.1890. Nomeado o juiz Francisco Xavier de Lima Borges, para comarca do Iguará;

     17.01.1965. Nascimento de Raphael Vale Rodrigues membro fundador da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, cad. nº 30, patroneada por José Martins de Oliveira;

       19.01.1941. Em ordem do dia sob o 68 o Presidente da Província e comandante das Armas do Maranhão, coronel Luis Alves de Lima, anunciava a paz e a ordem na Província do Maranhão depois de dois anos da guerra da Balaiada;

 

       20.01.1911. Mais uma vez realizou-se a grande festa de São

 Sebastião, tendo a frente o padre Custódio José Santos, depois de uma grande campanha para reconstrução da igreja que havia caí- do e os atos religiosos estavam sendo oficiados na capela de Santo Antonio;

 

       21.01.1938. Inauguração do prédio da prefeitura Municipal de Var- gem Grande, construído na gestão da prefeita Hildenora de Gusmão Castelo Branco, representada no ato pelo pároco  Padre Alfredo Furtado Bacelar;

         31.01.1938. O estudante Flory Gama recebeu o crédito de 3.600$000 (três contos e   seiscentos mil réis),      do governador do Estado do Maranhão, Paulo Ramos, para fazer especialização em escultura, durante um ano, no Rio de Janeiro, na Escola de Belas Artes;

         Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020)  organizado por Jucey Santana


quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

EFEMÉRIDES ITAPECURUENSES

                                 Mês de Janeiro

Dia (1925) – Inauguração do serviço de bonde com tração animal para o transporte de passageiros e cargas, da travessia do Rio Itapecuru  à Estação Ferroviária  de Itapecuru Mirim. O projeto foi viabilizado pelo prefeito José Carlos Bezerra – o Zuza Bezerra;

Dia 1º (1965) – Inauguração e bênção da nova torre da igreja de N ossa Senhora das Dores, na presença da população e de muitas autoridades, no vicariato do padre José Albino Campos Filho, que havia desabado durante  um temporal em 21.1.1961;

Dia 1º (1949) – O prefeito Miguel Fiquene inaugura o busto de Gomes de Sousa na praça do mesmo nome, assinado pelo festejado artista Mauro Lima;

Dia 1º (1997) – São empossados nos cargos de prefeito e vice, Miguel Lauande Fonseca e Landy Coroba;

Dia 1º (2001) – Reeleito (empossado) para o cargo de prefeito, Miguel Lauande Fonseca toma posse juntamente com o vice, João do Trecho;

Dia 1º (2005) – Posse do prefeito Júnior Marreca e da vice-prefeita Maria Lúcia Cavalcante;

Dia 2 (1961) – O vereador Abdala Buzar renuncia ao mandato à Câmara Municipal para assumir o cargo de prefeito;

Dia 3 (1957) – Nascimento do médico obstetra itapecuruense, Tarcísio Mota Coelho, membro da Academia Itapecuruene de Letras;

Dia 4 (1892) – Nomeação pelo governador do Estado, dos membros da Intendência Municipal de Itapecuru Mirim;

Dia 4 (2003) – Católicos da Paróquia de Nossa Senhora das Dores comemoram o cinquentenário da ordenação do padre Benedito Chaves Lima;

Dia 6 (1946) – O jornalista itapecuruense, Raimundo Nonato Coelho Nahuz (Zuzu Nahuz), assume a direção do jornal O Combate.

Dia 6 (1951) – Chegada do padre José Albino Campos Filho (1922-1970), a Itapecuru Mirim, para assumir a gestão da Paróquia de Nossa Senhora das Dores. Ficou a frente da paróquia durante 19 anos, até sua morte em 24.01.1970;

Dia 8 (1800) – O presidente da Província, Dom Diogo de Sousa, autoriza o itpecuruense, José Félix Pereira de Burgos (futuro Barão de Itapecuru), a estudar em Coimbra, ele foi contemporâneo de José Bonifácio de Andrada e Silva que foi declarado patrono da Independência do Brasil;  

Dia 8 (1965) – Falecimento do jornalista itapecuruense, Raimundo Nonato Coelho Nahuz (Zuzu Nahuz);

Dia 9 (2010) – Falecimento do jornalista e professor da Universidade Federal do Maranhão, Raimundo Nonato Coelho Neto, aos 55 anos de idade, patrono da cadeira 3 da AICLA;

Dia 12 (1800) – Nascimento de Joaquim Vieira da Silva, na Fazenda Conceição;

Dia 12 (1945) – Nasce Maria das Mercedes Sampaio, poeta e folclorista itapecuruense;

Dia 13 (2012) – Posse solene dos novos membros da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, Leomar Amorim e Benedita da Silva Azevedo;

Dia 14 (1896) – Nasce em Codó  Newton de Carvalho  Neves, professor, musicista e escritor. Considerado um dos maiores educadores maranhenses, e’ patrono da cadeira 32 da Aicla;

Dia 15 (1805) – Carta do Bispo do Maranhão, D. Luís Brito Homem, para o príncipe regente D. João, sobre a restauração da Paróquia de Itapecuru Mirim;

Dia 15 (2004) – Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro apresentam o resultado de quatro décadas de estudos sobre a descoberta de um dinossauro às margens do rio Itapecuru;

Dia 16 (1948) – Miguel Fiquene assume o cargo de prefeito. Ele foi prefeito em 2 mandatos, de 1948-1951 e de 1974-1977;

Dia 17 (1891) – Foram nomeados Raimundo Alves Pereira e Durval César Bezerra, membros do Conselho da Intendência Municipal de Itapecuru Mirim;

Dia 17 (1948) – Posse dos vereadores eleitos em 25 de dezembro de 1947. Primeira eleição depois da ditadura Vargas;

Dia 20 (1876) – Nascimento do capitão da guarda nacional, Sebastião Augusto Pinto da Costa em Monção (MA). Foi o autor da primeira versão do hino de Itapecuru Mirim;

Dia 20 (2006) – Tarcísio Mota Coelho recebeu o título de doutorado em obstetrícia;

 Dia 21 (1888) – Nascimento do desembargador itapecuruense,  Raimundo Públio Bandeira de Melo;

Dia 21 (1961) – Temporal derruba a cúpula da torre da Igreja de Nossa Senhora das Dores, na vicariato de pade José Albino Campos Filho;

Dia 23 (1884) – Nascimento de Manuel Viriato Correa, jornalista, contista, romancista, teatrólogo e autor de vários livros e  crônicas e histórias infantis;

Dia 23 (1890) – O governador do Maranhão nomeia Antônio Públio César Coelho presidente do Conselho de Intendência Municipal de Itapecuru Mirim;

Dia 24 (1963) – O deputado Benedito Buzar realiza um evento comemorativo pela sua eleição a Deputado Estadual;

Dia 24 (1970) – Falecimento de José Albino Campos Filho, pároco de Itapecuru Mirim de 1951 a 1970;

Dia 25 (1648) – Consulta do Conselho Ultramarino ao rei D. João IV acerca da mudança de sede do governo de São Luís para Itapecuru Mirim;

Dia 25 (1925) – Nascimento de Antônio Rodrigues Sobrinho (Bispo Rodrigues), político, agricultor e sindicalista;

Dia 25 (1993) – O vice-governador José de Ribamar Fiquene lança a pedra fundamental do Centro de Atenção Integral à Criança – CAIC;

Dia 26 (1890) – Faleceu Fábio Carvalho Reis, político e jornalista. Fundou em 1847 o primeiro jornal diário do Maranhão, O Progresso;

Dia 26 (1935) – Circula o primeiro número do jornal A Gazeta, do jornalista João Rodrigues;

Dia 26 (1990) – Nasce o jornalista e escritor itapecuruense, Brenno Bezerra;

Dia 27 (1951) – Eleita a nova mesa diretora da Câmara Municipal;

Dia 29 (1778) – José Gonçalves da Silva, fundador da Vila de Itapecuru, obteve a confirmação da sua primeira sesmaria, em Guimarães;

Dia 30 (1893) – Comunicada pelo presidente do Conselho de Intendência, Catão Bandeira de Melo, a designação do orçamento do município;

Dia 31 (1958) – Inauguração da Rodovia MA-23, entre Itapecuru Mirim e Vargem Grande;

Dia 31 (1996) – Faleceu o ex-prefeito José Carlos Rodrigues, vítima de suicídio.

 

   Do livro Sinopse da História de Itapecuru Mirim, (2019), pag. 128,  de autoria de Jucey Santana.

JOÃO CARLOS PIMENTEL CANTANHEDE

 

                    Escritor itapecuruense

Jucey Santana

Conheci João Carlos Pimentel Cantanhede, em 2013, quando ele esteve em Itapecuru Mirim, em uma das suas muitas exposições,  “Iconografia Urbana de São Luis,” que ocorreu na Unidade do SESC de Itapecuru Mirim. Na ocasião ele me visitou, na Casa de Cultura, me ofertando a sua obra “Cantanhede memórias terceiras”. Li o livro com avidez e aproveitei para usar algumas informações contidas nele para a obra que estava ultimando: “Mariana Luz, vida e obra”.

Conheci João Carlos Pimentel Cantanhede, em 2013, quando ele esteve em Itapecuru Mirim, na exposição “Iconografia Urbana de São Luis,” na Unidade do SESC de Itapecuru Mirim. Na ocasião ele me visitou, na Casa de Cultura, me ofertando a sua obra “Cantanhede memórias terceira”. Li o livro com avidez e aproveitei para usar algumas informações contidas neles no livro que estava ultimando, “Mariana Luz, vida e obra”.

Daí em diante não nos separamos, ou devo dizer, - ele não se livrou mais de  mim...

Me lembro de uma mensagem que ele me passou logo depois que leu o livro sobre a poeta, em referência ao mais importante itapecuruense que se conhecia, até aquela ocasião, que era Gomes de Sousa: - “Realmente Gomes de Sousa é o mais ilustre filho de Itapecuru Mirim, porém, Mariana Luz é a mais importante”. 

Carlos Pimentel, nasceu na divisa territorial de Itapecuru e Cantanhende, e até 1952, este fazia parte de Itapecuru, então daí este entrelaço da  nossa história. O livro sobre Cantanhede, lançado em 2010,  narra a pesquisa sobre sua terra natal, através  de memória de outros, seus familiares, amigos e outras pesquisas primárias, já que ele nem conhecia o local da sua naturalidade contida em seus documentos, já a cidade que conhecia como sua era Itapecuru, de lá para São Luis onde iniciou sua trajetória de trabalho muito jovem.

Em ´novembro de 2016, ao receber o título de cidadão itapecuruense, em seu discursos de agradecimentos ele falou, de acordo com sua modéstia; E finalizando esta pequena amostragem dos Cantanhedes itapecuruenses ou seria itapecuruenses de Cantanhede?! … menciono aqui, o meu pai Raimundo Arcênio Cantanhede, que conforme memória oral de seus contemporâneos, foi um dos melhores vaqueiros da região; destaco também a minha tia-avó Maria Cantanhede, que criou uma escola de primeiras letras na Fazenda Guaribas, na década de 1950; listo ainda a minha tia e madrinha Raimunda Cantanhede, dedicada professora em Itapecuru Mirim. E finalmente, os saudosos José de Ribamar Cantanhede (meu tio) e Cleomar Cantanhede (meu primo), ex-servidores dos Correios em Itapecuru Mirim.  Dessa forma, encerro agradecendo a Jucey Santana pela iniciativa e empenho, e ao Legislativo municipal por agraciar-me com este título, que, como coloquei no início, é um reconhecimento não somente a mim, mas a toda uma família que nasceu nesta região e ao longo dos séculos tem dado a sua valiosa contribuição para com a história desta cidade nos seus mais diversos aspectos.

 Ao me falar da pretensão de publicar uma segunda edição de “Cantanhede memórias terceiras”, revisada e talvez até um pouco mais reduzida, tirando o que ele considera “uns excessos”, falei que gostava de tudo no livro, do jeito que estava, que culminava com um dicionário de sinônimo regional, de muita importância, porém a decisão é sua.

          Carlos Pimentel é de uma nobreza sem limite, muito reservado, sempre disponível ao chamado dos amigos, acho que até abuso da sua generosidade. 

Há muito insistia para que pleiteasse uma vaga na Academia Itapecuruense de Letras, porém a sua modéstia sempre falou mais alto, achando que  poderia ajudar sem fazer parte dos quadros efetivos da Academia, para que desse oportunidade a outros talentos da terra.

Em 2017 o convidei para o projeto da AICLA, Púcaro Literário, um livro coletivo para despertar e incentivar a produção literária dos itpecuruenses, com abrangência a todo o Estado. Fui prontamente atendida, e já estamos no terceiro volume, tendo grande aceitação em todo o seguimento literário maranhense, com foco à abrir espaço ao escritor maranhense.

Carlos Pimentel, me lembra ao Plutarco de Cantanhede, seu no antecessor cantanhedense, dos idos do Século XIX. Antonio Henriques Leal, que abandonou a medicina e a política para se dedicar a literatura, biografando ilustres filhos de sua terra natal, Itapecuru Mirim,  extensivo aos principais  nomes a  toda a Provincia maranhense,  em sua obra Pantheon Maranhense, outros trabalhos como jornalista e escritor que ficaram marcados em nossa memória histórica.

 Carlos Pimentel é incansável, revivescendo grandes nomes da sua terra, e por tortuosas Veredas, transpõe os limites geográficos da suas terras, Cantanhede/Itapecuru Mirim, para descobrir e catalogar muitos talentos Estéticos   maranhenses, trazendo a lume  artistas brilhantes, muitos dos quais, anônimos,   como um incomparável Plutarco contemporâneo.

Dono de um excelente currículo que conta muitas honrarias, premiações, e mais de duas dezenas de exposições individuais e coletivas, finalmente o nosso amigo  aceitou candidatar-se  a uma vaga, na Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, sendo eleito por unanimidade. Com certeza um excelente trabalho entre os seus pares do Silogeu itapecuruense.

Mestre em Artes Visuais pela  UFMA; especialista em História do Maranhão – UEMA (2005); e licenciado em Educação Artística – UFMA (2001). É autor dos livros: REVIVESCÊNCIA (2014), CIDADE E A MEMÓRIA (2013). Em parceria com a professora da Universidade Estadual do Maranhão, Raimunda Fortes; CANTANHEDE  memórias terceiras(2010); VEREDAS ESTÉTICAS (2008); e um dos organizadores juntamente com Jucey Santana do projeto das antologias PÚCARO LITERÁRIO, da Academia Itapecuruense de Letras e Artes (2017, 2018 e 2021).

 EXPOSIÇÕES ARTÍSTICAS INDIVIDUAIS:

·       “Olhares sobre o cotidiano” - TCE/MA, 2019;

·       “Sem perspectiva” - SESC/MA, 2012

·       “Palmae” - SESC/MA, 2007;

·       “Itapecuru – imagens recorrentes” - SESC/Ler Itapecuru-Mirim, 2006;

·       “Ritos do Corpo” - SESC/MA, 2005;

·       “Hibridações” - SESC/MA, 2004;

 EXPOSIÇÕES ARTÍSTICAS COLETIVAS:

  • “Relevos Sensoriais- SESC/MA, 2016;
  • 5º Salão de artes São Luís, SECULT, 2014
  • Salão de artes São Luís, SECULT, 2013
  • Salão de artes São Luís, SECULT, 2012
  • Salão de artes São Luís, SECULT, 2011
  • “Iconografia Urbana de São Luís” IV- SESC/MA, 2013;
  • “Iconografia Urbana de São Luís” III- SESC/MA, 2008;
  • “Iconografia Urbana de São Luís” II- Galeria Nagy Lajos/Museu de Artes Visuais, 2007;
  • “Arte e Meio Ambiente” - SESC/MA, 2005;
  • “Iconografia Urbana de São Luís” - SESC/MA, 2003;
  • 1ª Mostra SESC de Humor – SESC/MA – 2000;
  • XXIV, XXV, XXVI, XXVII e XXIX Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís”, FUNC, 1998 a 2002 e 2005;

 I, II, III Mostra Maranhense de Humor – DAC/PREXAE-UFMA, 1998, 1999 e 2000;

  • 1º Concurso de História em Quadrinhos do Maranhão – SESC/MA, 1998;
  • 1º e 2º Salão Nacional de Humor Sobre o Controle dos Gastos Públicos - União Nacional dos Analistas e Técnicos de Financias e Controle – UNACON, 1997/98;

 PRÊMIOS:

1º Lugar em Pintura no XXVI Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís”, 2001;

  • Melhor Cartum Maranhense na 2ª e 3ª Mostra Maranhense de Humor, 1999 e 2000;
  • Menção Honrosa em Pintura no XXVII Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís”, 2002.