sexta-feira, 4 de março de 2022

ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE MARIA FIRMINA DOS REIS

     Dia em homenagem à mulher maranhense

                                                                                                            *Dilercy Adler

Sabe-se que atribuir uma data comemorativa a alguém ou a algum fato de reconhecida importância, é uma grande deferência. Desse modo, torna-se premente o conhecimento, a divulgação e a comemoração dessa data e as circunstâncias da indicação da homenagem. É este o maior objetivo deste texto: dar lume ao dia da mulher maranhense.

Antes, no entanto, se fazem necessários alguns esclarecimentos acerca do contexto e das variáveis que motivaram tal agraciamento à Maria Firmina dos Reis para a maior compreensão do leitor.

Destarte, iniciamos pelo redescobrimento dessa grande mulher, entre tantos títulos, o de primeira romancista brasileira, primeira romancista abolicionista e a única romancista do século XIX.

 As pesquisas que resultaram nesse importante achado, segundo registros, foram iniciadas na década de 60, e ainda, segundo Lobo (2007, pp. 343-344),

 

A biografia da autora é aos poucos arrancada da obscuridade pelos pesquisadores José Nascimento Moraes Filho e Horácio de Almeida. Em 1962, este último comprou um lote de livros usados, entre os quais estava Úrsula: romance original brasileiro, por “Uma maranhense”. [...] O historiador José Nascimento Moraes Filho descobriu referências à obra de Maria Firmina dos Reis em 1973, nos porões da Biblioteca Pública Benedito Leite, em São Luís do Maranhão, ao compulsar velhos jornais.

 

A esse respeito, Arlete Nogueira da Cruz, em seu livro Sal e Sol (2006), explicita:

 

[...]. Não fosse José Nascimento Morais Filho, o nosso Zé Morais, este contumaz andarilho de trilhas nunca antes percorridas, Maria Firmina dos Reis não teria vindo à luz. E quando ele a trouxe (no momento em que também a trazia o escritor paraibano Horácio Almeida), lembro bem, foram alvo de zombarias em São Luís: Zé Morais, Maria Firmina e o seu livro Úrsula; muitos considerando que era de pouca serventia aquele achado e exagerada a relevância que Zé Morais dava à sua descoberta. Pelos daqui, Maria Firmina dos Reis deveria permanecer onde se achava: no limbo. E a sua obra sob o tapete (CRUZ, 2006, p.265).

Segundo Nascimento de Morais Filho, aos 80 anos, Maria Firmina retratava o quadro da velhinha negra de cabelos grisalhos, amarrados atrás da nuca, vestida de roupas escuras e sandálias, tendo falecido pobre e cega, no dia 11 de novembro de 1917, aos 92 anos. Imagino a cena... E vejo-a com o peso dos anos somado à dor de um tempo cruel, a exemplo de outros tantos, que rouba partículas essenciais de vida, sugando de forma perversa e incessante o que de mais belo um ser humano pode ter (ADLER, 2014, p.18).

Maria Firmina, segundo Agenor Gomes, sete anos antes da sua morte, foi visitada pelo então governador Luís Antônio Domingues da Silva, quando este esteve na Vila de Guimarães para inaugurar o Telégrafo, em 1910. Na ocasião, a professora, já idosa, com 88 anos, residia em uma casa de taipa, coberta de palhas, de propriedade de um filho de criação – Leudes Guimarães, na Rua Firmiano de Barros, onde foi morar em 1861, deixando a residência da Praça da Independência (hoje, Luís Domingues). O governador, ao presenciar o seu estado de saúde, decidiu contratar, às expensas do Estado, uma pessoa da vila para cuidar dela, a Dona Bárbara (Babu), moradora da Rua Riachuelo (hoje, Filomena Archer da Silva).

 Mas, em 1975, ano do seu sesquicentenário de nascimento, muitas homenagens foram a ela prestadas. Assim, como já me referi em outros trabalhos, gostaria de eleger esse ano como um marco na vida da autora, intitulando-o de o seu “ano Rosa de Jericó”.  Essa rosa é também chamada de flor-da-ressurreição por sua impressionante capacidade de "voltar à vida".

É então nesse ano, 1975, que em São Luís e em Guimarães várias homenagens deram lugar de destaque a essa escritora maranhense que passou considerável tempo em completa deslembrança, que vai dos últimos anos de sua existência a um século depois do lançamento das suas obras, momento em que foram marcadas pelo reconhecimento da crítica da época.  Em relação às homenagens prestadas a ela em São Luís, destaco:

Foi lançado o livro de Morais Filho: Maria Firmina Fragmentos de uma vida; foi criado também um carimbo em sua homenagem, uma marca filatélica produzida pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos com um detalhe digno de realce na  parte inferior, representado por um grilhão de ferro rompido, como marca significativa da Campanha Abolicionista que Maria Firmina empreendeu durante toda a sua vida por meio, principalmente, da literatura, mas também por intermédio de outras vertentes da arte, como a música, pois compôs o Hino da Libertação dos escravos, além de toda a sua postura e ideologia pautar-se em ideias de uma sociedade mais justa; foi também confeccionado um busto com o empenho do Deputado Estadual, à época, Celso Coutinho, vimarense, e do Presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Colares Moreira, tendo o governador do Estado, Osvaldo da Costa Nunes Freire, inaugurado o busto da escritora na Praça do Panteon, em São Luís, e promovido a publicação da edição fac-similar do romance Úrsula, da autora. Foi criada, em sua homenagem, a Medalha de Honra ao Mérito, pela Prefeitura Municipal de São Luís, e ainda o Deputado Estadual, Celso Coutinho, propôs em 1975 o Projeto de Lei instituindo o dia 11 de outubro - dia de nascimento de Maria Firmina dos Reis - como Dia da Mulher Maranhense na Assembleia Legislativa, o qual foi aprovado em 1976.

 No entanto, não tenho conhecimento de nenhuma alusão à comemoração desse dia por nenhuma instância governamental ou qualquer outra.

Vale ressaltar, porém, que pesquisas recentes demonstraram novos dados acerca da escritora e foram anunciadas por mim, em ocasiões diversas, como trabalhos, jornais e canais de televisão da capital maranhense, entre elas que o aniversário de Maria Firmina dos Reis é dia 11 de março. As divulgações referidas também apresentaram circunstâncias específicas de acesso a esses novos dados, os quais transcrevo a seguir:

Recentemente encontrei-me com a Profa. Mundinha Araújo, Doutora Honoris Causa pela Universidade Estadual do Maranhão, escritora, pesquisadora e militante do Movimento Negro, entre outros trabalhos de destaque. Na ocasião me mostrou anotações, conforme documentos coletados na APEM, que versavam sobre etnia, estrato socioeconômico e data de nascimento da escritora. Dirigi-me ao Arquivo Público para ter acesso aos documentos originais e coletar mais dados e, dentre os documentos pesquisados, selecionei os seguintes: Autos de Justificação do dia de nascimento de Maria Firmina dos Reis, datado de 25 de junho de 1847 (Câmara Eclesiástica/Episcopal, série 26, Caixa n. 114 -Documento-autos nº 4.171); Certidão de Justificação de Batismo (Fundo Arquidiocese - Certidão de Justificação de Maria Firmina dos Reis - Livro 298 – fl. 44v), Livro de Baptismo (Fundo Arquidiocese Batismo de Maria Firmina dos Reis, Livro 116- fl. 182) e Portaria de Nomeação (Fundo Secretaria do Governo, Série: Portarias de Nomeação, Licença e Demissões: (1839-1914), Livro 1.561 (1.844-1.851- fls. 55 e 55V), no qual constava a da professora de primeiras lettras do sexo feminino da Villa de Guimarães, Maria Firmina dos Reis.

  O primeiro documento, Autos de Justificação do dia de nascimento de Maria Firmina dos Reis, datado de 25 de junho de 1847, Câmara Eclesiástica/Episcopal, série 26, Caixa n. 114 -Documento-autos nº 4.171, ano 1847 (12 fls. Frente e Verso), assim se inicia:

 

Diz Maria Firmina dos Reis, filha natural de Leonor Filippa dos Reis, que ela quer justificar por este Juiso que nasceo no dia 11 de Março do anno de 1822, e que só teve lugar o seu baptismo no dia 21 de Desembro de 1825 (grifo meu).

                 

O processo inclui vários documentos. A petição de Justificação do dia de nascimento foi deferida no dia 14 de julho de 1847, sendo aceita então a data de nascimento requerida, a de 11 de março de 1822 (grifo meu).

 Assim, neste ano de 2017, a Academia Ludovicense de Letras comemorou pela última vez o aniversário de Maria Firmina no dia 11 de outubro e foi anunciado nos jornais de São Luís, em anexo, e na própria comemoração, a mudança, tanto do dia do aniversário de Maria Firmina dos Reis, como do Dia da Mulher Maranhense, para 11 de março, a partir de 2018.

Para tal, a Presidente da ALL entrou em contato com a Assembleia Legislativa, por intermédio da advogada e escritora Fernanda Melo Matos Martins, Assessora do Deputado Eduardo Braide, para iniciar os procedimentos legais necessários à atualização da data. A solicitação da mudança, pela Presidente da ALL, foi iniciada por meio do OFÍCIO ALL Nº 021, datado de 16 de outubro de 2017, cujo teor diz respeito à fundamentação do pleito, com documentos comprobatórios anexados. Como não foi encontrado de imediato nos arquivos da Assembleia o Projeto de Lei e a própria Lei, foi necessária a colaboração de outras pessoas e setores para essa empreitada, como a do Diretor Geral da Mesa da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, Bráulio Nunes Martins e da Coordenadora da Documentação e Registro -  Diretora do Núcleo de Arquivo da Assembleia, Maria da Luz Ribeiro. 

Por fim, foi localizado no Diário Oficial do dia 14 de junho de 1976, com a publicação da Lei Nº 3.754, de 27 de maio de 1976. Esse Ato do Poder Executivo assim determina:

 

                         ANO LXIX                                                                                          NUM. 112

Lei Nº 3754 de 27 de maio de 1976

 

Institui o Dia da Mulher Maranhense e dá outras providências.

 

O Governados do Estado do Maranhão. Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica instituído o dia 11 (onze) de outubro como o dia da Mulher Maranhense.

Art. 2º - Esta Lei entrará em vigor, na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e a execução da presente Lei pertencerem que a cumpram e a façam cumprir tão inteiramente como nela se contém.  O Exmo. Senhor Chefe do Gabinete Civil do Governador,a faça publicar, imprimir e correr.

Palácio do Governo do Estado do Maranhão, em São Luís, 27 de maio de 1976, 154º da Independência e 37ºda República.

            OSVALDO DA COSTA NUNES FREIRE

AURÍLIO Vieira de Andrade

José Pires de Sabóia Filho

Prot. 3009 (grifo meu).

 

Dando continuidade ao processo de mudança da data de aniversário de Maria Firmina e, por extensão, do dia da Mulher Maranhense, novas etapas deveriam ser cumpridas, a saber: no dia 23 de outubro do ano em curso, foi enviada eletronicamente, por meio do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo-SAPL, a proposição de alteração do art. 1º da Lei nº 3.754/1976, que institui o Dia da Mulher Maranhense, assinada pelo Deputado Eduardo Bride.  No dia seguinte, 24 de outubro, foi publicado no Diário da Assembleia o Projeto de Lei n. 281/2017 que reza: Altera o art. 1º Lei nº 3.754 de 27 de maio de 1976, que institui o Dia da Mulher Maranhense, e dá outras providências. A seguir o Projeto passou por quatro sessões plenárias nos dias 24, 25, 26 e 30. Depois da quarta sessão, o processo foi para a Comissão de Constituição e Justiça- CCJ, e de lá para o Plenário, com mais duas sessões, e só então encaminhado ao Governador do Estado para ser sancionado por ele. Assim, finalmente, foi sancionada, pelo Governador do Maranhão Flavio Dino, a Lei nº 10.763 de 29 de dezembro de 2017, com a alteração do art. 1º, que trata da atualização do Dia da Mulher Maranhense para o dia 11 de março.                      

Por fim, neste ano de 2019 o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM celebrou por meio de uma Sessão Comemorativa o Dia da Mulher Maranhense. Convidou a Biblioteca Pública Benedito Leite para prestar o apoio cultural ao evento, com base em duas motivações principais: pela importância própria da Biblioteca Pública Benedito Leite no cenário cultural brasileiro, por ser a segunda Biblioteca do Brasil, inaugurada em 3 de maio de 1831, contendo 1448 volumes, e por estar localizada no Complexo Deodoro e Pantheon Maranhense que expõe 18 bustos de intelectuais maranhenses e entre eles, o de Maria Firmina dos Reis, o único busto de mulher; e, também, porque foi nos “porões” da Biblioteca, hoje o subsolo, que Nascimento Morais Filho descobriu a rica produção de Maria Firmina dos Reis.

Diante disso, esperamos que a partir dessa iniciativa do IHGM outras comemorações a possam seguir. Que o dia da Mulher Maranhense possa ser convenientemente festejado no Estado do Maranhão, no dia 11 de março, aniversário de nascimento da Primeira Escritora Brasileira e grande Mestra Régia das Primeiras Letras da cidade de Guimarães.

Cabe ainda reafirmar que esse deve ser motivo de orgulho para todos os maranhenses e, em especial, para as mulheres e que seja do conhecimento geral que existe um Dia dedicado à Mulher Maranhense e que este foi instituído em homenagem a Maria Firmina dos Reis!

 

 

REFERÊNCIAS

 ADLER, Dilercy Aragão. ELOGIO à PATRONA MARIA FIRMINA DOS REIS: ontem, uma maranhense, hoje, uma missão de amor. São Luís: Academia Ludovicense de Letras, 2014.

ADLER, Dilercy Aragão. A MULHER MARIA FIRMINA DOS REIS: uma maranhense, São Luís: Mimeo, 2017.

ADLER, Dilercy Aragão. MARIA FIRMINA DOS REIS: uma missão de amor, São Luís: ALL, 2017.

CRUZ, Arlete Nogueira da. Sal e Sol. Rio de Janeiro: Imago, 2006.

GOMES, Antônio Agenor. Depoimento de Antônio Agenor Gomes para Dilercy Adler sobre o culto à memória de Maria Firmina dos Reis em Guimarães, São Luís :Mimeo, 2017.

LOBO, Luiza Leite Bruno. CRÍTICA sem JUÍZO. Rio de Janeiro: Garamond, 2007.

MORAIS FILHO, José Nascimento. MARIA FIRMINA FRAGMENTOS DE UMA VIDA. São Luiz: COCSN, 1975.

 

 


*Dilercy Aragão Adler
. Nasceu em São Vicente Ferrer (MA). É Psicóloga, Doutora em Ciências Pedagógicas-ICCP/Cuba, Mestre em Educação. Publicou doze livros de Poesia, Três livros Acadêmicos, um Biográfico e um de História Infantil. Organizou doze Coletâneas Poéti- cas e tem participação em mais de cem antologias nacionais e interna- cionais. É Membro Fundador  Academia Ludovicense de Letras- ALL. Titular da Cadeira 1 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM. Membro fundadora da Academia Joanina de Letras e da Academia Maranhense de Trovas. Presidente Fundadora da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão – SCLMA (1997 a 2016). Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil e Senadora da Cultura do Congresso da SCL do Brasil, Presidente do Capítulo Brasil da Academia Norteamericana de Literatura Moderna e Delegada no Maranhão do Liceo de Benidorm/Espanha entre outras.

 

 

SER MULHER

       Rosário de Pompeia*

 

Oh! Ser divinal!

Tu que és semente,

És carnal,

Tu que germinas as transformações,

Que concretizas as gerações

Na grande pera,

Que aconchegas o futuro,

Tu que guardas o fruto até maduro

E o entregas ao potencial,

Cuida para que a colheita

Seja promissora,

Não descanses da lavoura,

Para que a humanidade escape!!

Pois sem os braços da genitora

A semente pode secar,

É preciso do joio

O trigo separar,

Aparar as ervas daninhas,

Para a semente brotar,

A mãe terra precisa ser fértil,

Para a humanidade salvar!!

Cumpre a tua missão,

Pois há muito ela nos foi imposta;

Ser mulher é ser estrada,

É ser porta,

É ser resposta!!

04/03/22

 


*Maria do Rosário de Pompeia Figueiredo de Oliveira, professora e poeta, cronista e cordelista, nasceu em 02 de julho de 1972. Graduada  em Letras pela UFMA, 2008, pós-graduada em Gestão da Educação Pública pela UFJF-MG, 2010. Desenvolve trabalhos com alunos do ensino fundamental e médio. Atuou na função de coordenadora pedagógica do Farol da Educação Dr. Raimundo Nina Rodrigues, (2009-2017), onde teve uma participação relevante como fomentadora de Cultura e Educação ao organizar lançamentos de livros, exposições de livros, pinturas e concursos musicais, saraus para incentivo cultural da região do Iguará. Foi uma das organizadoras juntamente com Cristiane Mesquita do livro, Nascedouro da Balaiada. Atuou como revisora do livro A Iniciação, do escritor Francisco Cordeiro. Foi coautora do livro O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), organizado por Jucey Santana. É membro fundador da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, ocupante da cadeira nº 27 patroneada por Maria da Conceição Ribeiro.

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

EFEMÉRIDES IGUARAENSES

                                          Mês de fevereiro

 Jucey Santana


01.02.1917. O poeta Hemetério Leitão, foi nomeado pelo governo do Estado ao cobiçado cargo de Inspetor Escolar;

 

02.02.1942. Nascimento de do médico ortopedista vargem-gran- dense, Antônio José Cassas de Lima, presidente (1968, 1974, 1977 e 1983), do Moto Club de futebol;

 

04.02.1970. Falecimento do Cônego José Albino Campos Filho, vigário de Itapecuru durante 19 anos. Assumiu a paróquia em 1951 e faleceu de câncer em 1970, aos 48 anos de idade. Esteve muito presente na paróquia de São Sebastião, em Vargem Grande, auxiliando o amigo, também Cônego,  Carvalho;

 

12.02.1967. Chegada das quatro primeiras Irmãs Doroteias para Vargem Grande, as Irmãs: Amabile, Ana Lúcia Puschiavo, Alfonsina Piacente e Donata Azzini:

 

08.02.1821. Confirmação da patente de tenente do Regimento de Infantaria de Milicias, recriado na Ribeira do Iguará a Joaquim Mendes Costa;

 

10.02.1888. Colou grau na Faculdade Federal de Medicina da

Bahia o médico vargem-grandense, Raimundo Nina Rodrigues;

 

12.02.1890. Nomeado o bacharel, Artur Napoleão Coelho, para juiz de órfãos e José Raimundo Pires para promotor público da Comarca de Iguará;

 

13.02.1973. Nascimento do professor e pesquisador Jose Maria Carvalho Silva, membro fundador da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes Cadeira n. 17;

 

22.02.1841. Captura do Negro Cosme, um dos líderes da Guerra da Balaiada, pelas tropas legais, no lugar Calabouço, na região do Mearim;

 

24.02.1962. Nomeado o primeiro prefeito de Nina Rodrigues, o cidadão, Rui Fernandes Costa;

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO PADRE JOSÉ ALBINO CAMPOS

     José Albino Campos, 100 anos de nascimento e 52 anos de sua morte  

       
                  

          Neste dia 4 de fevereiro, os itapecuruenses comemoram o centenário de nascimento de um dos mais queridos vigários que esteve na administração da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, ocasião que completa 52 anos da sua morte. Os paroquianos ainda se ressentem com  sua falta, relembrando os 19 anos de muita atuação, dinamismo e amor à  cidade  do amado sacerdote.

O cônego José Albino Campos Filho, conhecido na infância como Zequinha,  nasceu em 4 de fevereiro de 1922, em  São Vicente de Ferrer, cidade da Baixada Ocidental Maranhense. Filho de José Albino Campos e Maria Sodré Campos. Tinha três irmãos: Geraldo, Maria Emília e Dinorá.

          Cursou até o 4º ano do  primário, na Escola Agrupada de São Vicente de Ferrer, e concluído  no Grupo Escolar Mota Júnior em São Bento (MA), dirigido por frades Capuchinhos.

          Demonstrando inclinação religiosa, seus pais resolveram, em 1935, encaminhá-lo ao  Seminário de Santo Antônio em São Luís, com 13 anos de idade. Concluiu o curso de Humanidade em 1941, o de Filosofia em 1943 e  Teologia em 1944.

          Recebeu a primeira  tonsura no dia 25 de abril de 1944, sendo oficiante Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, então Arcebispo do Maranhão. Em nove de dezembro de 1945 recebeu as  ordens menores do Ostiriato e Leitorato,  das mãos do bispo de Caxias, Dom Luís Gonzaga da Cunha Marelin;  as segundas ordens do  Subdiaconato  foram ministradas  a 11 de setembro de 1947 por Dom Adalberto Acioli Sobral; em 26 de outubro, de Diaconato  e em  11 de novembro do mesmo ano recebeu o ministério  de Presbiterato.

          Ordenou-se no dia 8 de dezembro de 1947 na Catedral Metropolitana, sendo o bispo ordenante Dom Adalberto Acioli Sobral. Foi seu companheiro de seminário e ordenação José Ribamar Carvalho, (reitor da UFMA). Celebrou sua Primeira Missa na Igreja de Santo Antônio, em 9 de dezembro de 1947 e celebrou a "Missa Nova" na Matriz de São Vicente de Ferrer, sua terra natal, a 1º de janeiro de 1948 com a presença de todos os familiares e amigos.

          Em 1948, foi celebrada a 1º provisão de Vigário Coadjutor da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Monte Castelo, em São Luís, depois designaram-no Capelão do Hospital Geral, instituição hospitalar dirigida por  religiosas,  permanecendo  por cinco meses.

          Em seguida, foi transferido para a Catedral Metropolitana como Vigário Cooperador onde trabalhou durante sete meses, até ser removido para a Paróquia de São Vicente de Ferrer, em substituição ao Monsenhor José Bráulio Nunes. De lá foi   para  Itapecuru-Mirím, com  29 anos, em substituição ao padre Alteredo Soeiro, que havia sido transferido.

          No dia 12 de dezembro de 1950, chegou a Itapecuru-Mirím, recebendo a provisão de Pároco das mãos do arcebispo Dom Bacelar Portela, recepcionado pelo padre Alteredo Soeiro e grande número de paroquianos.

          Imbuído de entusiasmo e  temperamento extrovertido, conquistou logo de início a cidade e o seu povo. Em Itapecuru Mirim viveu  19 anos, dirigindo como bom Pastor o seu rebanho, desenvolvendo  atividades, não só no campo espiritual, como também,  no âmbito social e educacional. 

       Movimentava-se bem em todas as classes sociais. Foi apaixonado pela educação.  Deixou para Itapecuru Mirim um legado imorredouro de ações concretas e necessárias.

1.     1. Hino da Padroeira e Queda da Torre

          Logo que chegou a Itapecuru Mirim, Padre Albino  reorganizou o coro recrutando mais pessoas para o grupo  e introduzindo novos cantos. Encomendou também um novo a Padroeira Nossa Senhora das Dores. Em 15 de setembro de 1956  foi cantado pela primeira vez o hino,  com a letra de Luiz Gonzaga Madureira (vigário-geral Spiritualibus) e a música do Padre Videi (superior da prelazia de Pinheiro). O novo hino substituiu o antigo “Hino de Nossa Senhora das Dores” , de autoria da poetisa  Mariana Luz.

           Em 21 de janeiro de 1961 a cidade foi abalada por um temporal que, fez desabar a cúpula da torre da igreja e em consequência ruiu também o coro e parte do teto, trazendo prejuízo e tristeza, escreveu Padre Albino.  Com campanhas comunitárias, adesão de voluntários e ordens religiosas, ele conseguiu além da reconstrução da torre e do coro, fazer uma reforma  total na igreja que foi  pintada a óleo e  forrada, para livrar das andorinhas e morcegos.  Em 1º de janeiro de 1965, na festa de São Benedito, houve a bênção da nova torre da Igreja na presença da população, padres das cidades vizinhas e autoridades convidadas especialmente para o evento .

       Os  grupos religiosos da época eram: Apostolado da Oração, Confraria de São Vicente de Paulo,  Irmandade de Nossa Senhora das Dores, Zeladoras do Coração de Jesus,  Zeladoras de São José e Associadas Filhas de Maria.

       O sino era um dos meios de comunicação atuante, badalado pelo sineiro e sacristão Clóvis Cordeiro Mendes, amigo e companheiro do Padre Albino, nas diversas desobrigas. O sino anunciava, nascimento, morte, as chamadas das missas, e repicava por ocasião festivas servindo de referência para os hábitos da comunidade.

2.    2. Construção da Escola Paroquial

      Padre Albino reabriu em 1952 a escola iniciada por Padre Alteredo Soeiro de Mesquita  e o professor Natinho Ferraz, em 1º de março de 1947. A escola havia funcionado pouco tempo.   A direção foi entregue  a Teresinha Aragão filha da professora Cotinha Lima. Em 1953 com o casamente de Teresinha com o empresário Benedito Bráulio Mendes assumiu em seu lugar a normalista Maria Galileia Rodrigues filha do prefeito João Rodrigues. O padre e a nova  professora passaram a organizar várias companhas comunitárias para aquisição de carteiras e material didáticos com vistas ao crescimento da escola. Três anos depois a escola já havia se expandido para todos os cômodos da Casa Paroquial.

          Houve a necessidade de contratar novas professoras e fazer campanhas maiores  com alunos, pais e  grupos religiosos, para construção da sede própria da escola. Recebiam  doações, faziam vendas em barracas, leilões, bailes beneficentes etc. No início de 1957 foi iniciado a construção do prédio na Avenida Brasil. A Escola Paroquial São Vicente de Paulo foi inaugurada no final de 1958,  com um programa de educação aprimorado. 

           Pouco tempo depois parte da escola desabou. Fala-se que a estrutura lateral foi construída em cima de um poço antigo, sem o aterramento apropriado, sendo logo reerguida não sofrendo descontinuidade em seu programa.  A festa de entrega de diploma da 1ª turma do antigo primário aconteceu em 15 de novembro de 1960, com nove concludentes.

          No ano de 1960, Padre Albino, foi elevado, por merecimento, à dignidade de Cônego na Catedral Metropolitana.

3.    . 3.  As Irmãs Josefinas

          O  padre Albino intermediou  junto ao arcebispo Metropolitano    Dom José Medeiros Delgado, a vinda das Irmãs Josefinas, para atuar na  administração da Escola Paroquial e nas ações de evangelizadoras de Itapecuru Mirim.

          A fundação e instalação da Casa das Irmãs Josefinas aconteceu em 28 de julho de 1963, com a presença do arcebispo Dom José Medeiros Delgado, que mesmo já transferido  para Fortaleza, esteve no evento. Na solenidade estiveram  presentes a Madre Superiora e fundadora da instituição, Irmã Rosita Paiva; a mestra das noviças, Irmã Maria Luiza Fontenele, padre Hélio Paiva, mais cinco irmãs da congregação, que vieram para ficar em Itapecuru Mirim.

        A casa foi adquirida do telegrafista (guarda-fio) Euclides Zoca e doada pela Prefeitura, na gestão de Abdalla Buzar Neto.  

          A bênção da casa foi acompanhada por grande multidão, autoridades e convidados de outros municípios, com a banda musical  executando o Hino da Padroeira Encerrou-se com um almoço na casa paroquial, oferecido por padre  Albino Campos. 

4.    4. Instalação da Ginásio Bandeirante em Itapecuru Mirim

       Com a criação do projeto “Ginásio Bandeirante,” em 1967,   a professora Ana Maria Patello  Saldanha, coordenadora do projeto  informou que Itapecuru Mirim tinha sido contemplado com uma unidade. Como  a Prefeitura Municipal não recepcionou de imediato  o programa, (na época o prefeito era o seu compadre, João Rodrigues), o Padre Albino cadastrou a Escola Paroquial no convênio do Estado, em caráter de urgência  e apresentou toda a documentação em tempo hábil para não perder o benefício.  Em 14 de março de 1968 sob intensa chuva, foi oficialmente instalado o Ginásio Bandeirante com 41 alunos matriculados.  O Jornal Pequeno,  publicou:

 

         Importante iniciativa do governo através da Secretaria da  Educação e Cultura em convenio com a Paróquia Nossa  Senhora das Dores (...). além da presença a professora Ana  Maria e Padre Albino, estiveram  presentes e Dr. Benedito Bogea Buzar, Doutor Antenógenes médico da  cidade,  Dra       Elite Promotora da Comarca, o corpo docente e discente do estabelecimento, benfeitores e amigos, que no final do evento foram   recepcionados com um jantar na Casa         Paroquial. (Jornal Pequeno, 3 de abril de 1968).

 

          Ele contou com muitos colaboradores como, Teresinha Aragão Mendes, que organizou o Ginásio, e teve  um corpo docente de primeira linha: Maria José Valquitã, Nonato Lopes, Ozanan Coelho, Astor Serra, Maria das Dores, Alzir Carvalho, João Silveira e outros. Embora já doente, o padre Albino foi o seu primeiro diretor até a sua morte.  

          Também foram diretores: Padre Benedito, Dr. Fernando Wellington, professor Raimundo Nonato Lopes. Em 1979, o Ginásio Bandeirante  foi transformado em CEMA, outro programa do Governo. Também auxiliou na fundação da Escola de Regentes de Educação por Leonel Amorim em 15 de fevereiro de 1955, e lecionou voluntariamente  música e latim.

5.    5. Missões Populares e Estrada do Tingidor

                Das quatro grandes missões, ao estilo antigo em Itapecuru Mirim, duas delas se realizaram a pedido de padre Albino. Em agosto de 1955 os padres da Congregação Redentoristas efetivaram  uma grande cruzada de evangelização, quando colocaram o cruzeiro em frente ao DER,  antigo Morro do Diogo, em 29 de agosto.  Como os missionários desejavam visitar o povoado Tingidor, e o acesso era precário, Padre Albino estimulou os lavradores a abrirem uma estrada de emergência para passar o caminhão das Missões Volantes, cedido por  Geraldo Vasconcelos residente do DER local.

          Os antigos moradores lembram-se da população rural   de machado, foice e outros instrumentos agrícolas, tendo à frente o padre comandando o trabalho. − A estrada do Tingidor, é uma providencia de grande alcance para a economia do vale do Iguará e Munim, principalmente, para facilitar o escoamento do arroz, com grande demanda na região,  dizia o padre. Aquela estrada foi  usada até no início dos anos 70, quando foi compactada pelo prefeito Miguel Fiquene.

          Outra Missão foi em 1962  pelos missionários Lazaristas.

6.    6. Agricultores e Associações de Classes

            Padre Albino foi um dos fundadores da Cooperativa Industrial e Agrícola,  em   24 de maio de 1953  com  a finalidade  de fazer funcionar a Usina de Álcool de Mandioca e amparar os operários,   agricultores e  pequenos empreendedores com financiamentos. Tendo como presidente    José Alexandre de Oliveira, fazia parte também da sua diretoria: Padre Albino,  Abdala Buzar, João Rodrigues, Orlando Mota, Benedito Bráulio Mendes e Sebastião Bandeira.

          Em 28 de dezembro de 1957, foi inaugurado o Coreto da Matriz, doado pelo Dr. Rui Mesquita, diretor do DER.

7.    7. Principais Festas Religiosas de Itapecuru Mirim

             As festas religiosas na época do Padre Albino ainda eram de responsabilidade das famílias influentes. A de São Benedito, realizada no final de dezembro tinha como responsável o Sr. Abdala Buzar, que emprestava grande brilhantismo ao festejo. 

             A segunda festa em importância no calendário litúrgico, a Festa da Santa Cruz, em meados de outubro, sob a responsabilidade da família Nogueira, tendo na pessoa de Francisco Nogueira  (Chico Nogueira), o seu maior ícone.

          A terceira, a Festa do Divino Espírito Santo,  era de responsabilidade de  Raimundo Francisco Veras.

          A quarta   festa em importância, era de Nossa Senhora das Dores, a Padroeira, ficava a cargo de  Eudâmidas e Cirene Sitaro e outras famílias influentes e finalmente a Festa de São Vicente de Paulo de responsabilidade dos Vicentinos.

            Com o desaparecimento dos seus mantenedores e do padre Albino estas festas entraram em declínio.  

 8.      8. Acontecimentos importantes da época

          Grandes eventos marcaram a administração de Padre Albino em Itapecuru Mirim. O golpe militar de 1964 que instalou o regime ditatorial no País e a reforma religiosa.         Com a ditadura militar e a igreja fazendo a opção pelas classes oprimidas surgem novas práticas de evangelização, para estabelecer contatos diretos com os fiéis como, as Comunidades Eclesiais de Base, Comissão de Justiça e Paz, Conselho Indigenista Missionário, Comissão Pastoral da Terra e outras ferramentas para o intercâmbio entre Igreja e o homem do campo,  os “ Sem Terra”.

          Padre Albino implantou no município  a nova orientação eclesiástica. Criou grupo de pastoral da terra, organizou a Semana Ruralista em Agosto de 1957, com a presença do governador, José Matos Carvalho, comandante do 24 BC, do arcebispo dom José Delgado,  Secretários de Estado e médicos. Com fórum de debates sobre problemas da região como: saúde, educação, transportes, assentamentos, cooperativismo etc. Ao final  houve desfile dos lavradores pelas ruas, ostentando as suas ferramentas de trabalho.

          Organizou o curso de Líderes Rurais de 15 a 29 de março de 1961. Para jovens de Itapecuru e Vargem Grande, dirigido por técnicos agrícolas de São Luís e outros eventos ruralistas.

          Outro acontecimento importante na época do padre Albino foi a reforma religiosa, que  alterou a estrutura da igreja,  o Concílio Vaticano II, que mexeu nos dogmas da Igreja com mudanças radicais. Para citar algumas: a missa em latim passou a ser celebrada na língua pátria,  a mudança da postura do celebrante, nos rituais eucarísticos,   passou a ser de frente para os fiéis, também houve mudanças  na aplicação de alguns sacramentos, retirada de ícones entre outras. 

          As modificações implantadas a partir de 7 de março de 1965, trouxeram  à comunidade católica  expectativas e incertezas, quanto ao  rumo da Igreja. O padre conduziu com sabedoria metodológica, passando tranquilidade à população. 

     .    9. Agência do Banco do Brasil

                    Antiga reivindicação da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Itapecuru Mirim, a instalação de uma  agencia  do Banco do Brasil na cidade, teve na pessoa do padre Albino um patrono importante no processo.

          O Banco do Brasil planejava instalar uma agência em  Chapadinha ficando a de Itapecuru Mirim em segundo plano.  O padre, sendo primo do diretor Regional do Banco, Sr. Agenor Fernandes, intermediou trazendo a agencia imediatamente para o município e  intercedendo para que  os gerentes fossem itapecuruenses.  Pleito atendido em 18 de maio de 1964, em acontecimento festivo foi  inaugurada a  agência tendo  Astor Cruz Serra e Wallace Mota designados gerente e sub-gerente, ambos itapecuruenses.

         8. Outras Informações

          Padre Albino  fez parte do grupo de itapecuruenses  composto por Joaquim Araújo, Feliciano Costa Luis Bandeira que resgatou em 1953  o hino de Itapecuru, de autoria do maestro Sebastião Pinto. Como ficou descontente porque no texto não citava a palavra Itapecuru, o padre criou o seu estribilho “Terra de amor, Itapecuru”, sem prejuízo da música. (Vr. Sebastião Pinto).

        Para atender a tantas comunidades, as desobrigas (visitas pastorais  às comunidades rurais),   em lombo de burro, que muitas  vezes duravam semanas sem voltar à Casa Paroquial.  Sobre esses eventos  contam-se muitas histórias pitorescas de situações difíceis que ele vivenciou, como uma viagem,  em época de chuvas ao saltar o riacho Ipiranga, caiu cavalo e cavaleiro na enxurrada, sendo salvo por intervenção de lavradores, e outras situações, enfrentando atoleiros. Ele se sentia à vontade com  os caboclos, gostava das roças.

           O Padre Albino era considerado quase como um membro de cada família.   Deixou centenas de afilhados e compadres de “alma”. Muitos pequenos itapecuruenses receberam na pia batismal o nome Albino, em sua homenagem.   Ele sempre dizia, “A casa paroquial deve ser a primeira a abrir e a última a fechar, porque é a casa do povo”.

         Trabalhou até os últimos dias de sua vida. Já quase sem força era conduzido da Casa Paroquial para a Igreja e ao Ginásio, onde dava suas últimas orientações, segundo seus amigos e vizinhos. Em  24 de Janeiro de 1970 perdeu a batalha para um câncer, depois de atroz sofrimento  Quando do translado do seu corpo de São Luís para Itapecuru Mirim, foi decretado feriado local. Houve comoção geral no acolhimento do corpo   que foi sepultado na Igreja,   com autorização de Dom Mota Albuquerque  por intermédio de Dom Medeiros Delgado, de  Fortaleza (CE).  

           A missa do sétimo dia foi concelebrada por três cônegos, amigos: cônego Gerson Nunes Freire,  cônego  José Ribamar Carvalho (amigo de ordenação) e cônego Raimundo Carvalho. (de Vargem Grande).

                    José Albino Campos é patrono da cadeira 17 da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes tendo como  atual ocupante, Antonio Blecaute Costa Barbosa. 

 

José Albino Campos (pai)
Maria Sodre Campos (mãe)

      

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1949, com parentes e amos em São Vicente de Ferrer

       
Com a família, pai mãe, e irmãos, na missa nova,

Lembrança da ordenação


Lembranças da ordenação