quarta-feira, 12 de julho de 2017

DE GETÚLIO A TEMER: AS CRISES POLÍTICAS NO BRASIL




      

Benedito  Buzar  

Na minha vida de septuagenário, tive a ventura de ver o Brasil, ao longo de sua trajetória histórica, avançar econômica e socialmente, ou seja, desenvolver-se e modernizar-se, mas, tive, também, a desventura de vê-lo desviar-se de sua gloriosa caminhada para o futuro, dando passos para trás no rumo do obscurantismo e do autoritarismo.

Como pode um país fabuloso e fantástico do porte do nosso, que o mundo admira pelo povo que tem, pelas riquezas naturais que possui, pela invejável dimensão continental e marcante identidade cultural, viver quase sempre sobressaltado por crises de governabilidade e/ou instabilidade política, que o impedem figurar no ranking das nações civilizadas e democráticas?
Essa gritante dicotomia, que conduz o país ora para avanços, ora para recuos, deve-se, segundo estudiosos e cabeças pensantes, à ausência absoluta de quadros políticos verdadeiramente responsáveis, preparados e qualificados para cuidar das tarefas de gestão pública.

Eu, nessas sete décadas de existência, presenciei nada menos do que oito crises políticas no Brasil, que o deixaram em situação desconfortável perante o mundo e em posição nada compatível com os anseios do povo.

A primeira foi em 1954, com o presidente Getúlio Vargas envolvido num “mar de lama”, fato que a UDN denunciou através do deputado Carlos Lacerda, que, por isso, sofreu um atentado, executado pelos correligionários do chefe da Nação. Compelido pelas Forças Armadas a renunciar ao mandato, Getúlio recorre ao suicídio e deixa uma carta-testamento, acusando o imperialismo e suas alianças como responsáveis pelo golpe de Estado.

A segunda veio com o Brasil governado por Jânio Quadros, que, intempestivamente, em agosto de 1961, renuncia ao cargo de presidente da República. O vice, João Goulart, ausente do país, é impedido pelos ministros militares de assumir o poder, gerando um impasse institucional, que resulta na mudança da forma de governo: de presidencialista, o Brasil vira parlamentarista.

A terceira surge em abril de 1964, com as Forças Armadas insurgindo-se contra o presidente João Goulart, deposto por querer introduzir no país as reformas de base e de se atrelar ao comunismo internacional.  O general Humberto Castelo Branco assume o governo e, por meio de atos institucionais, implanta um regime ditatorial, que vigora por vinte anos. Em dezembro de 1968, sob a presidência do general Costa e Silva, o regime militar decreta o Ato Institucional 5, obrigando o Congresso a entrar em recesso. O presidente Ernesto Geisel, nove anos depois, em abril de 1977, fecha novamente o Congresso Nacional e elabora o chamado Pacote de Abril.

A quarta veio à tona em abril de 1985, na véspera da instalação da Nova República, o presidente eleito, Tancredo Neves é hospitalizado em Brasília e submete-se a uma operação abdominal. Esboça-se um movimento com relação à posse do vice-presidente José Sarney, que mesmo contestado pelos militares, assume interinamente o cargo, do qual se torna o titular com a morte do político mineiro.

A quinta aflora em dezembro de 1992, com a decisão histórica do Senado de condenar o presidente Fernando Collor de Melo inabilitando-o ao exercício de funções públicas. A queda de Collor foi lenta e dolorosa. Começa com a denúncia do irmão Pedro, que gera o processo de impeachement contra o chefe da Nação. Quem o substituiu no poder é o vice, Itamar Franco.
A sexta vem à tona em 2005 e alcança 2006, com o escândalo do Mensalão, patrocinado pelo PT, que, através da corrupção política, pratica a compra de voto dos parlamentares no Congresso Nacional. O caso teve com protagonistas, além dos agentes do PT, os integrantes do governo do presidente Lula da Silva, o grande beneficiado daquela sinistra operação. O desfecho do Mensalão ocorre no Supremo Tribunal Federal, que julga e condena 40 políticos, acusados de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

A sétima crise decorre do desgoverno da presidente Dilma Roussef, que leva o país ao retrocesso econômico, ao retorno da inflação e do desemprego. Paralelamente, emerge o escândalo do Petrolão, do qual nasce a operação Lava-Jato e impede a presidente da República de continuar no exercício do cargo, para o qual se reelegera.

A última diz respeito à oitava crise e que se encontra em andamento, pelo envolvimento de Dilma, Lula, do Partido dos Trabalhadores e de outras agremiações partidárias no escândalo de propinas e de outras vantagens ilícitas, patrocinadas pelas grandes empreiteiras nacionais. Essa crise alcança inclusive o atual presidente Michel Temer, ameaçado de ter o seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral ou de sofrer um impeachement pelo cometimento, também, de práticas ilícitas

domingo, 9 de julho de 2017

JUCEY SANTANA NA ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS


                                      

                


           No dia 27 do corrente acontecerá a posse da escritora itapecuruense Jucey Santos de Santana na Academia Ludovicense de Letras. O  evento ocorrerá  as 19 horas na Academia Maranhense de Letras  que tem por presidente o imortal Benedito Buzar.

            A escritora será recepcionada na solenidade de posse por outro imortal itapecuruense, membro da Academia Ludovicense de Letras, da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM,  padre Raimundo Gomes Meirelles. 

            Jucey Santana foi eleita para a ALL em 11 de fevereiro para ocupar a cadeira 35 patroneada pelo escritor, professor, folclorista e pesquisador Domingos Vieira Filho que atualmente se tornou objeto de suas pesquisas.

Obras Publicadas

             Com dois livros publicados na categoria pesquisa, Mariana Luz, vida e obra (2014) e Itapecuruenses Notáveis (2016) este já necessitando  de uma nova edição por se encontrar esgotado e com grande procura, Jucey ainda tem outras publicações. Em 2016 em parceria com o imortal da AICLA e diretor geral do IFMA de Itapecuru Mirim o professor Inaldo Lisboa, publicou, João Batista: um homem itapecuruense e sua múltipla história, ainda em 2016,  em parceria com a escritora e imortal da AICLA Assenção Pessoa publicou a coletânea  Inspirações Poéticas, favorecendo  as produções poéticas de quatro imortais de Itapecuru Mirim:  Maria Sampaio, Geraldo Lopes, Moaciene Lima e Nato Lopes. Em abril de 2017 em parceria com o escritor e pesquisador João Carlos Pimentel Cantanhede publicou a obra Púcaro Literário I que contempla textos de 35 autores maranhense entre os quais vinte e três itapecuruenses, com o objetivo de dar oportunidade aos nossos autores a publicarem  suas produções.

            Além disso, Jucey Santana, já encaminhou mais de uma dúzia de autores maranhenses para publicação de seus livros, sendo tratada carinhosamente por muitos  de “madrinha”. 

            Jucey ainda tem dois livros inéditos: Sinópse da História de Itapecuru Mirim e A História da Igreja e padres de Itapecuru Mirim  que pretende lançar por ocasião das festividades dos 200 anos de Itapecuru Mirim, em 2018.

                                 Instituições Culturais que faz parte

            Jucey é fundadora e atual presidente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes – AICLA, faz parte da Diretoria Executiva da Federação das Academias de Letras do Maranhão – FALMA,  da Diretoria da Associação Maranhense dos Escritores Independentes – AMEI, da Diretoria da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados – APAC, da Diretoria da Academia Nacional de Literatura Moderna – ANLM, da Sociedade de Cultura Latina SCL  e agora como membro efetivo da  cadeira 35 da Academia Ludovicense de Letras. Porém a que mais lhe causa orgulho é a de ter ajudado a fundar e fazer parte da Academia de Letras da sua cidade a bicentenária Itapecuru Mirim.
                        

           

        

sexta-feira, 7 de julho de 2017

EFEMÉRIDES MÊS DE JULHO - ITAPECURU MIRIM (MA)



    


Jucey Santana


Dia 01 (1956) – Inauguração da ponte de concreto sobre o rio Itapecuru;
Dia 01 (2004) – falecimento do professor João Silveira, ele foi professor, coordenador do Mobral, vereador, inspetor de ensino e diretor da casa de cultura;

Dia 02 (1935) – nasceu Antônio Olívio Rodrigues, professor, poeta e poliglota, foi diretor do departamento de estrada e rodagens em Itapecuru-mirim;

Dia 09 (1948) – A Câmara Municipal autoriza Miguel Fiquene a abrir credito de vinte mil cruzeiros para a elaboração do busto do matemático Gomes de Sousa;

Dia 10 (2002) – A câmara aprova projeto do vereador Rogerio Maluf que unifica o bairro da Rodoviária ao bairro da Piçarra. O novo bairro terá o nome de Nossa Senhora da Conceição;

Dia 12 (1930) – O português José Joaquim Teixeira vence a concorrência publica para arrendar o restaurante da Estação da estrada de Ferro São Luís-Teresina, localizada na cidade de Itapecuru-Mirim;

Dia 16 (1827) – Casamento de Joaquim Vieira da Silva com D. Colomba de Santo Antônio Gaioso;

Dia 16 (1920) – Nasceu Astor Cruz Serra  foi Professor, Bancário  e Poeta;

Dia 18 (2011) – I Encontro de Músicos coordenado pelo agente cultural José Paulo Lopes com a parceria da Academia Itapecuruense de Ciências Letras e Artes;

Dia 19 (1944) – Nascimento do professor e poeta Raimundo Nonato Lopes, mais conhecido como Nato Lopes, membro da AICLA;

Dia 19 (1964) – Nasceu Inaldo Lisboa, ator, diretor e autor de teatral, professor e escritor. Atual diretor geral do IFMA de Itapecuru Mirim;

Dia 20 (1823) – Criada na vila Itapecuru a junta provisória que proclamou a Adesão do Maranhão á Independência do Brasil;

Dia 21 (1870) – Itapecuru Mirim foi elevado ao  status de cidade: lei provincial nº919;

Dia 21 (1870) – Raimundo Nogueira da Cruz foi nomeado pelo Governo Estado ao Cargo de Comandante Superior da Guarda Nacional da comarca de Itapecuru e Anajatuba;

Dia 21 (1927) – Hastimphilo assumiu a alta Investidura de General de Divisão e comandante Militar da 2º Região Militar de São Paulo;

Dia 21 (1972) – Falecimento de Leonel Amorim foi Vice-Prefeito de Itapecuru-Mirim;

Dia 22 (1854) – Autonomia politica de Anajatuba;

Dia 23 (1855) – Alexandre Valle de Carvalho foi nomeado Promotor Publico  pelo Presidente da Província com 24 anos de idade, no mesmo ano passou a juiz;

Dia 23 (1899) – Nasceu o músico Apolinário da Silva Fonseca;

Dia 23 (1918) – Nasceu o jornalista Itapecuruense  Zuzu Nahuz (Raimundo Nonato Coelho Nahuz),   proprietário do jornal Correio do Nordeste;

Dia 23 (1980) – Tombamento Estadual do edifício da antiga Cadeia pela lei 7.664;

Dia 24 (1948) – Data da eleição da poetisa Mariana Luz à Academia Maranhense de Letras como  a segunda mulher a ter Assento naquela Casa;

Dia 24 (1912) – A poetisa itapecuruense Blandina Santos ingressa como  uma das fundadoras da Sociedade Pedagógica Almir Nina;

Dia 28 (1963) – Foi Instalada a casa das Irmãs Josefinas, por iniciativa do Arcebispo Dom José Medeiros Delgado e do padre José Albino Campos;

Dia 30 (1933) – Mariana Luz Fundou o  Teatro Santo Antônio na  antiga Rua Cayena  atual Av. Brasil;

Dia 30 (1941) – Nascimento de Dona Nielza Nascimento dos Santos, lavradora, líder comunitária e Professora da comunidade Felipa.