quinta-feira, 29 de agosto de 2019

IGUARAENSE LITERÁRIO > REGULAMENTO

              175 anos de Vargem Grande



A antologia “Iguaraense Literário I - 175 anos de Vargem Grande” sob a coordenação de Jucey Santos de Santana e Francisco Cordeiro de Oliveira, é voltada para membros da Academia Vargem-grandenses de Letras e Artes, aberto escritores   de outras instituições literárias. 


César Marques, em seu imprescindível Dicionário Histórico e Geográfico da Província do Maranhão, a respeito da criação da Vila de Vargem Grande, comenta:

Vargem-Grande ou Villa da Manga do Iguará — Povoação, freguesia, Villa e município da comarca de Itapecuru. Antigamente houve um pequeno povoado no encontro da estrada das boiadas, que parte de Caxias, com a que, vindo da villa da Manga, segue para a do Itapecuru-Mirim. Foi muito bem escolhido este lugar por ser plano, abundantes pastos, banhado pelos rios Iguará, Munim e Preto, e por isso muito próprio para a criação e solta de gados.
              Freguezia e vila — Foi n'este lugar creada uma freguesia com a invocação de São Sebastiao da Manga do Iguará (...) pela Lei Provincial nº 13 de 8 de maio de 1835, anteriormente elevada a categoria de vila pela resolução régia de 19 de abril de 1833 e Lei Provincial n. 7 de 20 de abril de 1835. Pela lei provincial n. 175, de 9 de novembro de '1843 foi mudado o assento desta vila para o lugar denominado Olho d'Agua no mesmo município, ainda transferida para Vargem- Grande pela Lei provincial n. 203 de 14 de julho de 1845. 

     

O objetivo é oportunizar uma publicação impressa, de textos que mostrem a nossa história do passado e da atualidade tendo como pano de fundo os 175 anos da instalação, da vila em Vargem Grande, incentivando os talentos literários da região. A ideia primordial é convocar intelectuais de diversas áreas e procedências a pegar na caneta e se juntarem aos iguaraenses deixando emergir de seus corações e intelectos odes à nossa querida e gloriosa terra, berço de filhos ilustres e palco de tantos fatos importantes da literatura e da história maranhense e, quiçá, brasileira!
                                             
                                 Regulamento

Do tema 

Art. 1º - À Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, (AVLA) por meio deste edital abre inscrições para a antologia, Iguaraense Literário I, com o tema:  175 anos de Vargem Grande;
Parágrafo único —. A produção literária, independente do gênero ou categoria pode ser livre, preferencialmente, que enfoque algum aspecto dos da região do Iguará, seja de seus filhos ilustres, ou histórico relacionado com os quatro municípios que compõem o consorcio da Academia Vargem-Grandense de Letras e Artes (AVLA);


Das inscrições

Art. 2º — Podem participar do concurso o público em geral, de quaisquer regiões do país;
Art. 3º — As inscrições podem ser feitas pelo e-mail, academia avla.vg@gmail.com no período de 01 de setembro a 31 outubro de 2019;
Art. 4º — Cada participante poderá inscrever-se quantos trabalhos quiser, porém, uma comissão indicada pela diretoria da AVLA fará uma seleção prévia de cada autor conforme a qualidade literária das obras;
I — As categorias ou gêneros literários são livres, não devendo ultrapassar 4 (quatro) laudas por autor;
II— A inscrição deve ser composta por dois arquivos, o arquivo contendo as obras e arquivo do formulário de inscrição preenchido. As obras e o formulário de inscrição, devem ser enviados via internet para o endereço constante no Art. 3º deste regulamento. O formulário de inscrição deverá estar devidamente preenchido com nome, endereço residencial completo, CPF, telefone, e-mail e título (s) da (s) obra (s), acompanhado de uma síntese biográfica do autor contendo até 10 linhas e uma foto 3X4;
HI - Os poemas devem ser digitados em editor de texto eletrônico (Word); Fonte Times New Roman, tamanho 12;
IV — Cada autor poderá enviar um ou mais textos, respeitando o espaço liberado cada um;
V - Os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas no presente regulamento, no ato da inscrição;
Art. 5º - Os textos devem ser enviados completos e revisados, dentro das novas regras gramaticais;


Da publicação



Art.68.A participação se dará no sistema de cotas, sendo que cada autor deverá proceder ao pagamento da seguinte forma: R$200,00 (duzentos reais) para cada quatro laudas, com direito a 10 exemplares.
| - O pagamento poderá ser realizado em 2 (duas) parcelas de $100,00 (cem reais) a primeira até o dia 10 (dez) de outubro e a segunda até o dia 10 de novembro do corrente ano;
II - Conta para depósito: Será posteriormente informada via Whatsapp;
Parágrafo Único — Caso o autor deseje um espaço duplo para seus textos poderá adquirir o valor de duas quotas fazendo acerto no PV com os organizadores;


Da comissão julgadora


Art. 6º — A Comissão Julgadora será escolhida pela Diretoria da AVLA e será composta por 02 (dois) membros com conhecimento e experiência em Literatura.
Parágrafo único —- A Comissão Julgadora terá autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios da originalidade e qualidade literária;

Do resultado

Art. 7º — O lançamento da presente obra está prevista para o mês de dezembro de 2019 por ocasião da confraternização de final do ano dos membros da AVLA e posteriormente lançado na Associação AMEI,
Do pagamento da colaboração e remessa dos livros
Art. 8º - Em caso de inadimplência, o(s) texto (s) classificado (s) poderá (ão) não ser publicado (s).
Art. 9º - Os livros serão entregues na data do lançamento, ocasião que todos serão informados;


Das disposições finais

Art. IP - Cada autor terá direito a um certificado de mérito por participação;
Art. 11 — Os casos omissos serão decididos em comum acordo, pela Comissão Julgadora e pelos organizadores da obra.
Art.. 12 — À AVLA detém todos os direitos de publicação e distribuição da obra.
Art. 13 — Do julgamento apresentado pela Comissão Julgadora e dos organizadores da obra, quanto a qualidade dos textos selecionados, não caberá qualquer recurso, ficando esta medida adstrita às condições extrínsecas do concurso, dispostas nas cláusulas deste Regulamento.


                     Atenciosamente

           JUCEY SANTOS DE SANTANA
                 Presidente da AVLA

                








FICHA DE INSCRIÇÃO 




Nome Completo:
Nome literário,  como deverá constar no livro:
Data de Nascimento:
CPF:
Documento de Identidade e Órgão Expedidor

Profissão:
Endereço Completo:

Telefone convencional:
Celular:
E-mail:
Sites e Blogs pessoais:
(Só os de domínio próprio, não valem os sites de relacionamento)

Whatzap.


domingo, 25 de agosto de 2019

APAC – ITAPECURU MIRIM


      Membros da AVLA visitam a APAC


Dia 24 do corrente mês os membros efetivos da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes – AVLA, se reuniram na sede Associação de Proteção e Assistência ao Condenado de Itapecuru Mirim, para sua primeira Assembleia Ordinária depois da fundação solene por ocasião dos 175 anos de instalação da Vila em Vargem Grande, em 14 de julho do corrente ano.

Os imortais da AVLA em número de quinze, se emocionaram com a calorosa recepção dos recuperandos, com discursos, bênçãos e cantos. Fizeram  uso da palavra o Dr. Benedito Coroba e o padre Antonio Carlos que se disseram mais cristãos e humildes diante de tanta fé e alegria dos internos, prometendo breve retorno e se colocando a serviço como voluntário.  Depois foi partilhado um lauto lanche ofertado pela professora Teresa Lauand, membro efetivo da AVLA.

Presentes no encontro: Jucey Santana, Alice Pires,  padre Antonio Carlos, Amadeu Bezerra,  Hilton César, Diane Mota,  Benedito Coroba, Gonçalo Amador, Edwirges Frazao, Darliane Figueiredo, Francisco Cordeiro, Rosário de Pompeia,  Clécio Nunes, Sérgio Barros, José Maria da Silva e Carlos da Silva esposo de Diane Mota.
A tarde os recuperandos participaram de um torneio futebolistico com os times do Instituto Resgate e o Centro Esportivo Anselmo Mendes. 




15ª MISSA DOS VAQUEIROS - MULUNDUS

Capela de Mulundus
                                                     Visitando Mulundus

Jucey Santana

O município de Vargem Grande tem muitas histórias. Sem dúvida a mais importante  é a história de Raimundo Nonato dos Mulundus, o vaqueiro escravo que foi santificado pela fé popular do povo iguaraense.  Com certeza o maior atrativo da região é a Festa (festejo), que atrai fiéis  de todos o pais para pagar suas promessas no dia 31 de agosto.

Sou apaixonada pela história do vagueiro santo. Muito pesquisei sua história que se mistura a milagres, lendas e muitos testemunhos de curas milagrosas.
Altar de Mulundus, construido pelo padre Bacelar

            O festejo tem uma programação pré-estabelecida, muito organizada. Dia 22 de agosto acontece a romaria até o povoado Paulica.  Dia 25 de agosto ocorre a já tradicional Missa dos Vaqueiros.  A referida celebração  teve inicio em 2005, na capela do povoado Paulica,  como pagamento de promessa do casal Diane Mota e Carlos da Silva (o Carlao). Atualmente a Missa dos Vagueiros é realizada na antiga fazenda de Mulundus onde anteriormente era festejado o Santo Vaqueiro.

 Dia 29 sai a romaria de Itapecuru Mirim, pernoitam em Paulica e as 7 horas da manha do dia 31 é realizada a tradicional missa dos romeiros com milhares de fiéis. No dia 31 é decretado ponto facultativo em Itapecuru Mirim, a cidade fica deserta, todos se deslocam para Vargem Grande e Nina Rodrigues. Orgulho-me de já ter sido romeira, (2016), para conhecer mais a fé do povo.

Academicas da AVLA com gibao de vaqueiro e o padre Antonio

Mulundus

            O festejo era realizado em Mulundus até o ano de  1953, quando foi transferida a festa para Vargem Grande por iniciativa do arcebispo,  Dom José Medeiros Delgado.

Sempre tive curiosidade em conhecer Mulundus.  Este ano com a fundação da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, fomos convidados pela confreira poeta e escultura, Diane Mota, membro da AVLA. Vários membros da instituição estiveram presentes, como: padre Antonio Carlos, Alice Pires, Sérgio Barros e outros.

Academicos da AVLA com o prefeito Carlos Barros e o padre Zezinho

            Apesar de distante quase 30 km da sede e enfrentando muita poeira até chegar a Mulundus, valeu a pena! A impressão que tive foi de que a sede de Vargem Grande havia sido  transferida  para Mulundus. 

            Fiquei encantada e aproveitei para aumentar minhas pesquisas sobre o santo milagreiro. O padre Antonio Carlos, com seu espírito empreendedor realizou primoroso trabalho durante os seus oito anos à frente da paróquia de São Sebastiao. Reformou a capela e construiu um grande anexo que serve de apoio e alojamento para os romeiros, e como intelectual e amante da cultura procurou manter a tradição conservando e incentivando os hábitos do povo e suas crenças. 

Jucey Santana falando sobre Mulundus

Notei também muito conservado o altar construído pelo padre Alfredo Bacelar nos idos de 1941/42.   Conversei com algumas senhoras que choraram ao confirmar a transferência do querido padre para a cidade de São Mateus. 

 Algumas pesquisas sobre Mulundus

A informação mais antiga que encontrei de Mulundus foi de 1805. César Marques, em seu imprescindível Dicionário Histórico e Geográfico da Província do Maranhão, a respeito de Mulundus comenta sobre a freguesia criada em Iguará de Nossa Senhora das Doras:

Freguesia – Na PR de 25 de set. 1801, disse o príncipe regente: “que tendo sido objeto dos cuidados do bispo defunto e do seu paternal amor a extensão de várias freguesias, e entre elas a de Icatu, que se podia dividir em duas (...)  ordenava ao cabido da Santa Sé que procedesse  na conformidade da representação do prelado de fazer a divisão dessa freguesia” / Por sentença firmada  em 1º de mar. 1805, o bispo D. Luis de Brito Homem “dividiu e desmembrou e separou desse dia para sempre todo o território que fica ao S. da mesma freguesia (...)  e instituiu uma nova paróquia e vigararia perpétua sob a invocação de N.Srª das Dores, devendo ser essa nova igreja edificada no lugar da Vargem Grande, e enquanto não o fosse devia servir-se o novo pároco da capela de São Raimundo, que se achava na fazenda chamada de Mulundus”. 



Pelo que entendi, depois de conversar com vários membros da AVLA de Nina Rodrigues, que a igreja não foi construída, no entanto,  foi recriada muito tempo depois com nova padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Porém,  a capela de Mulundus, era tão importante  na época, que  tinha até padre  fixo. Vale observar que Nossa Senhora das Dores era muito indicada na época pelo clero, (1801), tendo sido escolhida para Itapecuru Mirim, Brejo e outras.   Incrível!
Encontrei várias outras informações entre ela esta, sobre um importante Congresso em Mulundus  dos índios Tupinambas, muito anos antes do descobrimento do Brasil, referente ao estudo arqueológico de um alemão:

   
Mas a harmonia não ficou sempre intacta; por quaisquer motivo desligaram-se os tupinambás da confederação e constituíram seu próprio congresso, ao lado ocidental do Parnaíba, em Mulundús O CONGRESSO DO MULUNDÚS dos índios  tupinambás já eram grandes senhores, tinham ocupado a maior parte do interior do Maranhão (...) e precisavam dum centro nacional para conservar a unidade da nação dos tupinambás. Esse centro era Mulundús, onde se reuniam todo ano os delegados de todas as regiões, ocupadas pelos tupinambás. Nas cartas e relatórios do padre Antonio Vieira encontram-se muitos indícios desses factos...  Assim o antigo congresso de Mulundús ficou transformado numa festa cristã, dedicada à memória de São Raimundo, como ainda agora se faz. Sempre, porém, essa festa conservou o caráter dum congresso popular, para onde vêem de longe, de Goiás, Mato Grosso e Pará amigos, parentes e comerciantes daquelas regiões que pertenciam antigamente ao grande domínio dos tupinambás”.
(Ludovico Schwennhagen SCHWENNHAGEN,  MINHAS PESQUISAS. Esse texto pode ser encontrado na PACOTILHA, São Luis, 30 de maio de 1925).

Mulundus carece ainda de muitos estudos. Avantes meus Confrades e confreiras!