segunda-feira, 9 de setembro de 2019

DR. NILTON LIMA FILHO

              
      

Mauro Rêgo *

Dr.Nilton Lima Filho
            Transcorrido um mês do falecimento do Dr. Nilton da Silva Lima Filho, ocorrido em 17 de julho último, ainda estamos perplexos com o desfecho dessa angustiante situação. Juntamente com outros amigos do falecido, ainda não nos acostumamos com essa trágica verdade. Há poucos dias, inadvertidamente, liguei para o seu celular, como fazia constantemente para ouvir e solicitar o envio de músicas, pois entre outras de suas qualidades, estava o gosto refinado pela arte divina.

            Ao recordar esse nosso relacionamento ligado à música, quando ele me trazia de volta à minha juventude, descobrindo aquelas que mais marcaram essa época, na interpretação de Orlando Silva, Vicente Celestino, Carlos Galhardo, Anísio Silva, Nelson Gonçalves e outros, lembro que demorou a encontrar a música de Eduardo Souto, “O despertar da Montanha”, que não era de sua época, mas enviou-me mais tarde algumas versões, incluindo a execução, por parte de nosso eterno Dilermando Reis, cuja reprodução compartilhei com alguns amigos, saudosos do tempo da Voz de Anajatuba. 

            Sofreu ao meu lado com a discriminação por parte dos que não entenderam a nossa luta pela preservação e recuperação da Igreja Matriz construída pelo Padre Chiquinho e que considerávamos o nosso maior patrimônio histórico e cultural, mas quando nada mais havia a fazer, torceu com entusiasmo pela construção da nova igreja. Ao receber as fotos da Festa de Nossa Senhora do Rosário em outubro de 2018, mesmo já em tratamento, ele demonstrou muita alegria, pedindo, como sempre fazia informações acerca do andamento das obras.

            As nossas relações com a cidade de Arari eram muito estreitas. Além do comércio de gêneros agrícolas, partilhávamos os movimentos culturais como o teatro, a música, festividades cívicas e religiosas e o futebol. Não havendo estradas, os nossos caminhos eram os campos, quer a cavalo durante o verão ou de canoa, durante o inverno. Os pais do Dr. Nilton eram de Arari. Nos primeiros anos da década de 1950, Nilton Lima, seu pai, estabeleceu-se em Anajatuba com uma fábrica artesanal de sapatos. Voltou para Arari para contrair matrimônio com D. Maria Fernandes Ericeira, retornando logo após para nossa cidade. Quando chegou o tempo do nascimento do primeiro filho, Nilton, foram novamente para Arari, devido as condições precárias de nossa cidade, sem médico, nem enfermeiro, nem mesmo parteira leiga treinada. Poucos dias depois retornaram para Anajatuba viajando em canoa empurrada a vara, pois era inverno. 

Não tenho lembrança dele criança, pois quando ele nasceu, em 12 de maio de 1955, eu já residia fora de Anajatuba e só tivemos contato quando ele já estava formado em Medicina. Lembro de nosso encontro durante o Festival do Peixe que aconteceu na Praça 7 de setembro, em frente à casa do Dr. Mazico, encontro cordial que selou uma amizade que se prolongou até a sua morte.  

            Dr. Nilton era entusiasmado pelas Bibliotecas Públicas e foi durante a sua gestão frente à Prefeitura Municipal que obtivemos do Ministério da Cultura, o acervo e equipamentos para a Biblioteca Saul Bogéa Rodrigues, instalada na rua Coelho Neto. 

            Médico dedicado e apaixonado pela profissão, estava sempre sintonizado com os pacientes que o procuravam e que atendia sem discriminação. No dizer de um amigo comum, “gostava de doentes”. Quando fui vítima de um câncer, nos primeiros anos deste século, foi ele que me deu ânimo e, nas suas constantes visitas durante meu tratamento em São Luís, colaborou muito com suas orientações para que eu superasse a enfermidade. É essa a personalidade que todos guardamos dele: o médico amigo e dedicado que atendia a todos em todos os momentos. Essa dedicação foi, talvez, uma das causas dele ter se descuidado de sua própria saúde para dedicar-se aos outros.

            O povo de Anajatuba e dos municípios adjacentes chorou muito a sua morte. Nunca se viu em Anajatuba um espetáculo de solidariedade tão grande e espontâneo, que se estendeu desde o povoado Colombo até a sede do município, chorando uma chuva de tristeza que, mercê de Deus, parou exatamente quando o cortejo alcançou a entrada da cidade, para que todos pudessem saudar, cheios de emoção, a passagem de seu caixão mortuário. 

            É movido pelo reconhecimento do quanto sua vida significou para tantos, que deixo aqui o meu “adeus”, com a esperança de que o seu exemplo de solidariedade e de amor à nossa terra se eternize nos corações anajatubenses.  


* Mauro Rêgo é escritor, pedagogo, membro da Academia Anajatubense de
Letras, Ciências e Artes (ALCA) e da Academia Itapecuruense de Ciências,
     Letras e Artes (AICLA)



DATAS HISTÓRICAS DE ITAPECURU MIRIM





Mês de Setembro
Jucey Santana

Dia 1º (1949) – Instalação de  umas das mais importantes lojas de tecidos na cidade de Itapecuru Mirim, do empresário Paulo Abreu, a “Rianil”;
Dia 5 (1853) – O itapecuruense João Duarte Lisboa Serra foi nomeado para o cobiçado cargo de primeiro presidente Banco do Brasil, onde exerceu esse cargo até sua morte em 16 de abril de 1855, aos 37 anos;
Dia 6 (2010) – Faleceu em São Luís, aos 74 anos, o músico e professor Raimundo Nonato Araújo, criador da banda Nonato e seu Conjunto;
Dia 6 (1986) – Faleceu o professor, poeta e ex-prefeito de Itapecuru Mirim, Luís Bandeira de Melo;
Dia 7 (1817) – O rei D. João VI enviou Provisão Régia autorizando a fundação da Vila de Itapecuru Mirim;
Dia 7 (1947) – Solenidade de inauguração da ponte sobre o igarapé da “Vaca Branca “, na estrada do povoado Santa Izabel;
Dia 8 (1760) – O governador Gonçalo Pereira Lobato ao rei de Portugal informando o sucesso na criação do bicho-da-seda, na fazenda de Lourenço Belfort em Kelru;
 Dia 9 (1842) – Ofício do presidente da província, Venâncio José Lisboa, ao juiz municipal e de órfãos de Itapecuru Mirim ordenando a execução da sentença de pena de morte de Cosme Bento das Chagas;
Dia 10 (1927) – Nasceu em Itapecuru Mirim o advogado e político José Bento Neves, filho do professor Newton Neves e Guilhermina N. Neves;
Dia 11 (1946) – A imprensa noticiou a suspensão das atividades, depois de dois anos de funcionamento, da Indústria de Babaçu Ltda, do povoado Kelru;
Dia 11 (1972)Pela Lei nº 344 foi criada a Biblioteca Municipal Dr. Raimundo Públio Bandeira de Melo, sendo revogada a Lei nº 52, de 20.1.1952, na gestão de Raimundo Nonato Cassas;
Dia 11 (2015)Os restos mortais do padre Benedito Chaves foram trasladados de São Luís para Itapecuru Mirim;
Dia 12 (1958) – Nasceu no povoado Cigana o senhor Benedito Nascimento Coroba, filho de Antônio Nascimento e Maria Mendes Nascimento;
Dia 13 (1956) – O padre José Albino Campos, requereu à prefeitura doação de terreno para a construção da Escola Paroquial na Avenida Brasil;
Dia 13 (1926) – Nasceu em Buriti (MA), o padre Benedito Chaves;
Dia 14 (1960) – Falecimento da poetisa, professora, musicista, teatróloga e cronista Mariana Luz, tendo sido decretado luto oficial por sete dias;
Dia 15 (2012) – Cerimônia de trasladação das cinzas do itapecuruense José de Ribamar Santos Fonseca de Brasília para o rio Itapecuru;
Dia 15 (1956) – Foi cantado pela primeira vez o hino de Nossa Senhora das Dores, com a letra de Luiz Gonzaga Madureira (vigário-geral Spiritualibus). O novo hino substitui o antigo, de autoria da poetisa Mariana Luz;
Dia 17 (2002) – Solene inauguração da Casa da Agricultura Familiar, com participação da secretária da Agricultura, Conceição Andrade, e do gerente regional Benedito Buzar;
Dia 17 (2005) – Lançamento do livro Tudo Azul no Planeta Itapecuru, da autoria de Inaldo Lisboa. O evento ocorreu no Itapecuru Social Clube;
Dia 18 (2002) – Solenidade de instalação do Conselho de Desenvolvimento Regional de Itapecuru Mirim, presidido pelo gerente Benedito Buzar;
Dia 21 (1735) – Consulta do governador do Maranhão, José da Serra, ao rei D. João V, em resposta à provisão sobre o mau estado em que se achava a igreja da freguesia da ribeira do Itapecuru;
Dia 21 (1807) – Nasce no sítio Juçara, da Freguesia de Itapecuru , o jornalista e professor José Cândido de Morais, fundador do jornal Farol Maranhense
Dia 21 (1953) – A Câmara Municipal autoriza a prefeitura a elaborar o plano de urbanização da cidade que foi executado pelo prefeito João Rodrigues;
Dia 21 (2001) – Faleceu o jornalista, advogado e político José Bento Neves;
Dia 24 (1952) – Pela Lei Estadual nº 757 foi criado o município de Cantanhede, desmembrado de Itapecuru Mirim; 
Dia 25 (1801) – Por Provisão Régia foi criada a Freguesia de Nossa Senhora das Dores, com a denominação de Itapecuru Mirim; 
Dia 25 (1891) – Nasceu em São Luís o professor Manfredo Viana;
Dia 27 (2001) – Cerimônia religiosa de comemoração do bicentenário da criação da Freguesia de Nossa Senhora das Dores, que contou com a participação do bispo Dom Reinaldo Punder e do vigário Raimundo Baiano;
Dia 28 (2009) – Faleceu em São Luís o padre Benedito Chaves, aos 82 anos.;
Dia 28 (1954) – Nasceu no povoado Moreira o músico José Paulo Lopes;
Dia 30 (1642) – Insurreição dos lavradores da Ribeira do Itapecuru sob o comando de Antônio Muniz Barreiro. Os sublevados, em número de 50, atacaram e assaltaram os engenhos da foz do Itapecuru e o forte do Calvário, no Rosário, cuja guarnição era composta de 70 homens.

Do livro, Sinopse da História de Itapecuru Mirim (2018), pag. 144 de autoria de Jucey  Santana

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

EDITAL DE CONCURSO DE POESIA, AVLA NA ESCOLA


                                                 
                                                 Edital  Nº. 03/2019 de 08 de setembro de 2019.
    I Concurso de poesia, AVLA na Escola: Descobrindo talentos


                    
A   Academia Vargem-grandense de letras e Artes, AVLA, fundada em 14 de Julho de 2019:

como um fórum adequado para discutir os caminhos da cultura dos municípios consorciados da antiga região do Iguará: Vargem Grande, Nina Rodrigues, Presidente Vargas e Itapecuru Mirim, com o objetivo de cultivar, incentivar e preservar os valores históricos, literários e artísticos do passado e da atualidade. (Jucey Santana, 2019). 


            Sendo assim, os membros fundadores deste Sodalício tomam para si a responsabilidade   de cumprirem com o dever de fomentar e valorizar a memória histórica e literária iguaraense, por isso organizam o I Concurso de poesia da AVLA nas escolas, o qual também homenageará o Patrono da Cadeira de Nº 04 da AVLA, o escritor, médico   e cientista Vargem-grandense,  Nina Rodrigues, que completará 157 anos de nascimento em  04 de dezembro de 2019, o qual empresta seu nome ao sodalício, vargem-gandense. 
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DO TEMA

Art. 1º. A Academia Vargem-grandense de Letras e Artes – AVLA, por meio deste edital abre inscrições para o I Concurso de poesia, AVLA NA ESCOLA: DESCOBRINDO TALENTOS; 
Parágrafo únicoO tema é livre, preferencialmente, que aborde algum aspecto da vida e obra de Nina Rodrigues que faleceu 17 de julho de 1906.

DAS INSCRIÇÕES

Art. 2º . Podem participar do Concurso todos os alunos matriculados no Fundamental,  II Etapa, e Ensino Médio que fazem parte das redes Municipal e Estadual de Educação Pública dos municípios que compreendem a base Acadêmica da AVLA, ou seja, Vargem Grande, Nina Rodrigues, Itapecuru-Mirim e Presidente Vargas; 

§ 1º. Vetada a participação de membros da DIRETORIA e da COMISSÃO JULGADORA da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes) e seus familiares;
 § 2º. As inscrições podem ser feitas do dia 10 de setembro até dia 10 de novembro de 2019,  gratuitamente; 
§ 3º. Cada participante pode inscrever-se com até 3 (três)  poemas de sua autoria;
§ 4º. Para se inscrever os participantes devem enviar um e-mail para avlasecretaria@gmail.com, identificando no corpo do e-mail o nome completo, telefone, nome da Escola, do município e do professor orientador. Cada poema deve ser apresentado com seu respectivo título em um documento Word separado (fonte Times New Roman, tamanho 12),  anexado ao e-mail enviado;
§ 5º . Cada poema não poderá exceder o limite de duas laudas, podendo ter livre formato;
§ 6º.  Serão eliminados os textos que desrespeitem aos direitos humanos e que contenham discriminação e preconceitos étnicos, sexuais, religiosos ou político-partidários, injúrias e racismo;
 Art. 3º.  Os participantes do concurso devem ser orientados na produção dos poemas por um (a) professor (a) de sua escolha que seja de Língua Portuguesa ou Arte;
§ 1º. Os professores orientadores dos alunos vencedores receberão um Certificado de Honra ao Mérito da Academia Vargem-grandense de Letras – AVLA;
§ 2º.  Ao se inscreverem, todos os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas no presente regulamento;

DA SELEÇÃO PARA A FINAL

Art. 4º. Os autores dos 20 melhores textos serão convidados a se fazerem presentes no Evento de Premiação, para serem  divulgados e apresentados ao público, podendo ser declamados ou lidos por seus autores no evento, que ocorrerá no dia 07 de dezembro 2019, às 8h no Centro de Formação do Professor Dra. Elizabeth Frick, Av. Castelo Branco, S/N, em comemoração ao aniversario de 157 anos de nascimento do cientista Nina Rodrigues, ocasião que serão conhecidos os vencedores:

DA COMISSÃO JULGADORA

Art. 5º. A Comissão Julgadora, será composta por 03 (três) membros da Diretoria Executiva da AVLA – Academia Vargem-grandense de Letras. 
Parágrafo único – A Comissão Julgadora terá autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios da originalidade, linguagem poética, riqueza de significação, ritmo, sonoridade, correção gramatical, domínio de linguagem;

DO RESULTADO

Art. 6º.  Os 20 finalistas, receberão certificados de participação  conferidos pela AVLA e terão seus poemas publicados nos órgãos midiáticos da AVLA; 
Parágrafo único.  O resultado do Concurso com a escolha das 3 poesias vencedoras será divulgado até o dia 04 de dezembro do corrente ano; 

DA PREMIAÇÃO

Art. 7º.  A premiação para os vencedores se dará por meio de pagamento dos valores abaixo descritos: 
I. O primeiro vencedor no concurso receberá o valor de R$ 500,00; 
II. O segundo vencedor no concurso receberá o valor de R$ 300,00; 
III. O terceiro vencedor no concurso receberá o valor de R$ 200,00 

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 9º.  Os casos omissos serão decididos pela Diretoria Executiva da AVLA / Comissão organizadora do Concurso, não cabendo qualquer recurso do julgamento apresentado pela Comissão Julgadora, quanto à qualidade dos poemas selecionados e dos poemas vencedores. 

Comissão Organizadora:

Alice da Luz Silva Pires 
Maria José Silva Costa 
Maria do Rosário de Pompeia Figueiredo de Oliveira

Representantes dos  municípios consorciados:
Diane Mota Carvalho (Vargem Grande)
Gonçalo Amador Nonato (Itapecuru Mirim)
Hilton César Neves da Silva (Presidente Vargas)
Hedwirges  Frazão (Presidente Vargas)
Maria Barbara Silva Melo Siqueira (Nina Rodrigues)
Maria Francisca Teresa Bezerra Lauand Fonseca (Itapecuru Mirim)
Wesley S. Costa (Nina Rodrigues)

  
       JUCEY SANTOS DE SANTANA
               Presidente da AVLA