sábado, 27 de junho de 2020

ESTOU AQUI!

    *Leandro Diniz

  Sim, eu entendo
  Tudo!
  Entendo você em cada pedacinho da sua subsistência
  Te entendo por demais.

  Sim, uma hora tudo isso vai passar
  E sim, eu estou enlouquecendo com isso tudo.
  Não estou sofrendo como você
  Mas estou.

  Durante esse período que estamos passando
  Ansiedade só aumenta.
  Estresse, baixa autoestima, desânimo
  Tudo isso e mais um pouco.

  Por mais que seja difícil, vai passar
  Uma hora vai passar.
  Não creio que o mundo está enfrentando sua pior doença
  Apesar de todo conhecimento científico que exista.
  Doenças piores vieram antes.

  Mas acredite, vai passar.
  Sim, seja forte
  Tire forças de onde você acha que não tem.
  Sei que é difícil pra você o que estou falando
  Pode soar até estranho
  Mas vai por mim.

  Infelizmente nem tudo é como queríamos que fosse.
  Eu também tinha planos para esse ano
  Vários e vários planos
  Assim como bilhões de pessoas também tinham.
  Mas fica para o ano que vem!

  O momento de agora é para cuidarmos de nós mesmos
  E dos nossos próximos
  Esse vírus mata
  Ansiedade mata
  Infelizmente.
  Mas cuide de quem você ama
  Por mais difícil que seja não abraçar quem se ama.

  Devemos sentar
  E respirar.
  Oxigenar o cérebro
  Se hidratar
  Ficar em casa se puder.
  Tudo isso vai passar.
  Calma! Por mais difícil que seja
  Paciência para não se tornar um paciente.
  Persistir na força que você.
  Vai passar
  Confia em mim
  Estou aqui para ti ajudar.
        🌹Diniz

 


*Leandro Diniz Lima, natural de Boa Vista (RO), filho de Rosiane Paz Diniz e Rosângelo Silva Lima, nasceu em  11 de março de 2002.
Se considero  criativo, gosta de "inventar" coisas só por diversão. Tem paixão por fotografia, tanto que criou  um portifólio virtual no Instagram (https://instagram.com/leandro_fotograf0?igshid=lhrx05g5gbf8). Escreve poesias e textos um tanto motivacionais quando sente  necessidade e para ajudar os amigos. Também é apreciador da boa música, gosta de cantar e  sonhar...

NINA RODRIGUES

      *Evely   Cavalcante

  Nina Rodrigues foi
  o palco que sucedeu
  a guerra da Balaiada
  onde muita gente morreu.

  Foi em1838...
  que tudo se iniciou.
  Em 13 de dezembro na antiga Vila da Manga
  a guerra da Balaiada começou!

  Foi ele, Raimundo Gomes,
  quando seu irmão foi soltar.
  Que tinha sido aprisionado
  Naquele histórico lugar.

  Prendeu comandante e soldado da guarnição
  soltou todos os prisioneiros...
  Juntou as pessoas da Vila
  e fez uma proclamação.

  Proclamação que queria
  que o direito do cidadão
  fosse obedecido
  como está na Constituição.

  Mais logo quando o governo
  foi informado da revolução,
  os cabanos e bem-te-vis
  começaram uma discussão.
   Pois eles culpavam uns aos outros
   por aquela situação.

  Ainda dos dois partidos, quero aqui destacar.
  Pessoas  se juntaram,  na revolta popular.
  Negro Cosme e Manoel dos Anjos
  que vieram batalhar.


  Na história de Manuel Balaio eu tenho que informar
  que uns dizem que ele entrou para logo se vingar.
  Pois segundo comentários quero ainda destacar
  suas filhas foram abusadas por soldados
  que estavam lá e outros dizem...
  e seu filho foi recrutado, pela milícia militar.

  Falando de negro Cosme
  quero ainda destacar.
  Que ele era líder dos escravos de um lugar,
  chamado lagoa Amarela, quilombo a se refugiar.

  Tomaram a cidade de Caxias
  para logo assim clamar...
  Ficaram frente a frente ao exército militar.
  Mas alguns foram forçados ao seu povo condenar!
  Traíram sua gente
  para poder se safar.

  Raimundo Gomes foi preso
  e morreu naquele mesmo lugar.
  Pois nem levaram o pobre
  pra se ouvir e julgar,
  já deram o veredito
  e a ele condenar.

  Em 1840...
  entrou em cena um soldado,
  Luís Alves de Lima e Silva,
  Para o Maranhão pacificar,
  Acabou com a Balaiada,
  Em uma época de desmandos,
  Motivado pela falta de comando,
  Da nossa nobre Nação,
  Estava encerrada a rebelião.

  Por isso Cosme foi capturado,
  Dois anos depois,
  Ele foi enforcado
  como líder quilombola,  
  foi um notável guerreiro,
  pela causa libertária,
  deixando um importante legado
  como exemplo para a posteridade.

  A Balaiada se foi...
  mas a guerra continua.
  Onde ainda a desigualdade
  habita nua e crua.

  Que o preconceito é doença e pode até matar.
  Tire ele do seu peito e vai viver como lhe com diz.
  Seja branco seja negro não é a cor que diz.
  Todo tem voz e vez para viver e ser feliz!


*Evely Francynéia Sousa Cavalcante, nasceu em  Nina Rodrigues (MA) em 26 de novembro de 2007.  Estudante do sexto Ano no E.M. Gonçalves Dias. Aos 10 anos foi ganhadora do concurso de poesia, modalidade infantil, 1º lugar, pela escola Domingos Hilton (2018), como os poemas Vila da Manga e Balaiada, desde então,  nunca mais parou de escrever poemas, principalmente com foco ligados aos temas históricos da sua cidade natal. Foi uma das finalistas no projeto da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes, “AVLA na Escola, Descobrindo Talentos” (2019).
 É coautora  do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), organizado por Jucey Santana.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

TRILHOS

   *Mr. Harry


Dentro de mim também existem trilhos, tais que levam os meus sentimentos até a estação final. São trilhos que movimentam a felicidade. As rodas de ferro percorrem o meu corpo tal como percorrem as linhas férreas. A locomotiva da esperança passa todas as noites, trazendo consigo a esperança de dias melhores. A estação final?   Fica no nosso coração. Ali todos os trens se encontram para descarregar as emoções, sentimentos e esperanças, que alimentam a nossa alma e que fortalecem o nosso espírito, para que possamos enfrentar um novo dia, fortes como o ferro que é transportado por trilhos da vida real.



*Harryson Guilherme Moraes Andrade, filho de Anilson de Sousa Andrade e Cleiciane dos Santos Moraes, nasceu em Vargem Grande (MA) em 15 de janeiro de 2001. É graduando  em Física na Universidade Federal do Maranhão - UFMA.
Romances são suas minhas preferências literárias, ama escrever sobre minhas próprias experiências amorosas.  É romântico,  produz pequenos contos e crônicas. Agradece a
professora Alzira Carmargo que foi sua  orientadora na escola Raulina, e o encaminhou para o mundo da leitura e escrita. Escolheu o nome literário de Mr. Harry, que se identifica.

AMOR DE INFÂNCIA

        *Luciana Alves

  Acordei à noite
  Sai sem pensar
  Olhando o luar
  Parei no Jardim                                            
  Caiu sobre mim
  Uma solidão
  Ao amanhecer
  Olhei o clarão
  Me senti então
  Vagando à toa
  Lembrando a pessoa
  Do meu coração.

  Quem vive distante
  De alguém que ama
  Não chora ou reclama
  Por viver ausente
  Seu coração sente
  Vontade de chorar
  Para regressar
  E ver novamente.

  Lembrei que um dia
  Amei um alguém
  Que tanto quis bem
  Mas lá eu deixei
  Porque viajei
  Em busca da sorte
  Porém se a morte
  Não me encontrar
  Preciso voltar
  Para quem eu amei.
  Quem ama precisa
  Amar com respeito
  Ninguém tem direito
  De amando fingir
  Sem querer, partir!
  Mas pretendo voltar
  Rever o meu lar
  Onde eu nasci.

  Amor de infância
  Pouca gente esquece
  Ninguém não merece
  Viver sem alguém
  Por isso é que eu
  Preciso voltar
  Para abraçar
  Quem eu quero bem.


*Luciana Alves, natural de Vargem Grande (MA), nasceu em 23 de agosto de 2002. Foi   uma das finalistas do concurso literário da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes “AVLA na Escola – Descobrindo Talentos (2019), pelo Colégio Santos Dumont. O professor Raimundo Nonato Gomes de Sousa foi muito importante como orientador para a jovem,  Luciana,  como estímulo  rumo a literatura.   Atualmente é graduanda de Pedagogia pela UNIFACVEST.
Na área literária, desde muito nova passou a participar do Clube da Leitura, se identificando com a poesia, com livros de reflexões e auto ajuda. Já tem um livro inédito, A Noiva Cadáver, na categoria, suspense.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

ITAPECURU

 *Israela Mendes

... Meu Itapecuru...
... tão jovens...
... Grandes são as feridas que carregas,
Quantas dores sentistes?
... meu caro
Itapecuru
... Grande são os teus
... sonhos...
Carregas almas que choram pela manhã...
Sons tão alto... que contam suas
histórias...
Suas poesias ilustram seu Rio...
Tão imenso...
... onde levam suas lágrimas...
... Meu belo Itapecuru...
... uma doçura que leva seus poetas
... em cada passo sentiras a alegria que
 contagia seu povo... Onde se encontra um novo repouso.






*Israela Alves da Cruz Mendes, nasceu no Cigana de Itapecuru Mirim (MA),  em 08 de maio de 1999, estudou na Escola Newton Neves, é cronista e poeta.



TÚNEIS INVISÍVEIS

   *César Borralho

Quando algo ascende à chama ainda
rosna a fera a tudo o que hiberna,
a boca que era farta se dá faminta,
devorando todas as quimeras. 

Não existem flores na primavera,
só segundas intenções. 

O pouco que outrora acalmava,
(um dia) desespera! 

O vento se torna o faro do lupino,
o pássaro atrai a pedra do menino
e tudo tem a sede de um carnívoro. 

A memória é zona de conflito,
intersecção de túneis inundados,
submarino atroz, desgovernado que
não protege a própria carenagem. 

Todo esforço é luta aflita do selvagem
para desacreditar das coisas do silêncio.  

À coragem só existe o movimento
contra a certeza e tudo o que ela crê
atenta ao que causa a inquietude,
alheia ao que esta causa ao ser.

Emperrar as engrenagens do silêncio
é transcender o calor do útero estéril,
exceder o puerpério e contrair a calmaria.

A ama de leite amamenta o futuro
em plena agonia, a mama esquerda
dá leite, a direita - epilepsia.   

É preciso quebrar gavetas de ouro,
panificar com fermento tibetano
incontáveis tesouros africanos e
conter toda hemorragia.

Não é o sol que vira as páginas do dia,
mas tão-somente aquilo que amamos.


 *Sou César Borralho, natural de Codó (MA), 1979, porém, vivo em São Luís do Maranhão desde 1979. Sou professor, mestre em Cultura e Sociedade, especialista em Filosofia da Arte e graduado em Filosofia. Escrever poesia é dar ritmo às imagens que crio na eterna luta para que o papel não fique obscuro e nem tão vazio. Poesia é o vento que leva o barco quando barco não há. Nunca aspirei publicar um livro para me tornar poeta, mas se um dia me tornar poeta, publicarei um livro.

domingo, 21 de junho de 2020

ANSIEDADE


*Mr. Harry

Tudo que eu sinto é dor e tristeza
Meu corpo todo estremece dos anseios que tu me trás
Meu peito explode tão rápido como o bater de asas de um beija-flor
Tu tiras o meu fôlego, entrelaças-te na minha garganta como uma víbora em sua presa. 
Por quê és tão cruel?
Por tiras o meu sono?
Tento te arrancar de mim de todas as formas, mas tu insiste em permanecer em minha vida.
Suga minhas energias, me deixas sem forças pra lutar.
Tu és assim, covarde!


*Harryson Guilherme Moraes Andrade, filho de Anilson de Sousa Andrade e Cleiciane dos Santos Moraes, nasceu em Vargem Grande (MA) em 15 de janeiro de 2001. É graduando  em Física na Universidade Federal do Maranhão - UFMA.
Romances são suas minhas preferências literárias, ama escrever sobre minhas próprias experiências amorosas.  É romântico,  produz pequenos contos e crônicas. Agradece a
professora Alzira Carmargo que foi sua  orientadora na escola Raulina, e o encaminhou para o mundo da leitura e escrita. Escolheu o nome literário de Mr. Harry, que se identifica.