sexta-feira, 2 de outubro de 2020

EFEMÉRIDES IGUARAENSES

                                        Mês de outubro    

2.10.1890. Retorno do juiz Francisco Xavier Luís Borges, à comarca de Iguará, o intendente na época era o tenente-coronel Moraes;

 

 13.10.1977. Nascimento do professor e artista plástico, Laudimir Conceição Sousa, membro fundador da cadeira 23 da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes;

 

 14.10.1826. confirmação da patente de Sargento reformado do Regimento de Milicias de Iguará a Antonio Aires de Sá;

 

15.10.1818. Lavrada a Escritura Pública da futura Vila de Itape- curu Mirim, pelo tabelião Germano Lourenço Figueiras. A vila foi fundada 5 dias depois, em 20 de outubro de 1918;

 

18.10.1822. Segundo o senso eleitoral da Província, a Freguesia de Nossa Senhora das Dores do Iguará, contava com 479 casas (fogos), mais que Itapecuru Mirim que só tinha 367 casas;

 

18.10.1860. Confirmação da patente de Coronel Comandante Su- perior da Guarda Nacional da Vila de Itapecuru Mirim, Anajatuba e Iguará a Antonio Bernardino Ferreira Coelho, fundador de Vargem Grande;

 

 20 10 1818– Fundação solene da Vila de Itapecuru Mirim pelo alcaide-mor  José Gonçalves da Silva. Presentes, o clero, autori- dades, a nobreza e a população. Leu-se em voz alta e inteligível a Provisão Régia de 27 de novembro de 1817;

 

 21.10.1948. Pela Lei Estadual nº 156, foi desmembrado de Vargem Grande o distrito de Curuzu, atual São Benedito;

 

    Do livro, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020),  pag. 317 – Org.   Jucey Santana

 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

VISITA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Peça em 1 ato

Cenário - Casa de Mariana Luz

 Samira Fonseca*

Estava Mariana luz terminando a sua Salve Rainha quando os sinos da Matriz soaram, era o início do festejo de Nossa Senhora das Dores. A poetisa logo se pôs a escrever uma breve oração rogando a Deus e à padroeira de Itapecuru-Mirim o fim daquela peste que estava impedindo os fiéis de frequentarem as missas. Assim que ela terminou, foi fazer um chocolate quente. Minutos depois alguém bate à sua porta.

 LUIZ BANDEIRA E JOAQUIM ARAÚJO ― Boas noite! (Entrando na casa da poetisa)

MARIANA LUZ ― Só uma pergunta, nós não estamos numa pandemia? (Falou Mariana Luz fechando a porta).

LUIZ BANDEIRA― Mas era só o que me faltava! Mariana Luz, desde quando a gente pega coronavírus?

MARIANA LUZ ― Mariana Luz, não. Sianica! E pode ser que a gente não pegue, mas temos que dar exemplo para esse povo. Abram as mãos para eu colocar esse álcool em gel.

Os dois colocaram o produto e foram para a cozinha. O músico Joaquim Araújo colocava o chocolate, que a poetisa acabara de fazer, em três xicaras enquanto dizia:

JOAQUIM ARAÚJO ― quem tem que dar exemplo é professor!

MARIANA LUZ ― E eu sou o quê mesmo? (Perguntou Mariana Luz)

JOAQUIM ARAÚJO ― Professora, ah, é verdade! Mas você não conta.  

LUIZ BANDEIRA ― Pois eu acho que quem tem que dar exemplo é o prefeito. (Falou enquanto adoçava o café).

MARIANA LUZ ― Aquele que mandou as crianças da rede particular voltarem para as salas de aula? É difícil! Abdala poderia fazer alguma coisa sobre isso, né?

LUIZ BANDEIRA― Mas o que é que ele vai fazer?                                                                                                

MARIANA LUZ ― Sei lá, quem sabe soprar no ouvido do prefeito...

LUIZ BANDEIRA― Mariana Luz, entenda, o espírita aqui, sou eu.

MARIANA LUZ ― Pois vá lá e sopre!

JOAQUIM ARAÚJO― Sianica, quem sopra aqui sou eu que sou músico ah,ah,ah,ah.

Os três sorriram.

LUIZ BANDEIRA― Agora falando sério, e a política? Quem vocês acham que vai ganhar?

MARIANA LUZ ― Eu não sei, o Abdala diz o quê dessa eleição?

LUIZ BANDEIRA ― Ele está um pouco afastado porque aconteceu algumas coisas que ele não se agradou. O tambor de crioula dele, por exemplo, sem apoio do poder público, quase não sai o ano passado. Isso o deixou triste.

JOAQUIM ARAÚJO― Uma coisa é certa: o povo desacredita tanto da política local que se vende por qualquer preço, até alguns intelectuais, sempre foi assim.

MARIANA LUZ ― É triste!

JOAQUIM ARAÚJO ― Por um lado, por outro, não. O povo gosta é assim, e quem tem conhecimento se vende por um preço mais alto. É como diria Machado de Assis: “O dinheiro não traz felicidade para quem não sabe como usá-lo”.

MARIANA LUZ ― É, mas como diria a cearense Rachel de Queiroz: o dinheiro “só nos vale até certo ponto, ou seja, até se chocar com os limites dessa coisa intransponível que se chama a natureza humana”. 

LUIZ BANDEIRA― Allan Kardec diz que: “o sinal mais profundo da imperfeição do homem é o interesse pessoal”.

Depois dessa frase fez-se um silêncio de reflexão.

MARIANA LUZ ― Olha, eu sou católica, apostólica, romana, mas isso aí que tu dissestes é bonito, é muito profundo...

JOAQUIM ARAÚJO ― É mais profundo do que os sumidouros que têm no rio Itapecuru.

LUIZ BANDEIRA― Hum hum... a gente está falando de coisa séria e vem tu com sumidouro... Por falar em sumidouro, Sianica, tu não vais para a missa do festejo?

JOAQUIM ARAÚJO ― Não, agora pode parar e explicar o que é que a missa tem a ver com sumidouro?

LUIZ BANDEIRA ― Não teve um padre ai que sumiu com um dinheiro dos fiéis?

JOAQUIM ARAÚJO ― Mas não foi daqui não, foi lá da Basílica do Pai Eterno.

LUIZ BANDEIRA ― E lá não tem missa? Sumidouro.

JOAQUIM ARAÚJO ― É? João de Deus mandou lembranças pra ti.

MARIANA LUZ ― Olha, eu sou católica, apostólica, romana e não admito essa discussão de religiões no tamborete da cozinha de minha casa. Quanto a missa, eu não vou, sou do grupo de risco.

LUIZ BANDEIRA ― É, ela está com medo de morrer de novo.

MARIANA LUZ ― Eu sou imortal, estou apenas dando exemplo para esse povo, já te falei Luiz Bandeira.

LUIZ BANDEIRA ― Pois coloca tua máscara e vamos ficar ali sentado a porta da tua casa ouvindo a homilia.

Os três sentaram à porta da casa de Mariana Luz, local onde hoje se localiza o prédio comercial ao lado da casa das irmãs Josefinas.

 


*Samira Fonseca é professora, romancista e dramaturga, coordenodora do Núcleo de Estudos Mariana Luz – NEMA e membro  efetivo eleito da  Academia Vargem-grandense de Letras e Artes - AVLA.

VIDAS

      *Israella Cruz

 

   Vidas que vão

 

   Outras vem

 

   Sem que percebas as lutas vencidas

 

   Outras perdidas

 

   Uns caminham

 

   Outros param

 

   Uns vivem

 

   E outros existem

 

   Em meio a leitos uns desistem.... Outros persistem.

 

 


 

*Israela Alves da Cruz Mendes, nasceu no Cigana, zona rural  de Itapecuru Mirim (MA),  em 08 de maio de 1999, estudou na Escola Newton Neves, é cronista e poeta.

 

domingo, 27 de setembro de 2020

MANHÃ DE DOMINGO

     *Leandro Diniz

Eu suporto ao máximo

Juro que me seguro

Mantenho os pés no chão o máximo que consigo

Mas há momentos que não dá

Vem o surto

Saio de mim mesmo

A minha única saída é escrever

E escrevo para ti

Que percebes quando não estou bem

E sabes quão desejo seu abraço

Só quero o teu bem

O teu amor e carinho

Ti quero para mim

Numa manhã de domingo

Aconchegado ao meu lado 

De corações dados

Amor meu.

🌹Diniz

 


*Leandro Diniz Lima, natural de Boa Vista (RO), filho de Rosiane Paz Diniz e Rosângelo Silva Lima, nasceu em  11 de março de 2002.  Se considero  criativo, gosta de "inventar" coisas só por diversão. Tem paixão por fotografia, tanto que criou  um portifólio virtual no Instagram (https://instagram.com/leandro_fotograf0?igshid=lhrx05g5gbf8). Escreve poesias e textos um tanto motivacionais quando sente  necessidade e para ajudar os amigos. Também é apreciador da boa música, gosta de cantar e  sonhar...

 

O GRANDE SINAL

 *Macielle Araújo


Sonhei um grande novo sinal no céu, sinal esse que mostrava uma abertura bem grande, sendo assim saia uma grande luz de dentro. Luz essa que levava algumas pessoas, eram meio que transportadas para o céu.
Mas, havia um problema, pois, nem todas as pessoas eram escolhidas. De repente uma voz me chamava e falava que eu tinha que ir também.
Mais tive medo e me escondi debaixo de algumas coisas para não ser levada.
Ao ver as pessoas subindo,  percebi que algo caia no chão, fui olhar e vi que se tratava de documentos, nos quais estava escrito os nomes de cada pessoa que foi levada e assim ao subir trocaram de nomes.

Mais uma vez, a voz me chamou,  ao olhar o céu vi que a abertura se multiplicou em duas,  mas, a voz era insistente. Respondi dizendo que não podia ir, disse também o que as pessoas irão pensar se eu sumisse sem dar explicações.
Sendo assim passou alguns minutos, a voz voltou a me chamar novamente e também me mostrou em uma das aberturas que havia no céu,  uma linda imagem, com paisagens, que nem o ser humano é capaz de fazer tal coisa, eu mesma não consigo descrever como era, de tão linda que era a imagem. Cheguei ver anjos cantando numa grande alegria,  com isso fui ficando calma e em seguida fui levada.

Assim, como eles trocaram de nomes, fui também escolhida para trocar o meu.
Chegando lá vi todas as pessoas que tinham ido, estavam felizes, não havia mais motivo para tanta tristeza, não lembravam de nada da terra.
 

 


*Macielle  Pereira Araújo, natural de Vargem Grande (MA), nasceu em  30 de   junho de 2000, filha de Francisco das Chagas Rodrigues Araújo e Raimunda Santana Pereira, estudou  da Escola Santos Dumont. Foi uma das finalistas do projeto literário da Academia Vargem-grandense de Letras, - AVLA na Escola Descobrindo Talentos (2019), tendo por orientadora a professora Socorro Pontes. A jovem gosta  de escrever poemas e pequenos contos.  Gosta de escrever poemas e artigos  históricos, pretende publicar seu livro no futuro.

 

PARTIDA

   *Estefany Silva

Flores murchas pelo chão molhado, onde aquela pobre moça teve seu coração despedaçado.

Lágrimas jorram como cachoeiras, abaixo de seus olhos, grandes olheiras, isso por chorar noites inteiras .

A dor da perda é terrível, mas acredite, a partida da pessoa amada é

imprevisível.
Às vezes, aqueles sorrisos fulgurantes que amamos, quando os perdemos,

 sua ausência nos mata por dentro.

E ficamos nos perguntando quando acabará aquele sofrimento.

 

 


*Estefany  dos Santos Silva
, filha de Francisco Liomar Pereira da Silva

 e Angelita Pereira dos Santos , nasceu em Vargem Grande (MA) em  21 de

novembro de 2003, estudante do Rnsino Médio do Centro  de Ensino Raulina

Sousa Silva, gosta de escrever poemas,  contos narrativas  e textos relacionados

 aos temas atuais. Foi finalista do projeto da Academia Vargem-grandense de

Letras e Artes,  I AVLA na Escola – Descobrindo Talentos”. Orientadora,

 professora: Kamilla Peixoto Cavalcante Rocha.