quarta-feira, 27 de outubro de 2021

ADOLESCENTE ITAPECURUENSE PUBLICA LIVRO DE POESIA


                                                MINHA VIDA EM POESIA

Jucey Santana


A pequena Deborah Fernanda Pereira Ferreira, nascida em 05 de outubro de 2008, sempre se destacou pela sua determinação. Eu a conheci em 2015, quando ela contava apenas sete anos de idade, nos bancos da escola de desenho da Casa da Cultura de Itapecuru Mirim. Na ocasião, levada por seu tio, Antonio José, aluno da Escola, eu sendo coordenadora daquela Casa, na época. Era a menor da turma e a mais exigente, todos os seus trabalhos, constituídos de pequenos desenhos de flores, sol, lua, casa e de seus pais e tios. Também devo informar que eu era sua modelo favorita, quase todo dia, ganhava um retrato desenhado pela infante desenhista. Minha mesa vivia cheia dos desenhos de Débora, que ainda exigia que eu colocasse notas nos seus trabalhos, para sua avaliação pessoal.

Ficou na escola durante quatro anos, com as suas grandes tranças nos cabelos, acompanhando o seu jovem tio, um excelente desenhista, dando uma trabalheira ao seu professor Flávio Abreu, que aliás assina as ilustrações deste seu primeiro livro .


No final de 2019, mais uma vez a Débora me surpreende. Sendo presidente da Academia Vargem-grandense de Letras (AVLA), lancei o projeto, “AVLA na escola, descobrindo talentos”. Quando cheguei ao local da apuração do concurso literário, em 21 de dezembro, encontrei entre os catorze finalistas,  a jovem Débora, com um poema em homenagem ao cientista vargem-grandense, Nina Rodrigues. Ela fez questão de declamar no momento, me enchendo de emoção e orgulho!  Que pirralha metida!!!

M sinto muito feliz acompanhando este seu primeiro passo rumo a arte poética, com certeza virão outros, servirá, assim, de inspiração a outras crianças de sua terra. Seguramente, a menina terá um futuro promissor, com o apoio e incentivo da família, principalmente seus tios: Antonio José, João Batista, Manoel e Leonardo e da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes - AICLA e da Academia Vargem-grandense de Letras e Artes – AVLA. O seu lançamento está marcado para o dia 5 de novembro próximo, em Itapecuru Mirim, por ocasião do lançamento coletivo organizado pela IV FLIM e a Biblioteca Benedito Leite.

Avante, Débora!

  

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

MARIA FELIX RODRIGUES DOS SANTOS

 NOTA DE PESAR

                   ACADEMIA LUDOVICENSE DE LETRAS - ALL

MARIA FÉLIX RODRIGUES DOS SANTOS

A Academia Ludovicense de Letras  - ALL,    manifesta seu pesar ao confrade, Osmar Gomes dos Santos, titular da cadeira 14, extensivo a seus familiares,  pela perda da sua esposa, Maria Felix Rodrigues dos Santos, que faleceu nesta data, de 22 de outubro  de 2021.

As palavras se tornam poucas para expressarmos todos os nossos sentimentos pela perda, mas roguemos a Deus para que conforte os corações de seus familiares e amigos, dando-lhes consolo e serenidade neste momento de dor.

 

                                                 Daniel Blume Pereira de Almeida 

                                                            Presidente da ALL                               

                                                                                   

 


domingo, 10 de outubro de 2021

MORRE MARIA SAMPAIO, DEIXANDO A CULTURA ITAPECURUENSE DE LUTO

                    Maria Sampaio morre aos 76 anos

 

Maria das Mercedes Sampaio de Menezes, nasceu em  Itapecuru-Mirim (MA), em 12 de  janeiro de 1945.  Filha de José Amaro Sampaio,  lavrador e Raimunda Rita de Oliveira Sampaio,  cozinheira, conhecida como,  “Mãos de Fada”. Cursou até a quarta série do antigo primário. Era a 8 entre 9 irmãos. Católica fervorosa, integrante  Legião de Maria, da Paróquia da sua cidade, tinha por devoção a padroeira, Nossa Senhora das Dores e São Benedito.  Defensora fervorosa  da família, do meio ambiente e da sua querida cidade Itapecuru Mirim, a quem dedicou lindos poemas, era  solidária com o próximo principalmento os menos favorecidos da sociedade, e sempre ostentava um sorriso nos  lábios que transmitia sua alegria contagiante  e palavras de motivação aos familiares e amigos.

Nas “Sextas Culturais”, era presença certa na Praça Gomes de Sousa, cantando e motivando os jovens itapecuruenses. Tinha um coração enorme que cabia todos. Gostava de homenagear seus amigos com  pequenas “quadras” de improviso. A sua casa era considerada uma casa de Acolhimento, recebendo  todos que  a procurava e sempre encontravam guarida, tendo na pessoa de  Maria Sampaio o “Centro da Gravidade”. Na família era o ponto inicial e final de todos os acontecimentos. 

 Casou-se muito jovem, com o carpinteiro João da Conceição de Menezes. Do consórcio matrimonial  foi gerada uma grande prole, constituída de  10 filhos, 23 netos e 7 bisnetos.

                 

 
     TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

 Desde muito cedo começou trabalhar  para ajudar no custeio da  família. Como  funcionária pública,  trabalhou como cozinheira no Hospital Regional  Adélia Matos Fonseca, na Casa da Cultura Professor João Silveira,  fez parte do  projeto de promoção  aos  idosos. Também recebia encomendas para preparação  de refeições para  recepções oficiais e aniversarios, legado que deixou as filhas.

A sua última apresentação pública, a pedido da amiga e confreira Jucey Santana, foi por ocasião da inauguração da Praça Negro Cosme, em setembro de 2020. Ela achava que não daria conta por se encontrar  já cansada e indisposta. Porém compôs uma linda música, sobre o Negro Coste e protagonizou um grande show performático, de grande magnitude,  deixando todos os presentes surpresos com a sua criatividade, fazendo  sua voz, ecoar em toda a Beira Rio, como um sonoro lamento de despedida. Porém seu legado será  imorredouro entre todos que a amaram e admiraram.

                    TRAJETÓRIA  LITERÁRIA E FOLCLÓRICA

             Maria  Sampaio, poeta, folclorista, cantora, repentista com uma verve que tem como inspiração versos populares meio cordelistas, que saem de improviso, tem como tradição a oralidade que registram  história da sua cidade  e homenagens a personalidades ilustres com relevantes trabalhos em prol da coletividade, e nossas curiosidades locais, ganhou um registro fonográfico de algumas de suas músicas feito por Júnior Lopes (poeta, músico,  membro da AICLA).

Foi responsável pela tradicional festa do Tambor de Crioula da Rua João Buzar, mantendo viva a tradição,por quase 60 anos e com seu espírito alegre e festeiro  ainda  organizou diversas danças populares como a Quadrilha, Dança  Cigana, Dança do Coco, Dança da Peneira entre outras.  Compôs inumeras músicas para seus santos de devoção e  outras voltadas para homenagens a amigos e autoridades e principalmente   sobre sua amada Itapecuru Mirim e como amante da preservação Ambiental, deixou registrados  musicas com apelo a preservação do meio ambiente com notadamente a preservação do Rio Itapecuru.


            Seus versos foram registrados na antologia Inspirações Poéticas, organizada por Assenção Pessoas e Jucey Santana (2016), Púcaro Literário I (2017), Púcaro Literário II (2018), Púcaro Literário III – Protagonismo Feminino (2021), organizados por Jucey Santana e João Carlos Pimentel Cantanhede, O Iguaraense, 175 anos de Vargem Grande (2020), organizado por Jucey Santana. Também está presente na obra de Jucey Santana, "Itapecuruenses Notáveis" (2016).

            Membro efetivo fundador da Academia Itapecuruense de Ciências Letras e Artes – AICLA, fundada em 07 de dezembro de 2011, tendo por patrono Orlando Mota.

Faleceu em  30 de setembro de 2021 São Luís,  Maranhão, aos 76 anos. 

    

        Mariana Luz (música)

Autora: Maria Sampaio

A noite está escura,

Não tem, não tem luar.

Agora chama Mariana,

Traz a luz, vem clarear.

 

Tu és estrela no firmamento,

Vou contemplando o céu azul,

Abraça Mariana Luz,

Toda Itapecuru. (Bis).

 

O dia é todo seu,

Vamos juntos comemorar,

Recordamos tua história

E nós queremos guardar.

 

Nós te chamamos Mariana,

Com o brilho do seu olhar,

A tua história é um orgulho,

Para quem sabe contar.

 

Luz dos teus olhos,

O brilho do seu olhar,

Chama Mariana,

Traz a luz, vem clarear.

 

Caminho de pedras miúdas,

História que alguém contou

E hoje estamos cantando,

Que Mariana Luz deixou.