quarta-feira, 26 de abril de 2017

101 ANOS DE DONA SANTINHA



Jucey Santana

Hoje, 26 de abril  é o aniversário de 101 anos de um ícone da educação de Itapecuru Mirim a diretora emérita da Escola Gomes de Sousa, Dona Santinha.  Rodeada dos seus oito filhos (sobreviventes), 39 netos e 41 bisnetos, recebe em sua residência no bairro do Turu em São Luis (MA)  os amigos. 

Vale lembrar que dona Santinha é poetisa e membro fundador da Academia Itapecuruense de Ciências,  Letras e Artes e tem dois filhos também imortais da instituição: José Raimundo dos Santos Fonseca, o Zezoca (falecido) e Romeu Bandeira de Melo, filho de criação.  


 DONA SANTINHA

A professora Anozilda dos Santos Fonseca nasceu em 26 de abril de 1916, na cidade de Guimarães (MA). Filha de Manoel Lopes dos Santos, farmacêutico e de  Antônia Fontes Gonçalves dos Santos. 

 A menina Santinha, como foi apelidada desde criança, pela compleição franzina e baixinha,  queria seguir os passos do pai e ser farmacêutica, mas sua mãe preferiu que seguisse a carreira de professora.  A família mudou-se para São Luís  quando  Santinha tinha oito anos. Na Capital, cursou o normal colando grau em 1936. Começou  a trabalhar sob com contratos  provisórios,  em alguns colégios.  Chegou a lecionar duas vezes contratada em Itapecuru Mirim. 

Em 1943 o Dr. Paulo Ramos interventor Federal, em visita a Itapecuru Mirim a contratou para o Grupo Escolar Gomes de Sousa, que não tinha prédio próprio, funcionava em  uma residência particular. Passou a ensinar a quinta série.  Na época, a diretora era a professora Maria das Dores Tavares, sendo substituída por dona Cotinha Lima, que, ao se aposentar passou a direção à dona Maria Celestina Nogueira da Cruz, dona Celé,  que depois de curto período foi transferida para São Luís. 

Dona Santinha assumiu a direção do Grupo Gomes de Sousa, no ano de 1949. Ao assumir  a gestão  da escola,  passou a fazer grande campanha com o objetivo de aumentar as matrículas dos alunos, mesmo havendo  limitações por parte do Departamento de Ensino do Estado, que disponibilizava um número reduzido de vagas pela carência de professores.  Depois do primeiro impasse, para não deixar alunos fora da escola,  começou a campanha para o aumento do quadro dos professores, o que foi uma tarefa mais difícil. Dona Santinha sempre contava com o professor João Rodrigues,  quando prefeito, para o suprimento de  profissionais do ensino. 

Exerceu a função de diretora  do Gomes de Sousa, durante 20 anos. No final dos anos 60 foi transferida para São Luís, a seu pedido, porque seus filhos precisavam cursar faculdade. Passou o cargo de diretora do Grupo Gomes de Sousa à professora Maria do Rosário Amorim.    Em São Luís trabalhou na direção do Colégio Júlio Mesquita, na COHAB, até 1974 quando solicitou a  aposentadoria. Exerceu o magistério durante 35 anos, tendo a satisfação  de contar com a amizade de muitos dos seus alunos, entre os quais muitos se projetaram na vida pública como: Benedito Buzar, João Silveira, Nonato Lopes, José Ribamar Lauande,  Nonato Cassas, Jucey Santana, Miguel Lauande e outros.

Casou-se em 1942 com  o itapecuruense José Barbosa Fonseca, conhecido por  Zezeca. Em Itapecuru Mirim nasceram seus filhos:  Benedito, Artur, José Raimundo, Sérgio, Ana Maria, Fernando, Maria do Socorro, Emanoel, Rita e Francisco, que lhe deram 39 netos e 42 bisnetos.  Também  criou e educou muitos filhos de amigos  e ex-alunos.  

Em 2001 lançou o seu livro de poemas “Olhei a vida de perto”  e em 2011 a Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à educação de Itapecuru Mirim outorgou-lhes o  título de membro fundador da cadeira número vinte quatro. 









Do livro Itapecuruenses Notáveis (2016), página 217,  de Jucey Santana

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