quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ANTONIO OLIVIO RODRIGUES





Por: Jucey Santana
Antônio Olívio Brenha Rodrigues nasceu em Cantanhede, na época distrito de Itapecuru Mirim, em dois de julho de 1935.  Filho de Alice Brenha Rodrigues e do professor e jornalista João da Silva Rodrigues.
  Antônio seguiu profissionalmente os passos do pai no ofício do magistério dedicando-se à arte de ensinar, desde muito jovem. Lecionou em alguns colégios de Itapecuru.
            Ele teve valor importantíssimo na difusão de conhecimentos pela paixão que tinha pelas letras, como poeta, demonstrando também competência   como auxiliar do pai na gestão administrativa do município.
Dotado de muita inteligência e memória inigualável, estudou várias línguas estrangeiras fazendo cursos via rádio ou por correspondência. Falava fluentemente, francês, inglês, espanhol e lia o alemão.  O último curso que fez foi o russo, que não chegou a falar, mas lia e traduzia. Era ouvinte contumaz da Rádio BBC de Londres. Não conseguiu realizar os seus sonhos, que era ser diplomata. Passou no vestibular em São Luís (MA) para seguir a carreira, porém as dificuldades próprias da época, principalmente de ordem financeira o impediram.
Como poeta, professor e poliglota dedicou-se a difundir as letras em escolas e no jornal Trabalhista, fundado por seu pai em 1946, sendo redator.
            Foi Diretor Regional do Departamento de Estradas e Rodagens - DER em de Itapecuru Mirim (Residente), de 1958 a 1960, quando foi transferido para a cidade de Codó ficando à frente daquele Departamento até 1962. Em Codó lecionou inglês no Ginásio Codoense.
Alegre, festeiro, gostava de serestas e pescaria com amigos. Em 1963 durante as comemorações pela aprovação no concurso do Banco do Brasil, com familiares e amigos, em Itapecuru Mirim, agravou-se uma enfermidade pré-existente e faleceu em 30 de agosto de 1963, com apenas 28 anos.

             FLORES NEGRAS
Antônio Olívio
Flores Negras!... Outrora foram belas,
Meigas e puras como os olhos teus;
Hoje o negror envolve as pobres, elas,
Que te amam tanto como se ama a Deus!

Eram tão brancas!...  Níveas como aquelas,
Mãos que colheram entre os dedos seus,
Em teu calor murcharam e hoje em vê-las,
Inundam-se de pranto os olhos meus.

Também meu coração como estas flores,
Quando embalavas em gentis amores,
Junto de ti exalou melhor paixão.

Se as flores, mortas, ao rosal lançaste,
Porque quando morreu, não atirastes,
De volta ao peito meu, minha ilusão?

Jornal Trabalhista, 2.2.1952

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