sexta-feira, 27 de novembro de 2015

BOLIVIANOS E COMUNISTAS

Por: Benedito Buzar
Durante anos, o silêncio sepultou os motivos que levaram a Bolívia a indicar um cidadão para exercer as funções de cônsul em São Luis, cidade despovoada de grupos ou famílias bolivianas, que justificassem a presença de um representante do corpo diplomático, para tratar de assuntos de interesse daquele país no Maranhão.

Foi nesse vácuo, que veio à tona uma informação sem caráter oficial ou oficioso, de autoria ignorada e de origem desconhecida, que circulou em São Luis, sob a forma de lenda, e como tal, pode ou não ser verdadeira.

Como lenda, conta-se que no final dos anos 1950, o embaixador da Bolívia, no Brasil, ouvia o seu rádio, no Rio de Janeiro, então capital da República, quando, por acaso, sintoniza uma emissora de São Luis, e ouve um entusiasmado locutor esportivo, transmitindo uma partida de futebol, no estádio Santa Isabel.
Já ia mudar de estação, eis que é tomado de súbita e brutal surpresa. O locutor, em altos brados, dizia: – Mais de cinco mil bolivianos ruidosamente comemoram a sensacional vitória do Sampaio Correia sobre o seu maior adversário, o Moto Clube.

Foi o bastante para, no dia seguinte, o diplomata boliviano fazer uma exposição de motivos ao ministro das Relações Exteriores e pedir a nomeação de um patrício para cônsul da Bolívia em São Luis.

De acordo ainda com a lenda, o governo da Bolívia imediatamente atendeu ao pedido do embaixador. O cônsul, uma figura humana afável e simpática, enfronhou-se facilmente na sociedade, casou-se com uma maranhense e construiu uma família sólida. Aqui permaneceu até o seu falecimento.

O episódio boliviano remete a um fato bem atual. Após a posse do governador Flávio Dino, uma fabulosa corrida de vereadores e prefeitos municipais para o PC do B, o que significa dizer que o interior do Maranhão virou um antro de comunistas.

Se a Rússia fosse hoje um país dominado pelos “vermelhos”, certamente a diplomacia soviética já teria feito o que os bolivianos fizeram anos atrás: nomeado e mandado para o Maranhão um cônsul russo.


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